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Mostrando postagens com o rótulo Eleições 2006

Folha dá notícia velha na primeira página

Mereceu chamada de primeira página da edição de segunda-feira (3/12) da Folha de S. Paulo a informação de que a propaganda eleitoral "gratuita" deste ano custou, em renúncia fiscal para rádios e televisão, R$ 191 milhões. Sempre animados, os redatores do jornal cunharam a expressão "Bolsa Político" e foram ouvir cientistas políticos para comentar assunto tão relevante. A animação deve ter sido realmente grande, pois malhar políticos é uma das diversões prediletas dos jornalistsa da Folha , mas nada impedia o jornal de contar que a notícia já havia sido publicada no dia 28 de novembro no Observatório da Imprensa , em texto do professor Venício A. de Lima. Do jeito que saiu, parece até que foi um furo do jornal.

Já deu

Se há algo que ninguém mais aguenta ouvir falar é do caso do dossiê Vedoin. Os depoimentos, na CPI dos Sanguessugas, dos petistas aloprados e do tucano Abel Pereira, o amigo do ex-ministro Barjas Negri, pouco ou nada acrescentaram ao que já se sabia. A sensação que se tem ouvindo os personagens ou lendo as matérias sobre assunto é a mesma de assistir de novo um filme enfadonho: impossível não se impacientar duplamente - pela chatice do enredo e por já o conhecermos. A pergunta alquimista – "de onde veio o dinheiro" – possivelmente jamais será respondida a contento, não por incompetência da polícia, mas porque o rastreamento é muito mais difícil do que se imagina. E tirando uma eventual ilegalidade na origem do dinheiro, não há o que investigar, porque crime não houve: não é proibido comprar dossiês, mas nem isto ocorreu, pois a Polícia Federal impediu a concretização do negócio. Os políticos do PFL e PSDB gostam muito de falar sobre o caso, mas ninguém esclarece do que estão...

A falsa questão das doações a políticos

A Folha de S. Paulo vem insistindo no tema do financiamento das campanhas eleitorais. No final de semana, o jornal publicou uma série de matérias mostrando que deputados e senadores recebem doações para as suas campanhas de empresas relacionadas aos temas que elegem para trabalhar em seus mandatos. Assim, um deputado que integra a CPI das Armas, por exemplo, foi financiado pela indústria armamentista e o mesmo se deu com vários parlamentares. Ora, fatos como esses são absolutamente normais (e legais, segundo as normas em vigor): estranho seria as empresas financiarem os adversários de suas "causas", digamos assim. É óbvio que os deputados-candidatos buscam recursos entre empresas com as quais mantém algum tipo de relacionamento e é justo que, eleitos, defendam os interesses com os quais se comprometeram. A Folha sabe que não há ilegalidade alguma no que denuncia. A série de matérias na verdade revela apenas a hipocrisia do jornal, que vê o mundo repleto de "corruptos...

Boaventura de Sousa Santos: Lula e a esquerda

Este blog recomenda vivamente a leitura do artigo abaixo, de Boaventura de Sousa Santos, publicado nesta quarta-feira na Folha de S. Paulo. Trata-se de uma lúcida análise da situação que emerge após a reeleição do presidente Lula. A seguir, a íntegra do artigo. DEPOIS DA inesperada fragilidade revelada no primeiro turno, a vitória retumbante de Lula no segundo deixou o mundo estupefacto. É um acontecimento político notável, e o mérito cabe por inteiro a Lula. Só ele poderia reacender o entusiasmo da mobilização em milhares de militantes magoados e desiludidos pelos desacertos da sua política durante o primeiro mandato. Mas as razões do seu êxito são bem mais profundas e merecem reflexão. A vitória de Lula representa um "choque de realidade" para as elites políticas que governaram o Brasil até 2002. A distância e a arrogância que as separam do país real e a acumulação histórica de ressentimento que isso criou entre as classes populares não lhes permitiram aproveitar as fr...

O flerte de Lula com a oposição

Alguns petistas mais aguerridos devem estar chateados com as recentes investidas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conquistar o apoio de parlamentares do PSDB e PFL. Neste fim de semana, por exemplo, Lula deu carona para diversos senadores, entre eles o amazonense Arthur Virgílio Neto, aquele tucano que um dia prometeu dar "uma surra" no presidente. A julgar pelos relatos dos jornais, a prosa foi boa e Lula prometeu chamar também o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para uma conversa, a fim de constituir o tal Conselho da República, que reuniria os ex-presidentes em um órgão e caráter consultivo. Pode ser aborrecido para os petistas radicais, mas este movimento de estabelecer boa vizinhança com a oposição revela a esperteza de Lula. Ele sabe perfeitamente bem que o PSDB não tem um projeto alternativo ao seu e só não votaria temas de interesse do governo no Congresso se a radicalização que se instaurou na campanha eleitoral a partir do Dossiê Vedoin permanec...

Jorge Rodini: o rodapé da história

Aos poucos, o blog vai voltando à rotina. O intuito dessas Entrelinhas, é sempre bom lembrar, é o de oferecer um espaço para o debate sobre política e mídia. A participação dos colaboradores – o blog já tem a honra de contar com os cientistas políticos Wagner Iglecias e Ricardo Musse e o diretor do instituto Engrácia Garcia de pesquisas, Jorge Rodini – é salutar para que este debate ocorra. No comentário de hoje, Rodini comenta o cenário pós-eleitoral. Publicamos também o texto de Jorge Rodini enviado logo após as eleições e que em função das férias acabou não saindo. Embora se refira a um contexto que já parece distante, o texto continua vivo como explicação para a consagradora vitória do presidente nas urnas em 29 de outubro. A seguir, os dois comentários. O segundo mandato já começou, em clima de férias, porém também de negociações. Controladores de vôo descontrolados, deputados e senadores pensando em mudar de partido, o Presidente querendo consertar erros do início da gestão ...

Mário Maestri: Deixem o homem trabalhar

O professor Mário Maestri é um dos melhores textos da esquerda radical hoje no Brasil. Dizem que para escrever bem, é preciso pensar bem, mas há contra-exemplos notáveis no jornalismo brasileiro, em que tanta gente simplesmente não pensa, mas escreve com grande talento. No caso de Maestri, pensamento e talento para o texto correm juntos e vale a pena ler a íntegra do artigo que ele enviou para o Correio da Cidadania , reproduzido abaixo. Este blog não concorda com tudo que está dito, mas recomenda vivamente a leitura. Após o texto na íntegra, as próximas notas seguirão com comentários de alguns trechos mais relevantes. Após repetir o receituário neoliberal instaurado por FHC e as pífias taxas de crescimento do PIB e das condições gerais de vida da população, Lula da Silva conheceu indiscutível consagração no segundo turno eleitoral que desorganizou a oposição da direita antiga e da esquerda nova. No frigir dos ovos eleitorais, Lula da Silva e seu governo terminaram sendo referendados ...

Primeiras impressões

Finalmente, após o ócio remunerado que a legislação trabalhista ainda nos permite, estamos de volta. Foram 15 dias fora do Brasil, 12 deles passados viajando pela ex-metrópole e 3 em Madrid. A primeira impressão do regresso é a de que quase nada se passou nesse período pós-eleitoral. O problema dos aeroportos continua nas manchetes e a montagem da equipe do presidente reeleito caminha lentamente – o que era de se esperar –, mas a primeira leitura dos jornais revela que a virulência da oposição diminuiu substancialmente, como atesta a entrevista com Antonio Carlos Magalhães na Folha de S. Paulo de quinta-feira. A história do dossiê parece ter simplesmente sumido do noticiário e provavelmente boa parte dos brasileiros já não se lembra mais o nome dos "aloprados" do PT. Tudo isto, porém, era muito previsível: a vitória de Lula foi suficientemente forte para botar os oposicionistas mais radicais, pelo menos em um primeiro momento, no ostracismo. Novidade mesmo desde que o blog ...

O segundo turno fortaleceu Lula

Acabou a guerra e Luiz Inácio Lula da Silva saiu desta eleição maior do que entrou. Pode parecer uma piada, mas com os 58 milhões de votos que obteve neste domingo, o presidente reeleito deveria agradecer aos céus pela desastrada Operação Tabajara, que levou a disputa eleitoral para o segundo turno. O raciocínio é simples: se Lula tivesse vencido no primeiro turno, teria obtido uma maioria bem mais estreita, algo em torno de 51% , 52% dos votos válidos. Começaria a sua segunda gestão emparedado por denúncias de corrupção no primeiro mandato e precisaria realizar uma exaustiva negociação para obter maioria no Congresso. Graças aos "aloprados", porém, a eleição foi para uma segunda rodada e Lula obteve uma vitória magnífica, praticamente do tamanho da que conseguiu em 2002. É preciso ler os números com atenção: a votação de hoje – 60% dos votos válidos – foi um ponto percentual menor do que a de 2002, contra José Serra. Em 2002, porém, Lula estava na oposição, enfrentando um c...

Lula é reeleito presidente do Brasil

Já não dá mais para Geraldo Alckmin. Matematicamente, Lula está reeleito, com pouco mais de 60% dos votos válidos. Até agora, ele tem 50 milhões de votos e Alckmin, 33 milhões – no primeiro turno, o tucano chegou a 39 milhões e deve ficar abaixo deste patamar na eleição de hoje, o que seria inédito em uma disputa presidencial.

Boca de urna: Requião, Ana Júlia, Yeda, Lago, Cabral e Campos serão governadores

De acordo com os números das pesquisas de boca de urna do Ibope divulgados agora pela TV Globo, serão eleitos governadores de seus estados os candidatos Roberto Requião (PMDB), no Paraná; Ana Júlia Carepa (PT), no Pará; Jackson Lago (PDT), no Maranhão; Eduardo Campos (PSB), no Pernambuco; Sérgio Cabral (PMDB), no Rio de Janeiro; Luiz Henrique da Silveira (PMDB), em Santa Catarina; e Yeda Crusius (PSDB), no Rio Grande do Sul. Confirmados esses resultados, o PMDB é o grande vitorioso na eleição estadual, com 7 governos e ainda a possibilidade de vitória na Paraíba, onde não foi feita pesquisa.

Agora quem fala é o povo

Mais uma vez em menos de 30 dias, chegou a hora de falar o povo brasileiro. Muita gente não gosta, acha muito ruim esse negócio de delegar ao povaréu a tarefa de escolher o chefe da Nação, mas democracia é assim: na hora da decisão, cada cabeça é um voto e a soma diz o que o País realmente quer para os próximos 4 anos. Se dependesse dos tantos çábios que pontificam na imprensa, a parada já estaria resolvida e Geraldo Alckmin seria o presidente entre 2007 e 2010. É chato para alguns, mas é assim na democracia: quem escolhe é o povo e Lula está com a mão na faixa. A campanha de 2006 e o seu significado ainda estão por ser explicados - tarefa na qual este blog promete se empenhar a partir de segunda-feira, com um breve intervalo entre os dias 1 e 15 de novembro –, mas a hora ainda não é de explicar, e sim de desejar a todos um bom voto, com os olhos voltados para o futuro do Brasil e a construção de uma Nação menos desigual, em que todos possam ter uma vida melhor.

Ricardo Musse: debate na Rede Globo foi bem mais tenso do que se poderia prever

Este blog tem a honra de contar a partir de hoje com a colaboração de Ricardo Musse, professor do departamento de sociologia da Universidade de São Paulo, doutor em Filosofia pela USP e um dos maiores especialistas brasileiros em sociologia histórica do marxismo. Neste primeiro texto, Musse analisa o debate da TV Globo e afirma que a tensão e o nervosismo dominaram o programa. A seguir, a íntegra do comentário do professor: O debate foi tenso, muito mais do que era previsível, tendo em vista que a eleição – como apontam todas as pesquisas – já está decidida. O que se jogava ali era o tamanho da vitória de Lula. A diferença entre os votos é irrelevante para decidir o resultado da eleição, basta ter um voto a mais, mas é decisiva para o futuro político dos dois candidatos. Uma margem ampla garante a Lula facilidades na negociação política, na “governabilidade”. Uma margem estreita qualifica Alckmin para postular a presidência em 2010. O nervosismo dos candidatos, mais evidente no prim...

Um debate que perdeu o brilho

Quando a eleição de 1° de outubro acabou e o resultado indicou a realização de segundo turno, muita gente imaginou que o debate desta noite, na TV Globo, seria o ápice de uma campanha tensa e dramática. Chegou a hora do derradeiro encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin e o clima é bem outro – a impressão que se tem é que ninguém está ligando a mínima para o debate. É óbvio que nenhum dos dois candidatos pode errar demais, porém, como observou o prefeito Cesar Maia em seu ex-blog, já não há tempo para uma mudança significativa de opinião no eleitorado. No fundo, o debate vai servir para os dois lados marcarem algumas posições: Alckmin pode tanto manter a postura "Mike Tyson" e sinalizar que pretende disputar o tal "terceiro turno" ou então amainar o discurso e falar para o seu público interno, inaugurando assim a guerra pela presidência do PSDB. Lula, de sua parte, também poderá mandar recados ou pistas sobre o comportamento de seu governo no próx...

A cara do Brasil

A reta final da campanha eleitoral na lente da repórter Elza Fiúza, da Agência Brasil

Tucanos discutem se Serra também perderia

O maior debate nos blogs e sites tucanos já não é mais sobre os erros de todas as pesquisas às vésperas do segundo turno (seria engraçado mesmo todos os institutos errarem e só o tal do tracking do Geraldo acertar...), e sim sobre a correção da escolha de Geraldo Alckmin para disputar a presidência. Vingança é um prato que se come frio e gente que sempre defendeu a candidatura de José Serra agora começa a colocar a cabeça de fora e lembrar o velho bordão: "não digam que eu não avisei". Engenheiro de obra feita, porém, é a coisa mais fácil de se achar por aí e a história que não aconteceu jamais será contada, portanto ninguém pode dizer com certeza que Serra estaria em melhor posição do que Geraldo Alckmin. Este blog tem um palpite a respeito de como as coisas se sucederiam se Serra fosse o candidato do PSDB. Em primeiro lugar, os tucanos teriam muita dificuldade para achar um candidato viável para o governo paulista – é lícito supor que a indicação seria de Alckmin, caso el...

Pesquisas Vox Populi e Sensus mostram Lula acima de 60% das intenções de voto

As pesquisas divulgadas nesta quinta-feira representam uma verdadeira pá de cal nas esperanças do tucano de virar o jogo. Pelos números do instituto Sensus, o presidente Lula tem 24 pontos a mais do que Alckmin na conta da pesquisa estimulada (57,5% a 33,5%). Considerando os votos válidos, Lula teria 63,2% e Alckmin, 36,8% – uma diferença de 26,4 pontos percentuais. O levantamento do Sensus mostra ainda que Lula tem 74,8% dos votos no Nordeste, contra 18,6% de Alckmin. No Sudeste, o petista aparece com 50,9%, e o tucano com 36,7%. No Norte e Centro-Oeste, Lula vence Alckmin por 58,3% a 38,4%. A disputa é acirrada no Sul, segundo a pesquisa. Lula tem 45,5% contra 45,2% do adversário. Os números do Vox Populi também não são nada animadores para Alckmin: Lula, em alta, estava com 61% das intenções de voto e Alckmin, em baixa, tinha 39%, considerados os votos válidos. Na pesquisa estimulada, Lula teria 57% e Alckmin, 37%.

O calendário das pesquisas

Confira abaixo, em matéria da Agência Etado, as próximas pesquisas eleitorais que serão divulgadas entre amanhã e domingo. Ibope e Datafolha registram mais pesquisas no TSE Levantamentos poderão ser divulgados no sábado Flavio Leonel SÃO PAULO - Os institutos Ibope e Datafolha registraram mais duas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno das eleições presidenciais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com dados atualizados nesta quarta-feira no site do tribunal, os institutos encaminharam os protocolos de registros ao TSE na segunda-feira. Segundo a Lei Eleitoral, os institutos são obrigados a fazer o registro da sondagem de opinião no TSE no prazo de até cinco dias antes da divulgação dos resultados, o que indica que os levantamentos poderão ser divulgados a partir do sábado (28). O Ibope informou ao TSE que pretende entrevistar 8.680 brasileiros entre a sexta-feira (27) e o sábado, mesmo período de realização da pesquisa do Datafolha, que ...

Falta de projeto derrotou Alckmin

A eleição presidencial caminha para o desfecho esperado, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ampla margem de votos. É bem verdade que o percurso foi mais complicado para Lula do que se imaginava, com a disputa sendo postergada para o 2° turno após o episódio da tentativa de compra de um suposto dossiê contra políticos tucanos. No PSDB, poucas lideranças ainda tentam disfarçar algum otimismo com a eleição de domingo, mas nos bastidores o que se vê é o início de uma crise – situação natural em qualquer derrota, é bom que se diga – para lavar a roupa suja e achar os culpados para o desfecho infeliz. O senador Álvaro Dias (PR), por exemplo, se antecipou e já encontrou um: o marqueteiro Luiz Gonzáles. Segundo relato de Ricardo Noblat, em seu blog, Dias afirmou o seguinte: “O programa do Alckmin é inferior ao programa do Lula. Faltou emoção, indignação e criatividade. Faltou estratégia e comunicação competente.” O senador certamente entende muito de eleição – acaba de...

Tucanos já estão jogando a toalha

Basta uma rápida navegada pelos blogs e sites tucanos ou "anti-lulistas" para perceber que o clima entre os apoiadores de Geraldo Alckmin é de grande decepção com a pesquisa Datafolha divulgada ontem. O jornalista Reinaldo Azevedo, por exemplo, escreveu o seguinte: "É claro que não dá mais. Segundo o Datafolha, cujo levantamento foi feito ontem e hoje, Lula oscilou de 57% para 58%, e Alckmin, de 38% para 37%. Nos votos válidos, Lula cresce um ponto, e Alckmin cai um. A diferença, que era de 20 pontos no Datafolha, agora está em 22. É o número que o Vox Pupuli apontava na semana passada. No caso do Ibope, já são 24. Digamos que a diferença seja a metade: 10 ou 11 pontos. Ainda assim, não dá mais." Além de comentar a derrota anunciada, Reinaldo também já começou a "lavar a roupa suja" e diz que José Serra deveria ter sido o candidato à Presidência. O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (PFL), tenta animar a sua tropa e joga todas as fichas no último deba...