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Mostrando postagens com o rótulo debate

O debate da Bandeirantes e
os objetivos de cada candidato

O que vai abaixo é o artigo do autor destas Entrelinhas para o DCI . Em primeira mão para os leitores do blog. Foi dada a largada. Os debates promovidos na última quinta-feira pela TV Bandeirantes entre candidatos à prefeitura das principais capitais de Estado representaram, na prática, o começo da campanha eleitoral. É bem verdade que ainda faltam quase 14 dias para o início da propaganda gratuita no rádio e televisão, mas já é possível, a partir deste primeiro confronto, identificar algumas tendências do processo político-eleitoral em curso. No caso da capital de São Paulo, há vários aspectos interessantes e que merecem ser analisados com maior profundidade. A maior parte dos jornalistas e políticos que estiveram no estúdio da Bandeirantes saíram de lá decepcionados com o caráter “morno” do debate. De fato, se a comparação for com os encontros entre o presidente Lula e o ex-governador Geraldo Alckmin, hoje candidato do PSDB à prefeitura, então de fato não dá nem para o começo da...

Jorge Rodini: debate pronto

Em mais uma colaboração para o blog, Jorge Rodini, diretor do instituto de pesquisas Engrácia Garcia , envia a sua análise sobre o debate entre os candidatos paulistanos. Palavra de quem entende do riscado: O debate entre candidatos a prefeito de São Paulo realizado pela TV Bandeirantes revela, nas entrelinhas, um pouco do que está por vir nesta contenda. Um Alckmin mais vigoroso, um Maluf viário como sempre, uma Marta com jeito de santa, um Kassab fora d'água. Das novidades, Soninha querendo tomar corpo. Ataques a parte, um debate meio xuxu... meio Alckmin agridoce. Sem sal e com pouca pimenta. A disputa tem tudo para ser a preliminar da batalha presidencial de 2010. PT e PSDB duelam na maior cidade do País e Lula e companhia ficam no camarote, apreciando as dores e os afagos nos seus e nos adversários. O prefeito paulistano tenta uma vaga no andar de cima, solta uns ataques contra Marta e envenena Alckmin. Maluf vislumbra o teto e tropeça no piso. Olha o futuro e se entreolha no...

Wagner Iglecias: Debate inexistente

O texto abaixo é a análise do professor Wagner Iglecias sobre o debate da Band de ontem. A análise deste blog vem em seguida. Aguardem. A TV Bandeirantes promoveu ontem, como faz há anos, o início do ciclo de debates entre os candidatos a prefeito de várias capitais brasileiras. A emissora paulista é tradicionalmente aquela que abre, desde a redemocratização do país, o ciclo de debates de presidenciáveis, candidatos a governos e a prefeituras. Apesar da iniciativa auspiciosa o que não se viu, no caso do debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo, foi efetivamente um debate. As regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral para este tipo de programa e as estratégias excessivamente defensivas dos candidatos parecem colaborar para que não se veja, neste tipo de programa, o que mais dele a população espera: o embate aberto de idéias e propostas para a resolução dos problemas da cidade. É bem verdade que se viu trocas de acusações entre Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab, bem como cr...

Hoje é dia de debate

A campanha eleitoral nas principais cidades do país começa, na prática, na noite de hoje, com a rodada de debates promovida pela TV Bandeirantes. É com a aparição dos candidatos na televisão que o público começa a pensar mais detidamente em quem votar na eleição de outubro. Neste ano, porém, o início da campanha não deverá atrair muito a atenção dos brasileiros porque entre os dias 6 e 24 de agosto todo mundo vai estar de olho nas Olimpíadas de Pequim. A propaganda eleitoral gratuita começa dia 18 de agosto, mas certamente só após o término das Olimpíadas o povão vai começar a prestar atenção de verdade no que estará na televisão e rádio. Portanto, será uma campanha curta, de pouco mais de um mês. Assim, os debates de hoje devem ter o significado de "ensaio geral" do que será visto em setembro. O autor destas Entrelinhas estará no estúdio da TV Bandeirantes em São Paulo e promete escrever uma análise do evento na sexta-feira, além, é claro, de contar os bastidores do en...

Ricardo Musse: debate na Rede Globo foi bem mais tenso do que se poderia prever

Este blog tem a honra de contar a partir de hoje com a colaboração de Ricardo Musse, professor do departamento de sociologia da Universidade de São Paulo, doutor em Filosofia pela USP e um dos maiores especialistas brasileiros em sociologia histórica do marxismo. Neste primeiro texto, Musse analisa o debate da TV Globo e afirma que a tensão e o nervosismo dominaram o programa. A seguir, a íntegra do comentário do professor: O debate foi tenso, muito mais do que era previsível, tendo em vista que a eleição – como apontam todas as pesquisas – já está decidida. O que se jogava ali era o tamanho da vitória de Lula. A diferença entre os votos é irrelevante para decidir o resultado da eleição, basta ter um voto a mais, mas é decisiva para o futuro político dos dois candidatos. Uma margem ampla garante a Lula facilidades na negociação política, na “governabilidade”. Uma margem estreita qualifica Alckmin para postular a presidência em 2010. O nervosismo dos candidatos, mais evidente no prim...

Ainda sobre o debate

Foi meio patético ver o tucano Geraldo Alckmin acusar Lula de "privatista" na questão da Amazônia, no debate da TV Globo. Não dá para entender por que o PSDB não assume de vez que é, sim, favorável às privatizações e defende o que foi feito durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Pode não dar voto, mas seria mais digno. No Brasil, a direita não gosta de dizer que é... direita. Alckmin mesmo não falou outro dia que estava "à esquerda" de Lula. Quem escuta um troço desses deveria reclamar no Procon - ou propaganda enganosa é em outro departamento?

Mais do mesmo no debate da TV Globo

Ninguém aguenta mais ouvir Lula e Alckmin falando de números que, a rigor, só as assessorias dos candidatos conhecem em detalhes. Para o eleitor, a coisa toda é de pouca valia: ninguém vai mudar de opinião se o número de Alckmin estiver errado e o de Lula, correto. O voto já está muito cristalizado e os debates foram momentos apenas para os dois postulantes à presidência aparecerem na telinha um pouco mais do que no horário eleitoral. Evidentemente, o confronto é sempre mais fácil para quem está na oposição – Lula sabe bem disto –, mas debates só mudam a história em casos excepcionais, como um desastre na performance de um ou de outro. A rigor, este programa da Globo não deve ter grande influência no resultado da eleição. O jogo está jogado e no domingo, Lula deverá ser reeleito. A questão agora é saber se ele terá mais ou menos votos, proporcionalmente, do que em 2002. Se tiver mais, seu governo começará muito mais forte do que a oposição imaginou durante todo o processo. Se tiver me...

Um debate que perdeu o brilho

Quando a eleição de 1° de outubro acabou e o resultado indicou a realização de segundo turno, muita gente imaginou que o debate desta noite, na TV Globo, seria o ápice de uma campanha tensa e dramática. Chegou a hora do derradeiro encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin e o clima é bem outro – a impressão que se tem é que ninguém está ligando a mínima para o debate. É óbvio que nenhum dos dois candidatos pode errar demais, porém, como observou o prefeito Cesar Maia em seu ex-blog, já não há tempo para uma mudança significativa de opinião no eleitorado. No fundo, o debate vai servir para os dois lados marcarem algumas posições: Alckmin pode tanto manter a postura "Mike Tyson" e sinalizar que pretende disputar o tal "terceiro turno" ou então amainar o discurso e falar para o seu público interno, inaugurando assim a guerra pela presidência do PSDB. Lula, de sua parte, também poderá mandar recados ou pistas sobre o comportamento de seu governo no próx...

Jorge Rodini: a importância dos debates

Em mais uma colaboração para o Entrelinhas, Jorge Rodini, diretor do instituto Engrácia Garcia de pesquisas envia um comentário sobre o debate de ontem entre Geraldo Alckmin e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Rodini, os debates podem, sim, mudar uma eleição. Leia abaixo o comentário do especialista. O debate entre os presidenciáveis, ontem, na Rede Record foi o melhor dos três realizados neste segundo turno. Um debate pode, sim, mudar os caminhos de umna campanha eleitoral. Muito mais pelo que os candidatos não dizem do que pelo que afirmam. Alckmin, ontem, foi incisivo sem ser grosseiro. Conseguiu atacar, nas entrelinhas. Foi programático, sem ser muito detalhista. Lula tentou manter seu enorme eleitorado usando emoção quando falava do Nordeste. Foi cansativo na repetição de algumas expressões e tropeçou na gramática em várias situações. Alckmin pareceu um pouco nervoso no início e Lula irônico demais no meio do debate. Alckmin achou o tom e Lula está muito senhor de si, e...

O debate dos marqueteiros

O debate da TV Record foi, de longe, o mais monitorado pelos marqueteiros dos candidatos à Presidência. Se no programa da TV Bandeirantes o Brasil conheceu a porção "pitbull" de Geraldo Alckmin e no SBT ele recuou em demasia, na Record o tucano tentou ser firme, mas sem perder a ternura. Lula, por outro lado, está afiado e com respostas na ponta da língua para qualquer tipo de provocação. Usou a ironia algumas vezes, mas não tantas quanto no debate do SBT, e também abandonou a leitura exaustiva dos números e realizações de seu governo. Tudo isto é resultado do trabalho dos marqueteiros, que procuram sanar os pontos fracos apontados pelas pesquisas qualitativas e reforçar o que foi considerado bom pelos entrevistados na performance anterior de seus clientes-candidatos. O maior problema deste tipo de preparação para os debates é que eles estão ficando muito repetitivos. Ninguém aguenta mais ouvir Alckmin dizer que é diferente de Lula – se fosse igual, não estaria tentando evita...

Sobre o debate desta noite

Os poucos e fiéis leitores deste blog estão ansiosos para saber como será o debate desta noite na TV Record. É difícil prever. Geraldo Alckmin precisa apresentar algo novo, tentar surpeender o seu adversário, porque as pesquisas mostram que se o pleito fosse hoje, Lula seria reeleito por larga margem. Por outro lado, se Alckmin voltar ao estilo "Mike Tyson", poderá ser surpreendido, uma vez que Lula certamente já tem uma tática montada para este tipo de combate. Para Lula, um debate parecido com o do SBT seria o ideal – mesmo uma derrota discreta no encontro seria suficiente para manter a grande distância que o separa do tucano nas pesquisas. O signatário dessas Entrelinhas estará nos estúdios da Record, na Barra Funda, para conferir a temperatura política. A aposta do blog é que o encontro será um meio-termo entre a explosão de tensão do primeiro debate e a sonolência do segundo. Os adversários estão se estudando, já conhecem os pontos fortes e fracos do oponente e deverão...

Ainda sobre o debate

O jornalista Reinaldo Azevedo diz em seu blog que o Lula realmente ganhou o debate. Quem sou eu para discordar... Do jeito que a coisa vai, é capaz de Geraldo Alckmin se transformar no primeiro candidato que teve mais votos no primeiro turno do que no segundo. Geraldinho, o candidato que encolheu...

Lula venceu o debate do SBT porque Geraldo Alckmin entrou derrotado

O debate do SBT entre o presidente Lula e o tucano Geraldo Alckmin foi um programa completamente diferente do de uma semana atrás, na TV Bandeirantes. Alckmin entrou derrotado em campo, o que fez toda a diferença. Ele pode até ganhar a eleição – ainda faltam 9 dias para o pleito e muita água vai rolar debaixo da ponte –, mas que perdeu o debate de hoje para o presidente Lula, perdeu. Ao contrário do que se viu na Band, Alckmin foi quase o tempo inteiro pautado pelo presidente e acabou jogado para as cordas em diversos momentos, coisa que não tinha ocorrido no primeiro encontro. Geraldo Alckmin tem muita dificuldade para defender o governo Fernando Henrique Cardoso, o que facilita a postura de seu adversário no confronto, uma vez que Lula não faz outra coisa senão comparar a atual gestão com a de seu antecessor. O presidente estava bem à vontade neste papel e Alckmin, de sua parte, procurava se diferenciar do adversário. O problema é que tal diferenciação acabava beneficiando Lula, po...