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Mostrando postagens com o rótulo violência

A dor da gente não sai no jornal

O que vai abaixo é mais um artigo do autor deste blog para o Observatório da Imprensa . Na íntegra, para os leitores do Entrelinhas . MÍDIA & VIOLÊNCIA Avanços e deficiências da cobertura policial Por Luiz Antonio Magalhães em 11/6/2009 Tentou contra a existência num humilde barracão Joana de tal por causa de um tal João Depois de medicada retirou-se pro seu lar Aí, a notícia carece de exatidão O lar não mais existe, ninguém volta ao que acabou Joana é mais uma mulata triste que errou Errou na dose, errou no amor Joana errou de João Ninguém notou, ninguém morou Na dor que era o seu mal A dor da gente não sai no jornal ( Notícia de Jornal - Haroldo Barbosa e Luiz Reis) Homem branco, 35 a 40 anos, morador da Zona Sul do Rio de Janeiro ou dos Jardins da capital paulista. É este o perfil de vítima de homicídios que sai nas páginas dos grandes jornais brasileiros ou aparece na escalada dos telej...

Coisa fina

Mais uma do blog Coturno Noturno, do tal coronel ultradireitista, para os leitores terem ideia do que vai pela cabeça dessa gente. Desta vez, o que é muito raro, Fernando Henrique está coberto de razão - o mínimo que se espera de uma autoridade com bom senso é discutir a questão das drogas para minimizar a violência no país - são 50 mil homicídios por anos no Brasil, a maior parte relacionada ao tráfico de drogas... FHC e a sua marcha da maconha. E Fernando Henrique Cardoso continua a sua marcha particular em favor de uma nova postura global frente à maconha. Agora está Londres para participar de um evento da Comissão Latino-Americana para Drogas e Democracia. O ex-presidente afirmou ao diário britânico The Guardian, um dos mais influentes do país, que é chegada a hora para uma "mudança de paradigma" no debate sobre as drogas. "A guerra contra as drogas é baseada na corrupção. Como as pessoas podem acreditar na democracia se a regra da lei não funciona? Os usuários dever...

Alemão: Mídia, Eloá e a crise internacional

Deixando um pouco as eleições de lado, vale a pena ler o artigo abaixo, reproduzido do site Terra Magazine , de autoria do colunista Márcio Alemão. Aliás, cabe aqui um elogio público ao Terra Magazine, editado pelo craque Bob Fernandes: seja na cobertura da crise, seja nas análises de temas cotidianos - eleições, inclusive -, o site tem se revelado um dos veículos mais criativos e interessantes da internet brasileira, mostrando que com inteligência é possível oferecer reportagem e análises de qualidade, ainda que contando com poucos recursos. A maior virtude ali é o ineditismo dos enfoques das matérias e análise. Bob e sua equipe estão sempre olhando para a realidade de um jeito diferente do que o dos jornalões e grandes portais. Quem lê jornal em São Paulo sabe bem: a capa da Folha e do Estadão em geral são parecidíssimas, a diferença entre os dois se dá apenas no grau de anti-petismo de cada um. E de resto, as coberturas são sempre idênticas, é até chato ler os dois jornalões. No R...

Foram a CUT e o PT, governador Serra?

A polícia do governador José Serra (PSDB) fez uma lambança no caso do seqüestro em Santo André. Devolver uma refém ao sequestrador já foi uma temeridade, mas informar que a outra refém havia morrido quando ela permanece viva, embora correndo risco de morte, é um despautério. Alô, governador, o senhor vai dizer que também foi culpa da CUT e do PT, com fins eleitorais, para beneficiar Marta Suplicy? Ou vai tomar a decisão que a sociedade clama e demitir o seu secretário de Segurança, que também na greve da Polícia Civil tem se mostrado aquém do cargo que ocupa?

Luciano Huck: quem escreve o que quer...

Leitores perguntam sobre a polêmica envolvendo o artigo de Luciano Huck. A questão é muito simples: o apresentador tem todo o direito de se indignar e de expressar a sua indignação escrevendo na Folha . Nada contra. O problema é que soa quase que como um acinte um apresentador da TV Globo vir a público reclamar do roubo de seu Rolex, dramatizando um evento banal na vida dos brasileiros que não têm acesso à seguranças, carros blindados e escolta particular. Luciano Huck é um sujeito de bem, estudou em duas das melhores escolas de São Paulo, tem uma carreira brilhante e suas conquistas foram sempre por méritos próprios. Inteligente que é, deveria ter pensado menos no seu umbigo e deixado o assalto de lado. Poderia também, se é que não o fez, ter telefonado para o seu amigo José Serra, governador de São Paulo, e externado a ele toda a sua indignação com a situação da violência na capital. Como diz o ditado popular, quem fala o que quer ouve o que não quer. Ferréz e muitos dos leitores da...

Assaltado em S. Paulo, Huck pensa em Lula

O apresentador Luciano Huck escreveu um artigo na Folha de S. Paulo desta segunda-feira para contar a sua experiência de ter sido assaltado na capital paulista. Como bem observou o atento leitor Jasson Andrade, em um dado momento Huck escreve o seguinte: "Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no "Roda Vida" da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal. Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, "Tropa de Elite" é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando." É muito interessante o raciocínio do apresentador da TV Globo: ele escreve que "pensou" no presidente Lula, que a rigor não tem nenhuma responsabilidade direta pela situação calamitosa da segurança pública em São Paulo, mas não "lembrou" de seu amigo José Serra (PSDB), governador do Estado e homem respons...

Boa análise sobre a barbárie no Rio

Este blog em geral discorda do que escreve Eliane Cantanhêde, colunista da Folha de S. Paulo , e até por isto dobra a recomendação para a leitura do texto abaixo, publicado nesta sexta no jornal paulista. Este blog subscreve todas as idéias contidas no artigo de Eliane. O que aconteceu no Rio tem um nome: barbárie. A seguir, a íntegra do artigo de Eliane Cantanhêde: "Um cara desses " Quando os filhos são pequenos, chutam a canela da empregada, e os pais acham "natural", fingem que não vêem. Já maiores um pouco, comem o que querem, na hora em que querem, não falam nem bom-dia para o porteiro e desrespeitam a professora. Na adolescência, vão para o colégio mais caro, para o judô, para a natação, para o inglês e gastam o resto do tempo na praia e na internet. Resolvido. Dos pais, ouvem sempre a mesma ladainha: o governo não presta, os políticos são todos ladrões, o mundo está cheio de vagabundos e vagabundas. "E quero os meus direitos!" Recolher o INSS da e...

Luiz Weis: os 5 de Sirlei e os 5 de Galdino

Está simplesmente irrepreensível o texto do colunista Luiz Weis, do Observatório da Imprensa , sobre o caso dos espancadores da empregada doméstica Sirlei Dias Carvalho Pinto, no Rio de Janeiro. Foi postado originalmente no blog Verbo Solto e vai reproduzido em seguida: A única boa notícia do dia não aconteceu a tempo de chegar às primeiras edições dos jornais: o quinto facínora que espancou selvagemente a empregada doméstica Sirlei Dias Carvalho Pinto, de 32 anos, em um ponto de ônibus, no Rio, se entregou no fim da noite de ontem. O tipo se chama Rodrigo Bassalo. Tem 21 anos. Estuda turismo. Apresentou-se acompanhado dos advogados e “ficou praticamente todo o tempo de cabeça baixa”, informa a Agência Estado. Os outros são Rubens Arruda, 19, estudante de direito; Felipe Macedo Nery Neto, 20, também estudante de direito; Julio Junqueira, 21, dono de um quiosque na Barra; e Leonardo de Andrade, 19, técnico em informática. Sirlei, que ontem teve alta, voltou ao hospital para fazer novos...

Cobertura do assassinato de idosos em
São Paulo lembrou o caso da Escola Base

Durou pouco, mas foi escandaloso. Na sexta-feira, o assassinato, em um bairro de classe média alta de São Paulo, de um casal de aposentados logo chamou atenção da imprensa. Os sites informativos começaram a noticiar o caso, que chocava pela violência praticada – o casal foi morto a facadas – e pela apressada conclusão do delegado Carlos Eduardo Martins, titular do 23º DP, de que o filho de Sebastião e Hilda Tavares, o escrevente Rogério Gonçalves Tavares, seria o principal suspeito de ter cometido o crime. Rogério havia sido encontrado com um ferimento no pescoço e foi levado a um hospital. Ao longo da tarde de sexta-feira, a maior parte dos sites tratou o escrevente como assassino. Nos jornais de sábado, embora a polícia tenha recuado e passado a tratá-lo também como vítima, Rogério Tavares continuou aparecendo nas reportagens como um suspeito de assassinar seus próprios pais. No domingo, porém, o caso foi finalmente solucionado. A Justiça decretou a prisão temporária do desempregado ...