Os afoitos palmeirenses e corintianos celebraram os tropeços do tricolor do Morumbi no início da Libertadores. Nada como uma dia após o outro: com a vitória de ontem, o São Paulo praticamente assegurou o primeiro lugar no grupo e classificação antecipada. Enquanto isto, no Parque Antártica a situação é de absoluto desespero. E no Parque São Jorge... bem, por lá não há nenhuma preocupação com a Libertadores, a não ser a de secar o hexacampeão brasileiro. Depois a turma não entende por que o tricolor deixa os paulistinhas da vida em segundo plano. É uma questão de prioridade, a torcida nem leva mais em consideração esses títulos menores. Sorry, periferia, mas é isto mesmo, o mais querido está de novo rumo a Tókio, desta vez com Hernanes, Borges e Washington. Te cuida, Milan!
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
Caro,
ResponderExcluirQuase todos os dias leio seus posts e gosto das suas análises e observações. No entanto, é a segunda vez que vejo algo que me deixa estarrecido.
E antes de qualquer coisa queria deixar claro que sou são paulino de toda a vida.
Esse seu comentário "sorry, periferia" é um despropósito. Um preconceito sem sentido. Em várias ocasiões seus textos fazem uma análise crítica da postura preconceituosa da mídia em relação ao nosso presidente operário (para ficar num só exemplo). E vc vem e me escreve algo assim?
Desnecessário lembrar que vivemos no país mais desigual do planeta e que os preconceitos estão mais ligados à origem social.
De forma que vc, como comunicador, não só não está ajudando muito a erradicar essa praga como está caindo em contradição com a própria postura de crítico da "mídia elitista".
Por último, e não menos importante, eu assisto a todos os jogos do São Paulo e na Libertadores vou ao estádio. Garanto que "a periferia" está tão presente hoje em dia na torcida do tricolor como na do Corinthians, Palmeiras, Flamengo, etc.
Enfim, saudações e parabéns pelo blog. Tirando essas raras aberrações, está muito bom.
Pablo
Análise crítica de um palmeirense:
ResponderExcluir1. O verdão não vai bem na libertadores, como não vem bem nos últimos anos, a não ser na conquista do "paulistinha" do ano passado (com um time de veteranos e estrelas com o zagueiro Henrique e Valdívia).
2. O verdão está indo muito bem no "paulistinha" deste ano, o que é muito bom! Apesar das gozações da imprensa, particularmente dos sãopaulinos, rotulando de time pequeno e não competitivo em nível de libertadores, etc.
3. O time do palmeiras atual é jovem e promissor. Se ganhar o tal do "paulistinha" (que virará PAULISTÃO se o time do Ronaldo vir a ganhar) seria de ótimo tamanho. Desse time, somente o Keirrison atrai os empresários. Essa história de que prá ser bom tem que estar bem na libertadores é balela.
4. O S. Paulo, em uma chave bem mais fraca, está jogando uma bolinha terrível, como no jogo de quarta que todo o Brasil pode ver. É o "futebol de resultados", pronto e acabou. O futuro?