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Mostrando postagens com o rótulo reforma política

Reforma política: agora vai?

O Congresso anda tão desmoralizado, mas tão desmoralizado que é capaz de algumas medidas úteis avançarem que tramitam há muito tempo avançarem. É que deputados e senadores estão muito constrangidos com os escândalos e precisa dar uma resposta à sociedade. A reforma política pode ser uma das matérias que seriam contempladas no pacote da "agenda positiva", conforme se pode ler abaixo, em matéria da Folha de S. Paulo . É preciso notar que, para valer já em 2010, as mudanças que dizem respeito à legislação eleitoral precisam ser aprovadas até outubro deste ano. Isto vale inclusive para a permissão de um terceiro mandato presidencial. Governo e grandes partidos articulam reforma política Plano é aprovar até outubro financiamento público de campanha e voto em lista fechada Proposta condensada por Ibsen Pinheiro tem o apoio das maiores siglas da Câmara e não depende de mudança constitucional CATIA SEABRA DA REPORTAGEM LOCAL Sob o patrocínio do governo federal e com apoio de cinco pa...

Liberal elegante produz texto inteligente

Cláudio Lembo é o político conservador preferido deste blog. Inteligente, irônico e muito culto, Lembo é do tipo que faz a festa dos jornalistas: não há como conversar com ele e sair "sem lide". No governo do Estado, abandonado por seus amigos tucanos, ele mandou ver, criticou a elite branca e má e lamentou que, no dia em que o PCC parou São Paulo, Alckmin e Serra não tivessem telefonado, "nem a cobrar". No artigo abaixo, publicado no Terra Magazine , Cláudio Lembo dá um show de bola. Vale a pena ir até o fim. Os argumentos são bons, embora discutíveis, mas sobre a forma com que vão apresentados não há reparo a fazer... Um nunca acabar Os lisboetas cunharam expressão de fazer inveja: As obras de Santa Engracia. Simples, composta por apenas cinco palavras. Em sua singeleza indica obras que nunca terminam. Santa Engracia seria homenageada com um belo e grande templo. As obras estenderam-se no tempo sem fim. Mais de duzentos anos. Não terminaram em honra da padroeira p...

Fidelidade partidária e a
velha canção do Roberto

O que vai abaixo é o artigo do autor do blog para o Shoping News, encarte do DCI que circula às sextas-feiras. Em primeira mão para os leitores do Entrelinhas: A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de que todos os mandatos eletivos pertencem aos partidos e não aos políticos tem poder para mudar o jogo do Poder no Brasil. O Supremo Tribunal Federal deve resolver em breve a partir ou desde quando a regra tem validade, mas ainda que os ministros passem uma borracha no passado e digam que a fidelidade é obrigatória apenas a partir de agora, a mudança na política brasileira não vai ser pequena. Em tese, a maior rigidez em relação à fidelidade partidária deve ter o efeito imediato de acabar com os partidos de aluguel - agremiações criadas apenas para receber, em época de eleições, candidatos de ocasião, gente que por um motivo ou por outro acaba sem espaço em seus próprios partidos. A interpretação mais severa da Constituição no que diz respeito à fidelidade também pode ter influência n...

Mandato é do partido, mas novela continua

O entendimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal de que os mandatos de deputados pertencem aos partidos políticos e não ao parlamentar ainda não encerra a questão da infidelidade partidária, pois cada um dos casos de mudança de agremiação após 27 de março (quando o TSE deu a decisão ratificada pelo STF na noite desta quinta-feira) terá que ser julgado individualmente, respeitado o direito de defesa dos deputados. A rigor, a decisão anterior do TSE já abria algumas exceções para a troca de partido: se o deputado estiver sendo perseguido pela direção da agremiação ou se julgar que a legenda mudou de ideologia, então caberia a mudança de sigla. Com base nessas exceções, os deputados que trocaram de partido após 27 de março apresentarão defesa e serão julgados. Este blog aposta que serão poucos os parlamentares que de fato perderão o mandato – é preciso arrumar um advogado muito ruim para perder um caso desses... De toda maneira, o Supremo pode ter colocado um freio na migração de ...

Reforma política esbarra na falta
de consenso da classe política

A rejeição do núcleo fundamental da proposta de reforma política na noite de ontem, na Câmara dos Deputados, mostra como é difícil aprovar mudanças de vulto na legislação brasileira. De fato, no caso de projetos realmente polêmicos, como era o que introduzia a votação em listas, é preciso haver um certo consenso na classe política. Tal consenso se forma, em geral, a partir da base da sociedade, que pressiona os políticos e força as mudanças. Em situações excepcionais, isto pode se dar a partir da vontade do presidente, em geral logo após um eleição na qual ele saia extremamente fortalecido – foi o que ocorreu no caso da reforma da Previdência, em 2003. O problema de fundo da reforma política é a questão da representação – hoje a Câmara Federal, que deveria representar a população na base da regra "cada cabeça, um voto", tem enormes distorções, de forma que o voto do cidadão das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste vale mais do que o do Sul e Sudeste. Essas distorções têm ...

Reforma política começa mal

Muita gente reclama da falta de aprovação, no Congresso Nacional, das tais "reformas estruturais" que poderiam permitir um crescimento maior da economia brasileira. A reforma política não está entre as mais reclamadas pelos mercados, mas de certa forma faz parte das mudanças almejadas, porque poderia diminuir a taxa de corrupção do país, que no fundo acaba sendo um tributo a mais pago pelo setor privado. Quem prega a aprovação das reformas deve achar que as coisas são feitas por passe de mágica ou gostaria de ver as coisas decididas pelo poder Executivo, como é comum em ditaduras. É só ver o que está ocorrendo na reforma política, nesta quarta-feira, na Câmara. O que deveria ser um processo relativamente de aprovação da matéria está se tornando uma verdadeira guerra, com a Câmara divida ao meio em torno da questão do voto em lista. Ora, se não há consenso para aprovar um tema que pouco mexe com a vida econômica das pessoas, certamente é muito mais difícil fazer passar as muda...

PSDB avaliza sistema eleitoral corrupto

A decisão da bancada tucana na Câmara Federal contra o voto em lista e o financiamento público das campanhas eleitorais é surpreendente. Com os dois mecanismos, as campanhas eleitorais para o legislativo passariam a ter um financiamento bem diferente, sem as doações para candidatos, o que ajudaria a diminuir consideravelmente a promiscuidade hoje existente entre as empresas financiadoras e os parlamentares. Os tucanos tiveram a coragem de dizer que são a favor do fianciamento privado e de um sistema eleitoral comprovadamente corrupto. Só para constar, democratas (ex-pefelistas) e petistas fecharam questão a favor do voto em lista.

A quem aproveita o fim da reeleição?

Os principais jornais deste final de semana trazem alentadas entrevistas sobre as negociações para o fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos, incluindo aí as reclamações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso contra lideranças do seu próprio partido. Cardoso ficou aborrecido com o pessoal que já trabalha para acabar com um artifício que ele próprio partrocinou em seu primeiro mandato presidencial. O raciocínio do ex-presidente não é de todo ruim - ele acha que o fim da reeleição pode abrir caminho para um terceiro mandato de Lula, porque "zeraria" o jogo e, desta forma, o atual presidente poderia ser, pela primeira vez, candidato à presidência sob as novas regras. Como muito bem notou o jornalista Luiz Weis em seu blog Verbo Solto , porém, Cardoso deve achar que os governadores José Serra e Aécio Neves são dois debilóides para embarcar em uma negociação que só favorecerá o presidente Lula. Evidentemente, não pode ser assim. Aécio e Serra querem o fim da...

Ainda sobre a fidelidade partidária

A resposta do TSE à consulta do ex-PFL e a partir de hoje DEM (Democratas) sobre a questão dos mandatos dos deputados federais, estaduais e vereadores provocou um verdadeiro terremoto em Brasília. Com o tempo, no entanto, as coisas já começaram a se assentar. Em primeiro lugar, claro está que no que diz respeito aos parlamentares que mudaram de partido nesta legislatura, a briga vai se dar no Supremo Tribunal Federal, até porque o Tribunal Superior Eleitoral só responde pelo que acontece até a diplomação dos parlamentares. Uma vez diplomados, a questão já não é mais eleitoral e, portanto, do ponto de vista estritamente jurídico, o problema é do STF. Posto isto e deixando as nuances jurídicas dos processos (cada caso será um caso) para os advogados, vamos tentar analisar a questão do ponto de vista político. Quem está perdendo o jogo é a oposição, que pretende criar constrangimentos para o aumento da base governista que apóia o presidente Lula. Aparentemente sem argumentos para seduzir ...