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Mostrando postagens com o rótulo Senado Federal

Para registro da História

Muita gente naturalmente já assistiu, mas é por dever cívico e para registro histórico que este blog disponibiliza aos seus poucos (mas influentes) leitores o vídeo abaixo, contendo as edificantes cenas presenciadas no Senado da República em 06/08/2009. Guardem a data. Vai mesmo constar dos futuros livros de História.

Azenha: mídia perdeu na crise do Senado

Uma análise curta e inteligente da atual situação política está no blog Vi o Mundo , do jornalista Luiz Carlos Azenha. Para o privilégio dos leitores destas Entrelinhas , vai abaixo, na íntegra. Quem ganhou eu não sei. Perdeu a mídia Atualizado em 05 de agosto de 2009 às 22:13 | Publicado em 05 de agosto de 2009 às 20:03 Na disputa política no Senado brasileiro, que testemunhamos nas últimas semanas, ganharam José Sarney, Renan Calheiros e Collor de Melo. No curto prazo. O PSDB, com suas manobras desastradas, conseguiu empurrar o PMDB para o colo de Dilma. José Serra perde, na medida em que a campanha de mídia promovida por seus aliados não deu os resultados desejados. Perdeu a Veja, com aquela capa pavorosa em que a serpente engole o Congresso. Perdeu o patético Estadão, com sua histriônica campanha de vítima da censura. O poder da mídia de acusar, julgar e executar sai abalado. Agora, Serra vai tentar encarnar uma de caçador de marajás, com promessas de ordem e faxina, tão caras à di...

Se correr o bicho pega, se ficar...

Está criado o impasse. José Sarney (PMDB-AP) não renuncia, provavelmente o Conselho de Ética arquivará os processos contra o presidente do Senado, mas a pressão sobre ele não vai acabar do dia para a noite, de hoje para amanhã. A solução ou desfecho da crise está em aberto e será o resultado de um embate de forças entre oposicionistas e governistas favoráveis à saída de Sarney do cargo e oposicionistas e governistas favoráveis ao ex-presidente da República. Se a turma que quer defenestrar Sarney conseguir levar a decisão para o plenário, a votação será uma salada: tem gente do DEM e PSDB que votará a favor do presidente, tem gente do PT e demais partidos da base que votará pela saída dele. Certeza, certeza, só o solitário voto do PSOL, contra Sarney, naturalmente...

O bicho está pegando

Do portal Terra: Virgílio é denunciado no Conselho de Ética pelo PMDB Laryssa Borges, direto de Brasília Uma das primeiras retaliações concretas contra defensores do afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi formalizada nesta quarta-feira com a apresentação de uma reclamação contra o principal crítico de Sarney, o senador tucano Arthur Virgílio (PSDB-AM). A denúncia foi entregue ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, a mesma instância que deverá avaliar, a partir das 15h, questionamentos contra o presidente do Senado. Arthur Virgílio é acusado de quebra de decoro por ter mantido como funcionário de seu gabinete uma pessoa que fazia mestrado na Espanha. O parlamentar teria pagado com dinheiro público os custos da especialização do servidor. "A representação é um fato consumado, mas (isso não significa que) o PMDB faz política com sangue", explicou o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), integrante da tropa de choque de Sarney. "O PMDB é um partid...

Como esconder uma notícia

O que vai abaixo é um box publicado na edição desta quinta-feira da Folha de S. Paulo . A matéria principal leva o título "Banco público cobra R$ 12 mi de empresa da família Sarney" e informa que o BNB botou no pau a emissora de televisão do presidente do Senado. Ok, é notícia (meio velha, mas é). O interessante, porém, é que os empréstimos foram realizados não durante a gestão do presidente Lula, mas muito antes, ainda sob Fernando Henrique Cardoso. O box de pé de página, bem escondidinho, informa este fato e cumpre a função de.. esconder a notícia! Por que não uma manchete do tipo: "Tucano ligado a Tasso emprestou R$ 12 milhões a Sarney e não cobrou"? Seria um despropósito? A julgar pelas manchetes que a Folha anda dando nos últimos tempos, até que não seria tão absurdo assim... Banco era comandado pelo PSDB DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO LUÍS DA REPORTAGEM LOCAL Entre 1997 e 2001, quando ocorreram as liberações de recursos do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) para a ...

Cuspindo no prato que comeu

A foto ao lado foi gentilmente surrupiada do blog Amigos do Presidente Lula . Todo mundo vai reconhecer o senador potiguar José Agripino Maia (DEM), paladino da ética neste Brasil abençoado onde todo mundo mete a mão. O outro com o sorriso colgate no rosto é o menos conhecido deputado João Maia (PR-RN), que vem a ser irmão do grande Agaciel Maia. A foto foi tirada em um momento muito especial da vida de Agaciel - o casamento de sua filhota. Zé Agripino, homem elegante que é, prestigiou. Essa gente se merece...

Queimando o colchão

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mandou cancelar os chamados atos secretos da Casa. A medida lembra um pouco a história do marido que manda queimar o colchão da cama em que flagrou a mulher com outro. O problema de fundo na crise não é propriamente este ou aquele ato secreto, mas um modus operandi que une todos os parlamentares do Congresso - da Câmara e do Senado, diga-se de passagem. O que precisa acontecer é uma regulamentação das práticas correntes no uso dos recursos públicos no poder legislativo. Não é concebível que o Senado disponha de 10 mil servidores, nem dá para aceitar que a Câmara comercialize passagens aéreas (atividade bem lucrativa, por sinal). Foi bom Sarney ter cancelado os atos secretos, é óbvio, mas tal medida não é suficiente para por um fim na crise que vive o legislativo federal.

Sarney subiu no telhado

O DEM decidiu apoiar o "licenciamento" de José Sarney do cargo de presidente do Senado durante um período destinado à investigação das falcatruas na Casa. Não foi um abandono completo, mas os democratas avisaram, com a sutileza que são capazes, que o gato subiu no telhado. O gato, no caso Sarney, pode até ter sete vidas, mas uma delas está por um fio. Resta agora saber como o PT vai agir. Se puxarem o tapete do ex-presidente da República, sobra apenas o PMDB na sua sustentação. É muito pouco.

Senado: mais um capítulo da crise sem fim

Conforme a análise de ontem, surgiu hoje mais um capítulo da crise sem fim do Senado da República, com o aparecimento de uma outra conta bancária da Casa, que supostamente maneja o dinheiro por meio de uma Conta Única (não tão única assim, foi-se descobrir). Um aspecto interessante da questão é que os sucessivos escândalos na Casa Alta estão ajudando os parlamentares da Casa Baixa. De fato, deve ter um monte de deputado comemorando o péssimo momento de seus colegas senadores. Gente como Fabio Faria, o namoradinho de Adriante Galisteu, Edmar Moreira, o homem do Castelo, aquele outro que "se lixa", todos eles estão suspirando aliviados com o desenvolvimento da crise no legislativo. Pegou o Senado, mas até agora não pegou a Câmara. O que também se deve à enorme habilidade do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que trabalha muito bem com ações para protelar certas investigações, deixando assim que o tempo cure as feridas (mais do que o tempo, a crise seguinte, porque o ...

Fernandes: o longo inquilinato do PMDB

Está muito interessante a análise da editora de Política do jornal Valor Econômico , a jornalista Maria Cristina Fernandes, sobre a crise no Senado. Atualmente é raro ler uma análise profunda, bem escrita e embasada em fatos concretos como a que vai a seguir, na íntegra, para os leitores do blog. Vale a pena ler até o fim. A declaração do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deve pairar acima dos homens comuns é tão disparatada quanto reveladora do poder que as disputas internas no Congresso têm no jogo sucessório. Só houve um ano comparável ao de 2009, o de 2001, quando aconteceram as movimentações que selaram o cenário político da sucessão presidencial de um governo de oito anos. Da redemocratização até a chegada do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao poder, o PMDB havia reinado inconteste no Senado. A aliança entre tucanos e pefelistas que conquistou a Presidência em 1994 , manteve a hegemonia pemedebista do...

Oposição defende Sarney

A nota abaixo está no blog Coturno Noturno , um luminar da ultra-direita. O Entrelinhas poupa os leitores dos comentários ao post do tal Coronel, editor anônimo da página, pois não vale a pena. O texto reproduzido, porém, é interessante, revela a insatisfação dos direitosos com os oposicionistas do PSDB e DEM. No fundo, o autor da nota é meio ingênuo, ou o DEM não apoiou desde logo a eleição de José Sarney (PMDB-AP) para a Presidência do Senado? Durante o processo eleitoral, porém, a ultra-direita bateu forte no PSDB pelo apoio que o partido deu, oficialmente, ao candidato petista Tião Viana (AC), adversário de Sarney na disputa. O que essa gente gostaria mesmo é de abolir a política e nomear Kátia Abreu (DEM-TO) presidenta do Senado, felizmente não é assim que as coisas se dão na democracia. Mas fica então a pergunta aos indignados direitistas: está errado Arthur Virgílio ao apoiar Tião (e agora Sarney) ou está errado Agripino Maia em defender Sarney? Se ambos estão errados, sobra o...

Sarney e a crise sem fim

Está virando até moda usar o título do livro O outono do patriarca , de Gabriel Garcia Marquez, para tentar explicar a desastrosa situação de José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado Federal. A imagem é boa, mas talvez não seja este o caso (nem ocaso). Sarney é um senador com bastante influência, está no jogo do poder há mais de 30 anos, não nasceu ontem e nem cometeu grandes deslizes desde fevereiro, quando venceu a eleição para o comando da Casa Alta. Não, José Sarney não é um coronel em decadência e quem não entender isto vai quebrar a cara ao analisar a situação. O que realmente está acontecendo no Senado é uma clássica disputa por espaços e poder, na qual a situação anterior, em que um senador fraco (Garibaldi Alves, PMDB do Rio Grande do Norte) estava no comando, sustentado por um consenso estabelecido entre as várias forças políticas que compõem o Senado, incluindo aí as de oposição. Em janeiro, na eleição do sucessor de Garibaldi, o Senado rachou. Sarney enfrentou o acrea...

Rodini: os secretários do Senado

Mais uma colaboração de Jorge Rodini, diretor do instituto Engrácia Garcia de pesquisas, para o Entrelinhas, desta vez sobre a polêmica em torno dos desmandos no Senado Federal. A seguir, na íntegra, o comentário de Rodini. Parece que virou moda; a imprensa só fala do Senado. É o inferno astral do Sarney. Presidente da República por acaso, senador eleito por estado alheio, governador do Maranhão eleito por... sabe-se lá como, Sarney anda às voltas com a sua Sociedade Secreta. Secreto vem de secretum no latim, que significa secretário, que é a pessoa da confiança de alguém. Ora, quando elegemos os senadores imaginamos que sejam da nossa confiança. Ocorre que os nossos eleitos nomearam vários secretários da sua confiança. Neto de um, sobrinho de outro, pai do amigo do tal sobrinho, amigo do neto de um. E por aí foi. Muitos nomeados na calada da noite – às vezes nem tão calada , visto que as festas que os senadores e seus pares frequentam são um só foguetório. Cartas, e-mails, torpedos,...

Voa, Bornhaunsen, voa...

Alô, Rodrigo Maia (DEM-RJ), alguma punição à vista para o probo Jorge Bornhausen, ex-senador que até hoje viaja de avião às custas do Senado? Como todos devem saber, Bornhausen, ex-presidente da legenda, não é propriamente um homem pobre. Mas, pelo que se vê, é dos mais econômicos. Está tudo lá no Congresso em Foco , em mais um furo do site. O presidente do DEM terá coragem de pelo menos repreender um dos decanos do partido? Com a palavra, Rodrigo Maia...

Luciana Cardoso pede para sair

Furo do blog do jornalista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo . Se estava tudo regular, por que será que a filha de FHC deixou o "cargo"? Filha de FHC pede demissão do gabinete de Heráclito Em carta endereçada a Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado, Luciana Cardoso pediu demissão. Luciana é filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Recebia contracheque do Senado desde 2003. Coisa de R$ 7,6 mensais. Deveria despachar no gabinete do senador. Mas não dava as caras. Pilhada pela coluna da repórter Mônica Bergamo, Luciana vocalizou emendas que pioraram o soneto. "Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando”. Perguntou-se a Luciana se já havia entrado no gabinete de Heráclito. E ela: “Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna”. Na carta a Heráclito, Luciana anotou que decidiu se demitir para “evitar constrangimentos” ao ps...

Senado também limita passagens

Abaixo, na versão da Agência Estado, a reação do Senado ao escândalo das passagens. Ligeiramente mais dura do que a da Câmara, mas também ainda com brecha para falcatruas. De toda maneira, antes tarde do que nunca: os limites são positivos, poderiam ser mais duros, mas já é um excelente começo. Agora a bola está com a imprensa e com a sociedade, que devem fiscalizar de perto o cumprimento das regras. Senado limita uso da verba de passagens a senadores Mais cedo, Câmara tomou a decisão de restringir uso da cota; assessores podem usar passagens Rosa Costa - de O Estado de S.Paulo BRASÍLIA - A exemplo do que foi decidido nesta quarta-feira, 22, pela Câmara, o Senado Federal também divulgou novas medidas para o uso da cota de passagens aéreas pelos parlamentares. A cota, que passa a ser chamada de verba de passagem, só poderá ser usada pelos senadores e seus assessores, sendo que esses últimos desde que informado o motivo, em voos nacionais. Estão extintas as cotas suplementares para os me...

Camata chora e acusa ex-assessor de maluco

O que a opinião pública realmente quer ver são os tais papéis que provariam a inocência do senador do PMDB capixaba. O resto, como diria o governador Serra (de quem Rita, a mulher de Gerson Camata, foi vice em 2002), é tudo trololó. Abaixo, a matéria da Folha Online sobre o choro do senador. Camata chora e nega acusações de ex-assessor sobre recebimento de propina GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília O senador Gerson Camata (PMDB-ES) subiu à tribuna do Senado nesta segunda-feira para se defender das denúncias de corrupção reveladas pelo seu ex-assessor Marcos Andrade --que foi funcionário do peemedebista por quase 20 anos. Em entrevista ao jornal "O Globo", Andrade acusou o senador de receber propina de empreiteiras e de maquiar as prestações de contas de seu mandato parlamentar. Emocionado, o senador chorou por duas vezes durante o longo discurso de defesa. Camata negou todas as denúncias reveladas pelo ex-assessor ao afirmar que Andrade sofre de distúrbios psiqui...

Piada de salão

Tem gente levando muito a sério a proposta do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) de realizar um plebiscito para decidir sobre o fechamento do Congresso Nacional. Ora, basta lembrar a campanha de 2006, quando este homem tentou ser presidente da República (??) para perceber que há muito tempo não dá para lever Cristovam a sério. Um homem de bem, cordato e manso, porém, como diria a filha do blogueiro, totalmente sem noção...

Tasso não vai devolver o tutu

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) já se defendeu na tribuna do Senado sobre as denúncias de ter usado recursos públicos para fretar jatinhos quando o seu próprio avião estava sem condições de voar, conforme o leitor pode conferir na nota da Agência Senado, abaixo. Disse o nobre parlamentar que a coisa toda esta absolutamente dentro da legalidade. Ou seja, não vai devolver um centavo aos cofres públicos. E estamos conversados. Tasso Jereissati apresenta explicações sobre uso de recursos do Senado em suas viagens O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) apresenta neste momento, em Plenário, explicações sobre o uso de recursos do Senado para suas viagens, conforme noticiado pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (2). De acordo com o senador, o uso desses recursos em seus deslocamentos, ainda que não em voos de carreira, tem "absoluto caráter de legalidade", do mesmo modo que os demais parlamentares têm direito a uma cota de bilhetes aéreos. Tasso, que considera este ...

Jorge Rodini: o nome do jogo é...

Em mais um comentário para o Entrelinhas , Jorge Rodini, diretor do instituto de pesquisas Engrácia Garcia , analisa um certo jogo que vem sendo disputado com afinco em Brasília. Abaixo, a crônica do aprendiz de jogador. Há tempos tenho vontade de jogar num cassino. O problema é que, não havendo cassinos legais no Brasil, não sobrando dinheiro para me aventurar no exterior e não gostando de jogar baralho a dinheiro, não me resta outra alternativa senão esperar. Pode ser que o Governo implante o jogo legal em alguma área maravilhosa do Nordeste. Ou no Sul. No Rio, que coisa linda. Ou , melhor ainda, em São Paulo, muito mais perto para mim. Quero jogar apenas algumas vezes. Sentir o risco de ganhar ou perder da roleta. Pensar em fórmulas matemáticas e liquidar o cassino, mesmo que uma vez solitária. E, depois de ganhar, parar. Porque senão vou perder o que ganhei e o que ainda nem faturei com meu trabalho. Mas vou viajar com o dinheiro do meu esforço. Com passagens aéreas emitidas a part...