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Mostrando postagens com o rótulo ombudsman

E o Caso Alston?

Já que o assunto é a coluna do competente e sério Carlos Eduardo Lins da Silva ( ver nota abaixo ), fica uma sugestão para a próxima semana: comparar a cobertura da Folha com a de O Estado de S. Paulo no chamado Caso Alston - a investigação que começou na Europa sobre as propinas pagas pela empresa francesa para obter bons contratos de obras na América Latina entre o final da década de 90 e o início do novo século. Como se sabe, o caso é especialmente constrangedor para o PSDB, pois o tal dinheirinho da Alston, que não foi pouco, veio molhar a mão dos tucanos que governavam São Paulo e o Brasil na época. Até o ex-genro de Fernando Henrique Cardoso teria levado o seu... Até agora, O Estado de S. Paulo vem fazendo uma cobertura bastante rigorosa e saiu na frente da concorrência com alguns bons furos de reportagem. A Folha tem mantido uma discrição talvez até exagerada para um jornal que se vangloria de não ter o "rabo preso" com ninguém. Ao longo desta próxima semana, fato...

Ombudsman da Folha concorda: jornal
errou na manchete sobre doações ao PT

O novo e competente omubdsman do jornal Folha de S. Paulo , Carlos Eduardo Lins da Silva, comentou em sua coluna deste domingo a vergonhosa manchete e o desastrado enfoque dado nas páginas internas às reportagens sobre doações de grandes empresas ao PT e ao PSDB, publicadas na última segunda-feira. Este blog comentou o assunto no mesmo dia em que a Folha estampava a prova de sua tendenciosidade, mostrando como o jornal se atrapalhou inclusive ao fazer as contas da suposta "rentabilidade" para as empresas das doações feitas ao PT. Na verdade, conforme este blog alertou e o ombunsdman confirma na coluna de hoje (reproduzida abaixo), pelo critério adotado na matéria da Folha , seria muito mais negócio fazer doações ao PSDB. A seguir, a íntegra do texto de Carlos Eduardo Lins da Silva. Doações a partidos Em minha opinião e na dos 14 leitores que se manifestaram sobre o assunto ao ombudsman a reportagem que a Folha publicou na segunda sobre doações a partidos colecionou eq...

Ombudsman deixa o cargo por discordar
de decisão da direção da Folha de S. Paulo

Este blog sempre elogiou muito o trabalho do ombudsman da Folha de S. Paulo , Mário Magalhães, cujo mandato terminou e não foi renovado pela direção do jornal. Segundo o agora ex-ombudsman, a Folha lhe propôs a renovação do mandato com a condição de que ele deixasse de publicar as críticas internas na internet, medida com a qual ele não concordou. Com o impasse, Magalhães deixou o cargo. Ainda segundo o que escreveu Mário Magalhães, a direção da Folha alega que a crítica interna estava sendo aproveitada por jornais concorrentes, o que acaba prejudicando o diário da Barão de Limeira. Ora, se isto é verdade, ocorria desde 2000, quando a crítica passou a ser publicada na internet. Ademais, Magalhães argumenta que é impossível manter o sigilo de uma crítica interna que passará a ser distribuída por e-mail a uma centena de pessoas (os jornalistas e a cúpula da Folha ). A motivação do jornal para tirar da internet a crítica interna pode até ter sido de ordem comercial ou estratégica, conf...

Ombusman: um dossiê e muitas incertezas

Uma boa reflexão sobre o tal "dossiê" com gastos com cartões corporativos do tempo, de tão triste memória, em que FHC e dona Ruth moravam no Alvorada está hoje na crítica interna do Ombudsman da Folha de S. Paulo , o sempre excelente Mário Magalhães. Vale a pena ler até o fim o trecho reproduzido abaixo, em que ele comenta a cobertura do seu jornal sobre o assunto . Um dossiê (ou relatório ou "fragmentos da base de dados", como prefere a Casa Civil) sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sua mulher, Ruth, e antigos ministros foi produzido no Palácio do Planalto e vazado de forma ilegal. Tão escancaradamente ilegal que foi constituída pelo governo uma "comissão de sindicância para apurar o episódio". Oficialmente, busca-se culpado(s). A origem das informações, processadas na Casa Civil, é inequívoca, reconhecida inclusive pelo governo. A essa altura, mais ninguém questiona a autenticidade das informações sobre gastos contidas nas 13 pági...

Ainda sobre Jango

O ombudsman da Folha de S. Paulo, Mário Magalhães, faz uma crítica demolidora do material produzido pelo jornal sobre a denúncia de Mario Neira Barreto de que João Goulart foi assassinado a mando da ditadura militar brasileira. Vale a pena ler o material reproduzido abaixo, que faz parte da Crítica Interna de segunda-feira (28/1). No começo, o ombudsman até alivia um pouco para o lado da Folha , mas o que vem em seguida corrobora o que foi publicado neste blog às 10h47 de ontem: o jornal comeu bola e a história tem cheiro de cascata. Além do mais, conforme revela Paulo Henrique Amorim em seu blog , trata-se de pão amanhecido, pois o denunciante é manjado e já adiantou o assunto com outros jornalistas – um deles, por sinal, colunista da própria Folha . Como se vê, não se trata propriamente de um furo jornalístico... A morte de Jango MÁRIO MAGALHÃES A Folha fez bem em ouvir o autoproclamado ex-agente da ditadura militar uruguaia Mario Neira Barreto (o jornal não informou se há provas ou...

Até o ombudsman reclama do
favorecimento da Folha a Serra

As notinhas abaixo estão na crítica interna do Ombudsman da Folha de S. Paulo , Mário Magalhães, e são auto-explicativas. Na verdade, funcionam como um complemento ao post "Como manipular uma notícia", publicado neste blog na sexta-feira e que pode ser lido mais abaixo. Eis as notas de Mário Magalhães: Serra sem gafe Em discurso na posse do presidente da Fapesp, o governador José Serra trocou ontem a sigla da fundação e pronunciou "Sabesp". Para a Folha ("Serra pede ênfase na pesquisa básica", pág. A32), foi um "lapso". Tudo bem, pode ser. Mas por que outros políticos, com enganos semelhantes, cometem "gafes", nas descrições do jornal? Ou se padroniza ou vão imperar dois pesos e duas medidas. Notícia pela metade A Folha dedicou uma retranca inteira a um atraso de ontem do governador ("Serra atrasa 2 h e deixa crianças esperando", pág. C4). O jornal conta o que ocorreu, dá detalhes. Fez bem. Por que não perguntou ou apurou o m...

Mário Magalhães: a pergunta que faltou

Está muito boa a primeira nota da crítica interna do Ombudsman da Folha, o cada vez melhor Mário Magalhães, sobre a boa vontade do jornal em publicar as bobagens que fala o presidente Fernando Henrique Cardoso. Como já notou Paulo Henrique Amorim, Cardoso fala besteira em português, mas quando dá entrevistas em inglês (para veículos internacionais), trata de reconhecer os avanços do governo Lula. Cardoso deve achar que os brasileiros são todos uns monoglotas, como o presidente. Não são e Lula, de sua parte, tem quem traduza interessantes análises de seu antecessor. A seguir, o comentário de Magalhães. A Folha faz bem em publicar as opiniões de Fernando Henrique Cardoso sobre assuntos relevantes, como hoje, tratando do mensalão ("Só julgamento põe fim ao caso, diz FHC", pág. A10). Mas faz mal quando não é crítica ao abordar o ex-presidente. Ele "lamentou que tenha demorado tanto (dois anos) para que o caso chegasse ao STF". E acrescentou: "No Brasil, a Justiça é...

Folha e crise aérea: a visão do Ombudsman

Está simplesmente impecável a crítica interna do Ombudsman da Folha de S. Paulo de quinta-feira. Vale a pena ler na íntegra, reproduzida abaixo, e refletir sobre o que sobra da cobertura do jornal sobre a crise aérea. Pouca coisa, certamente... Ademais, Mário Magalhães vai se firmando como o mais corajoso Ombudsman que o jornal já teve, conforme este blog tem apontado. A seguir, a íntegra da crítica. 02/08/2007 No tempo da indelicadeza MÁRIO MAGALHÃES Cada cabeça, uma sentença. A minha: é de uma infelicidade antológica o título principal da capa de Turismo. Desrespeita-se quem ainda chora os mortos de Congonhas e quem se angustia com as incertezas da aviação. A legitimidade do furo É de interesse público conhecer as causas da tragédia de Congonhas. Nem que seja, ficando em um só exemplo, para saber se as condições da pista do aeroporto contribuíram mais ou menos para o desastre. A reportagem de ontem, assinada por Fernando Rodrigues, foi um serviço prestado aos leitores, antecipando d...

Ombudsman condena linchamento de Vavá

O novo ombudsman da Folha de S. Paulo , Mário Magalhães, começou muito bem no serviço. Todo domingo tem um texto contundente apontando as bobagens que aparecem no jornal. Na última edição, dedicou a abertura da coluna ao irmão do presidente Lula que tanto sucesso andou fazendo na impressa apressadinha. Magalhães concorda com Elio Gaspari: Vavá foi linchado na imprensa. Corretamente, o ombudsman reclama porque a Folha não citou o nome do irmão de Lula na chamada de capa sobre o indiciamento dos suspeitos nas investigações da Operação Xeque-Mate. Vavá, como se sabe, não foi indiciado... A seguir, o texto de Mário Magalhães: Cadê Vavá? Questão de equilíbrio: se Vavá enrolado valia manchete, Vavá se desenrolando merecia ao menos um título na página mais nobre do jornal O aposentado Genival Inácio da Silva, irmão do presidente da República, ganhou a manchete da Folha em quatro edições de junho. A primeira contou que a Polícia Federal qualificou Vavá como suspeito de tráfic...

Orelhas ardendo

O novo Ombudsman da Folha já mostrou que não está a fim de brincadeira e vai dar trabalho à redação do jornal. A Crítica Interna de terça-feira, referente à edição do dia anterior, equivale a uma semana de reparos do ex-ombudsman Marcelo Beraba. Isto porque as edições de segunda são magrinhas e parcialmente fechadas com material frio, na sexta-feira, diminuindo assim a ocorrência de erros. Veja a seguir os puxões de orelha de Mário Magalhães: O Apagão Aéreo foi o principal assunto da Folha e do jornalismo brasileiro nos últimos dez dias. Com inteira razão. Os leitores do jornal, que em parcela expressiva são usuários da aviação, têm interesse em saber como foi o movimento ontem nos aeroportos do país, quais são as previsões para hoje, os próximos dias e semanas. O caos reforça nas pessoas a necessidade de se programar com esmero. Também há interesse público e jornalístico em saber como a crise evolui; como ficou a desmilitarização da aviação civil; que passos foram dados (se é que fo...

Fiocca, o herói Folha

O novo ombudsman da Folha de S. Paulo , Mário Magalhães, começou bem o seu trabalho. Em sua Crítica Interna desta segunda-feira, ele faz vários comentários inteligentes e questiona a manchete da edição de domingo do jornal, conforme o texto que vai a seguir: A manchete "Entidade alertou Lula de falhas no controle aéreo" soa mal aos ouvidos ("alertou... de", em vez de "sobre"), mas esse não é o seu maior problema jornalístico. Combinada com a linha-fina, ela dá a entender que o relatório feito a partir de vistoria no Cindacta-1 foi encaminhado ao presidente da República. Não é o que diz a (ótima) reportagem. Como descreve a chamada da primeira página, a Ifatca [Federação Internacional das Associações dos Controladores de Tráfego Aéreo] enviou a Lula uma proposta de consultoria _não o relatório sobre as falhas no controle aéreo. O comentário mais saboroso da Crítica Interna, disponível na íntegra no site do Ombudsman, porém, vem um pouco depois. A reprimend...