Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo reforma ministerial

Os três ministros jornalistas

Dizem que o presidente Lula não gosta de jornalistas, que sempre que pode foge de entrevistas coletivas. Pode até ser verdade, mas o fato concreto, como diria o próprio Lula, é que já são três os ministros jornalistas: Miguel Jorge, Franklin Martins e Hélio Costa...

Perguntar não ofende

Como será a cobertura do jornal O Estado de S. Paulo do trabalho do novo ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, ex-diretor de redação do Estadão ? É cedo para dizer, mas este blog tem um palpite: Lula matou vários coelhos com a nomeação de Jorge, que agrada o setor financeiro (o jornalista era vice-presidente do banco Santander) e acalma a fúria oposicionista de parte da mídia (vai ficar estranho para o Estadão dizer que Lula opera uma "guinada chavista" nomeando um membro do Conselho do jornal para cargo tão importante). Ademais, Jorge tem um perfil de negociador experimentado, que vem dos tempos em que comandou a Autolatina e participava das mesas de negociação com os metalúrgicos do ABC. O presidente Lula pode ser muita coisa, mas bobo, realmente não é: conseguiu manter o nome de Jorge fora das especulações e nomeou um executivo de expressão para um cargo-chave na administração federal.

Aldo hesita aceitar pasta da Defesa porque
já trabalha na candidatura à prefeitura de SP

O repórter Eduardo Bresciani, que acompanha os bastidores de Brasília pelo DCI , informa que a hesitação do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) em aceitar o convite para assumir o ministério da Defesa tem uma razão bastante simples: Aldo estaria empenhadíssimo na montagem da sua candidatura a prefeito de São Paulo, em uma aliança que envolveria os partido do bloco de esquerda da Câmara – PSB e PDT. Essas legendas, aliás, têm bons nomes para completar a chapa, como a ex-prefeita socialista Luiza Erundina ou o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, da Força Sindical. A articulação da candidatura, portanto, pode inviabilizar a inédita posse de um comunista para o comando das Forças Armadas do Brasil.

Lula ainda pode mudar a Defesa

O esperto repórter Eduardo Bresciani garante que o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) receberá, nos próximos dias, um convite para assumir o ministério da Defesa. Bresciani também garante que o bravo comunista recusará educadamente, como é seu feitio, a oferta. Desta forma, ficará aberta uma porta para a acomodação do PSB, único partido que perdeu espaço na atual reforma ministerial – tinha a Integração Nacional e a pasta da Ciência e Tecnologia e, até agora, manteve apenas a segunda. Outro nome sobre o qual se fala nos bastidores brasilienses, para a mesma pasta, é o do senador José Sarney. Neste caso, porém, o PMDB chegaria a 6 vagas na nova equipe de Lula, o que talvez seja excessivo para o equilíbrio das forças que compõem a coalizão governista.

Um pouco além do "toma lá dá cá"

A reforma ministerial do presidente Lula está quase completa – faltam apenas a confirmação de Reinhold Stephanes (PMDB-PR) na Agricultura e a indicação dos nomes dos substitutos de Luiz Fernando Furlan na Indústria e, eventualmente, Waldir Pires na Defesa. A esta altura do campeonato, já é possível perceber o sentido geral das mudanças realizadas pelo presidente para o segundo mandato. Em primeiro lugar, Lula ampliou consideravelmente a participação do PMDB em seu governo – um movimento que lhe havia sido recomendado pelo então ministro José Dirceu em 2003, antes da crise do mensalão. Boa parte dos colunistas políticos adora dizer que o PMDB é um partido dividido e que governante algum consegue obter o apoio integral da legenda. De fato, o PMDB realmente é um grande condomínio, o maior da política nacional, mas o raciocínio de que toda negociação com os peemedebistas acaba mal não leva em consideração a única alternativa possível: deixar o partido de fora da coalizão governista. Ora, ...

Agricultura: Abin não sabia de nada?

A nota abaixo, do jornalista Cláudio Humberto, revela um aspecto da confusão em torno do quase-ministro Balbinotti que pouca gente está comentando. Afinal, não é função da Abin levantar a ficha dos candidatos a assumir cargos no primeiro e segundo escalão? O nome de Balbinotti, como os tantos outros comentados nos últimos dias, não apareceu ontem no noticiário. Será que ninguém na Abin pensou em preparar um pequeno dossiê sobre todos os "ministeriáveis" e deixar o material com o presidente da República. Que Lula não soubesse de nada, diriam os seus oposicionistas, é normal. Mas a Abin precisava saber de tudo, ou não está merecendo o que recebe dos cofres públicos. Abin deixou Lula na mão O presidente Lula ficou muito irritado com o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Márcio Buzanelli, por não ter sido avisado sobre as acusações contra o deputado Odílio Balbinotti (PMDB-PR) antes de convidá-lo para o cargo de ministro da Agricultura. Lula ficou sabendo ...

Sobre o "adiamento" da reforma ministerial

Alguns sites estão escrevendo que o presidente Lula "adiou" o anúncio da reforma ministerial para a próxima semana, agora em função da renúncia de Nelson Jobim à candidatura à presidência do PMDB. Este blog já havia apontado a impossibilidade de Lula anunciar a reforma nesta semana, até em função da agenda presidencial, que previa para hoje a reunião com os governadores, viagem ao Rio de Janeiro amanhã e a visita de George W. Bush na sexta-feira. O dia que sobrava, quinta (Bush chega a São Paulo à noite), deve ser destinado à preparação do encontro com o líder norte-americano. Lula vai aguardar os ânimos dos apoiadores de Jobim serenarem e fará a reforma na próxima semana, conforme previa o script original. Não houve "adiamento" porque também não aconteceu a "antecipação" da reforma. Está tudo no curso normal dos acontecimentos...

Ironias da história: Jobim reclama de Lula

Não deixa de ser engraçado: Nelson Jobim, o ex-presidente do STF que o presidente Lula quis ter como vice em sua chapa em 2006 e queria na presidência do PMDB, deixou a disputa pelo comando do partido alegando que o governo do presidente Lula está interferindo a favor de seu adversário, o deputado e atual presidente Michel Temer. Na verdade, essa conversa é para boi dormir: Jobim percebeu que a eleição estava perdida e decidiu sair de fininho, antes que o vexame se consumasse...

Marta Suplicy e os lulólogos de plantão

Véspera de reforma ministerial é sempre assim: repleta de balões de ensaio, plantações e queimações, tudo saindo na imprensa sob o disfarce de apurações de bastidores. Afinal, o presidente Lula acha Marta Suplicy "um problema" ou está prestes a nomeá-la para o primeiro escalão do seu governo? Nos jornais, o leitor vai encontrar as duas versões sem saber se a fonte da matéria é algum inimigo da ex-prefeita ou a turma que está fazendo força para ela ser a sucessora de Lula em 2010. Os "lulólogos" – especialistas em interpretação dos sinais enviados pelo chefe da Nação – adoram dar versões definitivas das conversas de bastidores que teriam ocorrido no Planalto e no Alvorada, mas a verdade, e basta fazer as contas das "barrigas" e dos "furos", é que acabam errando mais do que acertam. Do que este blog tem conhecimento, Lula gosta de Marta e não acha que ela poderia ser "um problema" em seu governo, pelo menos não nos termos da administra...

PMDB: Temer ou Jobim?

Se a eleição para a presidência nacional do PMDB fosse hoje, é provável que o deputado Michel Temer se reelegesse com alguma folga. Mas a eleição é domingo e neste tipo de pleito, o que vale são os acertos de última hora. Nelson Jobim continua no páreo, portanto. E o presidente Lula, na expectativa, a fim de concluir a sua reforma ministerial. A possibilidade de anúncio antecipado das mudanças "para não passar recibo" de uma eventual derrota de Jobim esbarra na agenda do presidente: amanhã, reunião com os governadores; quarta, viagem ao Rio de Janeiro; quinta e sexta, recepção ao presidente W. Bush, em São Paulo. O ministério, portanto, deve ficar mesmo para a próxima semana...

PMDB pode ficar com ministério do Turismo

Circula em Brasília a versão de que a bancada do PMDB na Câmara Federal "cedeu" e aceita a nomeação de José Gomes Temporão para a pasta da Saúde, mas espera uma pequena recompensa pelo despreendimento: o ministério do Turismo, hoje ocupado por Walfrido Mares Guia, que por sua vez poderia assumir a Articulação Política caso Tarso Genro seja mesmo deslocado para a Justiça. A postura do PMDB é malandra: "cedendo" o ministério da Saúde para Temporão, que foi indicado pelo governador do Rio de Janeiro, o peemedebista Sérgio Cabral, e requisitando uma nova pasta como compensação, na prática o partido terá cinco representantes na Esplanada dos Ministérios... O problema é o velho ditado: quando a esperteza é demais, pode acabar comendo o dono.

Reforma ministerial pode ficar para março

O presidente Lula deu hoje, durante a reunião com os líderes do PSB, indicações de que a reforma ministerial poderá ficar para a segunda ou terceira semana de março, após a eleição da Presidência do PMDB. É possível que o presidente esteja apenas fazendo o velho jogo do despiste – jogando a reforma para uma data longínqua, a fim de "surpreender" a opinião pública com um anúncio "antecipado" dos nomes –, mas também pode ser que ele realmente não queira andar tão rápido assim com as mudanças na equipe. Afinal, os projetos do PAC estão no Congresso e as MPs começam a trancar a pauta no final de março. Até lá, Lula poderá medir a força da sua base nas votações e ir anotando em seu caderninho o nome dos que entregam o que prometem e dos que falam muito e jogam pouco. lém disto, a definição peemedebista é realmente importante para os rumos políticos do governo: se der Nelson Jobim, que vem sendo apontando como o candidato "governista", o namoro com o partido p...

A reforma ministerial e a disputa no PMDB

Já há colunistas criticando a demora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em realizar a tão esperada reforma ministerial. Dizem os analistas que o governo está "parado", à espera das definições da equipe para o segundo mandato, e que Lula cedeu a um jeito antigo de fazer política, cobrando de sua base a eleição dos presidentes da Câmara e Senado e também a aprovação das matérias de interesse do governo, especialmente os projetos que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para só então realizar a distribuição dos cargos na administração pública federal. Ora, este "jeito antigo" de fazer política é normal na maior parte das democracias do planeta. Dizer que as alianças se dão em torno de "programas de governo " é conversa para boi dormir. Governar em coalizão significa partilhar o comando das ações políticas e administrativas, de forma que em algum momento o governante terá, sim, que nomear aliados para cargos em que decisões relevant...

Lula pede e Thomaz Bastos fica mais um pouco: uma má notícia para Tarso Genro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou e o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, atendeu. Ao contrário do que havia anunciado na semana passada, Márcio ficará no cargo até a reforma ministerial estar finalizada, o que deverá ocorrer provavelmente no começo de março. Márcio queria ir embora logo, já pediu o boné faz muito tempo e quer começar vida nova. A permanência de Bastos neste momento é uma má notícia para Tarso Genro porque ele vinha sendo apontado como principal candidato à vaga do atual ministro. Se Lula estivesse um pouco mais confiante no acerto da indicação, teria poupado seu amigo Márcio de mais uns dias de aborrecimento em Brasília e nomeado logo Tarso Genro para a Justiça. Pelo visto, o presidente não está assim tão confiante no taco do seu correligionário gaúcho...