O péssimo resultado do PIB do quarto trimestre de 2008 pode ajudar no convencimento dos diretores do Banco Central em acelerar a queda da taxa básica de juros. Já tem gente falando em até 2 pontos percentuais - a decisão será conhecida amanhã. Ainda que o BC tome mais uma medida conservadora e baixe em um ponto e meio, na quinta-feira o Brasil amanhecerá com a menor taxa de juro real da história, ou pelo menos a menor desde a introdução da Selic, em 1996. Neste caso, a taxa nominal, que passaria a 11,25%, também seria a menor da série, mas "empatada" com a que vigorou entre maio de 2007 e abril do ano passado. Não é improvável que ao final deste ano os juros reais no Brasil estejam em um patamar abaixo dos 5%, o que seria um alento considerável para a economia nacional.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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