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Mostrando postagens com o rótulo crise na mídia

Na Carta Capital: mídia em mutação

Abaixo, matéria do autor do blog para a revista Carta Capital desta semana. Na íntegra, para os leitores do Entrelinhas . Com este post, voltamos ao batente. Análises sobre Datafolha e a desistência de Aécio Neves de disputar a presidência da República serão temas dos próximos posts. Luta na Idade Média Luiz Antonio Magalhães Igrejas, operadoras de telefonia e novos empresários em busca de influência política. Esses três exércitos, cada um por um flanco, estão destruindo as muralhas da cidadela onde ainda se refugia a mídia tradicional brasileira. Nos últimos dez anos, os velhos barões, fortalecidos à sombra da ditadura, perderam espaço. Alguns, como as famílias Mesquita (O Estado de S. Paulo), Nascimento Brito (Jornal do Brasil) e Levy (Gazeta Mercantil) foram obrigados a vender totalmente ou a repassar o comando dos negócios a credores. Outros, como os Civita (Editora Abril), não detêm mais o controle acionário das empresas. Ainda a se refazer do baque da crise após a desvaloriza...

Mudanças na mídia: teles em ação

Conforme adiantado neste blog – ainda não era possível contar a história toda –, vale a pena comentar um pouco as mudanças em curso no sistema de comunicação do Brasil. Muita gente já percebeu, mas talvez não tenha ainda a real dimensão do que está ocorrendo. A cada dia que passa, fica mais claro o posicionamento das operadoras de telefonia - fixa e móve -, que apenas aguardam modificações na legislação para entrar de cabeça no mercado de mídia - televisão, especialmente. Na internet, veículo em que as teles já podem atuar, é possível perceber o movimento de forma bastante clara. Vamos aos fatos concretos. Na semana passada, o Observatório da Imprensa , site do qual este blogueiro é Editor Executivo, foi comunicado pelo portal iG, hoje umbilicalmente ligado à operadora Oi, que o contrato de hospedagem e fornecimento de conteúdo não seria renovado. A partir de dezembro, o Observatório estará hospedado em outro servidor e deixará de receber a mensalidade que o iG pagava - um recurso im...

Mídia brasileira em transformação

Ainda não é possível anunciar, mas logo os leitores deste blog serão informados. Está em curso no sistema midiático brasileiro uma série de mudanças bastante relevante e que deve alterar, a médio e longo prazo, o perfil deste setor no país. A novidade tem nome: operadoras de telefonia. Elas estão entrando no jogo com muito dinheiro e em breve dominarão não apenas as mídias eletrônicas (internet, sobretudo), mas também a impressa e televisiva. O Oi/iG é um exemplo claro deste movimento e o que está sendo feito por lá sob o comando de Eduardo Oinegue, ex- Veja , é um espanto. Voltaremos ao assunto.

Bom artigo sobre o fim da GZM

Do portal Comunique-se , mais um interessante balanço sobre a Gazeta Mercantil . O fim de um jornal melhor que os seus donos, por Thales Guaracy Thales Guaracy (*) A imprensa anda de luto pela Gazeta Mercantil, o jornal que vem estertorando nas mãos da CBM, Companhia Brasileira de Multimídia, de Nelson Tanure. Seu fim não se dá pela crise da imprensa, que vai abalando grandes jornais do mundo, a começar pelo New York Times, nos Estados Unidos, com a prevalência crescente da internet sobre a mídia impressa. É apenas um caso de má administração e incompreensão da natureza de um negócio. Com a Gazeta, vai se encerrando parte da história do jornalismo brasileiro, mas ela ainda nos dá uma lição, sua última contribuição para o futuro. Comecei a trabalhar na Gazeta em 1986, recém-saído da faculdade, depois de rápido estágio na TV Bandeirantes. Instalada num edifício da rua Major Quedinho, a Gazeta era um jornal venerável, considerado leitura obrigatória no mundo profissional. Sua circulação e...

Economist: mídia no meio da tempestade

Texto longo, mas muito interessante. Publicado originalmente no Observatório da Imprensa . Para quem se interessa por mídia, leitura obrigatória. O NEGÓCIO DA NOTÍCIA No meio da tempestade Por The Economist em 28/5/2009; tradução de Jô Amado Talvez o indício mais certo de que os jornais estão à beira do abismo seja o fato de que os políticos, por tantas vezes seus alvos, estejam começando a sentir pena deles. No dia 9 de maio, Barack Obama terminou um discurso, que até teve algo de cômico, com uma defesa sincera de empresas sob ataque. Comissões da Câmara dos Representantes e do Senado realizaram audiências sobre o assunto no mês passado. O senador John Kerry, de Massachusetts, chamou os jornais de "espécie em risco de extinção". E é verdade. Segundo a American Society of News Editors, o emprego nas redações caiu 15% nos dois últimos anos. Paul Zwillenberg, da OC&C, uma empresa de consultoria, avalia que quase 70 jornais locais britânicos fecharam desde o início de 2008....