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Mais uma bola dentro de Obama

Está certo que a medida era até previsível, tamanho o absurdo da tentativa da seguradora AIG em dar um verdadeiro "drible da vaca" nos contribuintes e no governo norte-americanos, mas vale a pena ressaltar mais uma ação positiva do presidente Barack Obama, conforme se poderá ler abaixo, em reportagem da Folha Online. Aliás, será que esta ação do governo norte-americano será tratada na mídia brasileira como uma "intervenção intolerável" na iniciativa privada, tal e qual vem tratando aqui as tratativas do governo brasileiro de negociar contrapartidas com empresas que por aqui estão anunciando demissões depois de receberem incentivos fiscais ou outras benesses governamentais? Este blog aposta que não, e está aí a Veja que não deixa mentir, com uma capa simplesmente ridícula sobre a "manutenção do capitalismo" sob a regência de Barack Obama. É, são sempre dois pesos e duas medidas.

Obama pedirá ao Tesouro que tente bloquear pagamento de bônus da AIG

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira que pedirá ao Departamento do Tesouro para tentar impedir a seguradora AIG (American International Group) de pagar US$ 165 milhões em bonificações a executivos.

"Nos últimos seis meses, a AIG recebeu somas substanciais do Departamento do Tesouro", disse Obama, que acrescentou que pediu ao secretário do Tesouro, Timothy Geithner, que use esse argumento e "busque todo meio legal para bloquear esses bônus". Obama disse ainda que a AIG é uma empresas "que se encontra em dificuldades financeiras devido à negligência e à ganância".

"Nessas circunstâncias é difícil entender como os operadores de derivativos na AIG tenham conseguido bônus, que dizer então de US$ 165 milhões em pagamento extra", afirmou o presidente. "Como eles justificam esse ultraje frente aos contribuintes que estão mantendo a empresa em pé?"

Representantes da Casa Branca disseram, segundo o diário americano "The New York Times" ("NYT"), que o governo não está tentando levar a AIG à Justiça para impedir o pagamento dos bônus, mas que o Tesouro vai fazer com que a empresa se limite a pagar seus executivos dentro do estipulado em seus contratos.

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