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Mostrando postagens com o rótulo Banco Central

Bolão da Selic

Quanto cairá a taxa básica de juros nesta quarta-feira? Na última reunião do Copom, o mercado esperava um corte menor do que o praticado pelo Banco Central. Agora, a expectativa é de um corte de meio ponto percentual, que seria a última do ano, de acordo com as previsões. Como as matérias dos grandes jornais sobre o assunto estão contaminadas pelo blá-blá-blá dos operadores do mercado financeiro, fica difícil separar o que é wishfull thinking – desejo puro e simples – e o que é análise justa e correta. Este blog tende a crer em um corte de meio ponto, mas não ficará surpreso se o Copom determinar 0,75 ou mesmo um ponto. Por uma razão simples: a atividade industrial continua muito fraca e não há risco de inflação para 2010. A ver.

Copom: bolsa de apostas aberta

Este blog acha que vem por aí uma redução de um ponto percentual. Muitos analistas acham que vem menos, para que o governo tenha tempo de achar uma solução para a questão da poupança. Com um ponto, será a menor taxa da história da Selic (10,25%) e com meio ponto, também... A menos que deixe a taxa como está, o Banco Central fará história nesta quarta-feira.

Bolsa de apostas sobre juros

O péssimo resultado do PIB do quarto trimestre de 2008 pode ajudar no convencimento dos diretores do Banco Central em acelerar a queda da taxa básica de juros. Já tem gente falando em até 2 pontos percentuais - a decisão será conhecida amanhã. Ainda que o BC tome mais uma medida conservadora e baixe em um ponto e meio, na quinta-feira o Brasil amanhecerá com a menor taxa de juro real da história, ou pelo menos a menor desde a introdução da Selic, em 1996. Neste caso, a taxa nominal, que passaria a 11,25%, também seria a menor da série, mas "empatada" com a que vigorou entre maio de 2007 e abril do ano passado. Não é improvável que ao final deste ano os juros reais no Brasil estejam em um patamar abaixo dos 5%, o que seria um alento considerável para a economia nacional.

Meirelles mudou o jogo?

A decisão do Copom desta quarta-feira de reduzir a taxa básica de juros em um ponto percentual revela que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, finalmente decidiu mudar a condução da política monetária e iniciar um ciclo de flexibilização. Alguns criticam a medida e acham a diminuição de um ponto percentual insuficiente diante da crise. Este blog acha que Meirelles pode ser muita coisa, mas burro não é. Senão vejamos: a decisão de reduzir a taxa em um ponto percentual, partindo de um Copom sabidamente conservador, já indica que nas próxima reuniões o processo de flexibilização monetária deverá continuar, com o juro básico apontando para pelo menos 11% já no primeiro semestre. Se isto de fato ocorrer, o Brasil terá o menor juro nominal desde o início do Plano Real (não é possível comparar com períodos anteriores), e a menor taxa real deste mesmo período (considerando uma inflação na casa de 5,5%, a taxa real cairia para pouco mais de 6%). Como se vê, não é pouca coisa. ...

Cadê a crise que estava aqui?

A cada dia que passa, a cada divulgação de dados sobre a economia brasileira, mais os analistas econômicos se atrapalham para explicar por que diabos a famosa crise do subprime norte-americana não está afetando o Brasil. Nesta terça-feira foi divulgado o resultado trimestral da indústria e, conforme matéria reproduzida abaixo, do portal UOL, a produção cresceu 6,3% no primeiro trimestre deste ano, comparada ao mesmo período de 2007. Os dados são do IBGE. É um aumento expressivo e que está em linha com o resultado das vendas da indústria, divulgado ontem pela CNI, que apontava o melhor resultado dos últimos cinco anos. Em tese, a retração econômica na maior potência econômica do planeta já deveria estar afetando negativamente o Brasil, mas isto não acontece. Há duas hipóteses para explicar o fenômeno: ou os empresários brasileiros apostam que a crise vai ser suave e as conseqüências, pequenas – neste caso valeria a pena continuar ampliado a capacidade de produção porque logo mais o mer...

Lembrando Maquiavel

Ao aumentar a taxa básica de juros em meio ponto percentual, acima da expectativa do mercado, que era de 0,25 ponto percentual, o Banco Central aplicou a máxima de Nicoló Machiavelli no clássico Il Principe : o mal se faz de uma vez e o bem, aos poucos. Pelo menos é o que os brasileiros esperam que Meirelles e sua turma tenham feito. Porque se vier outra paulada dessas em junho, aí as críticas vão aumentar consideravelmente...

Semana curta terá Renan e Copom

São dois os eventos principais desta semana de feriado de 7 de setembro, da Independência do Brasil. A definição da taxa de juros e o julgamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ambos esperados para quarta-feira. O Copom é importante desta vez em função da crise financeira que abalou os mercados de capitais e servirá de teste para a turma de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. São três as hipóteses nesta reunião: continuidade do corte de 0,5 ponto percentual na Selic, taxa básica de juros do país – são poucos os que acreditam na manutenção do ritmo –; corte de0,25 ponto percentual – é o desejo do setor produtivo e palpite de boa parte dos analistas –; e uma parada nos cortes da taxa de juros, que seria mais uma prova do conservadorismo e da ortodoxia do BC. No caso de Renan, as apostas são para a recomendação da cassação do mandato no Conselho de Ética. No plenário, porém, a votação só deve ocorrer em outubro, o que ainda dá um certo fôlego para o senad...

A queda nos juros e o presidente Lula

O corte anunciado nesta quarta-feira na taxa básica de juros representa uma pequena mudança no ritmo de corte da Selic, iniciado no segundo semestre de 2005. Em termos nominais, é a menor taxa desde que a Selic foi criada, mas o que importa mesmo são os juros reais, ainda altos, na casa dos 9%. Se o Banco Central mantiver este ritmo, porém, a taxa cairia para 10% no final do ano, indicando um juro real de 7% – já bastante razoável para um país com as características do Brasil. É bom lembrar que o presidente Lula ainda tem 3 anos pela frente e certamente deseja uma taxa de juros ainda menor. A questão é dosar a queda de forma que não gere pressão inflacionária. De toda maneira, o conservadorismo do Copom de Henrique Meirelles não acabou e também é possível que após mais um ou dois cortes de meio ponto, o BC dê por encerrado o ciclo de baixa na taxa de juros. Lula não vai mudar sua política econômica tão facilmente – do contrário, já teria cedido há muito tempo – e este blog aposta que a...

A política econômica está mudando?

O artigo abaixo, do autor destas Entrelinhas, é a coluna semanal para o Shopping News, encarte que circula com o DCI às sextas-feira. A indicação do economista Luciano Coutinho para a presidência do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e as recentes mudanças de diretores do Banco Central podem ser os primeiros sinais de modificações, ainda tênues, na política econômica do Governo Federal para este segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ninguém imagina que o governo vá realizar mudanças radicais, abandonando a política de metas de inflação, mandando às favas o alto superávit primário ou reduzindo muito a carga tributária. Não é disto que se trata. Lula tem muito claro que a correlação de forças políticas do Brasil de hoje não permite a ele realizar um governo autenticamente petista. Assim, ele executa um programa intermediário, repleto de concessões ao capital financeiro, acordos com a elite industrial e do agronegócio nacional. No primeiro mandato, o...

E se o juro cair 0,5 na próxima reunião?

O Banco Central de Henrique Meirelles é o grande saco de pancadas do governo. Dos industriais da Fiesp aos sindicalistas da Força Sindical, todo mundo adora falar mal do conservadorismo do Copom, que tem mantido a taxa de juros básica da economia em níveis altos. O esporte nacional do chamado "setor produtivo" é espancamento de Meirelles. Para a esquerda petista e partidos de esquerda aliados do governo, o presidente do Banco Central é uma espécie de "desculpa permanente" para qualquer tipo de problema da gestão Lula. Funciona mais ou menos assim: não tem reforma agrária? O Meirelles é que não deixa. O crescimento ficou aquém do esperado? Culpa do Meirelles. A lista é longa, mas o fato concreto, como diria o presidente Lula, é que a taxa de juros do Brasil vai convergindo para a dos demais países emergentes. Ademais, na reunião de ontem, a votação no Copom foi apertada: 4 a 3 pela redução de 0,25. Os três votos contrários foram de diretores que queriam reduzir a t...

E a denúncia de Carta Capital?

O Brasil é um país engraçado: há coisas que "pegam" e outras que simples passam batido, ninguém dá a menor bola. É assim até com as leis do País e também com certas denúncias bombásticas que aparecem na mídia sem provocar a menor repercussão. Pode ser o caso da matéria reproduzida abaixo, que está na revista Carta Capital desta semana. Até agora, final da tarde de domingo, nenhum grande veículo repercutiu a denúncia e os envolvidos também não se manifestaram sobre o teor do que foi publicado. Em alguns blogs, há gente comentando o assunto, mas o fato concreto, como diria o presidente Lula, é que a história está passando batida. Não deixa de ser engraçado lembrar que um episódio muito semelhante ao denunciado na revista derrubou, em 1999, o economista Francisco Lopes do cargo que hoje é de Henrique Meirelles. A diferença talvez esteja na oposição: naquela época, o PT não hesitava em partir para a jugular do presidente do Banco Central, sem dó nem piedade. Hoje, PSDB e PFL se ...

Homem de sorte

Henrique Meirelles é mesmo um homem de sorte: no dia em que seria arguido no Senado, a bolsa de valores da China despenca, provocando um efeito manada no resto do mundo. Resultado: a Bovespa caiu 6% e o presidente do Banco Central ganhou uma belíssima desculpa para justificar a prudência do BC brasileiro. Quem poderia prever que a China e a deselegância de Aloizio Mercadante um dia ajudariam Henrique Meirelles a sair por cima da carne seca no Senado Federal?