Pouca gente comentou a divisão dos partidos de oposição na eleição que consagrou Fernando Collor na presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado. Os três tucanos presentes votaram na petista Ideli Salvatti, mas um dos integrantes do partido na comissão, Marconi Perillo, se ausentou, abrindo uma vaga para Antonio Carlos Magalhães Júnior, do DEM da Bahia. Os Democratas fecharam com Collor - todos os seis senadores do partido que fazem parte do colegiado votaram em Collor de Mello. Não é a primeira vez que o DEM age de forma diferente do PSDB - na eleição para a presidência do Senado, o partido foi de Sarney e os tucanos, de Tião Viana (PT-AC).
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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