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Mostrando postagens com o rótulo BNDES

Jorge Machado: uma caixa
preta que precisa ser aberta

O Entrelinhas tem o prazer e a honra de receber um novo colaborador. Jorge Machado é professor-doutor do curso de Gestão de Políticas Públicas, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo, campus da Zona Leste, a chamada USP-Leste. Machado foi também professor da departamento de Ciência Política do IFCH da Unicamp e é autor de livros e artigos sobre temas relacionados com sociedade do conhecimento, globalização e políticas públicas. Em sua primeira colaboração para o blog, o professor escreve sobre um assunto espinhoso para o governo federal – o modo como são aplicados os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. Vale a pena ler na íntegra: O BNDES, como todos sabem, utiliza recursos para seus financiamentos oriundos de fundos públicos, tal como o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Tendo sido criado para ser um banco de fomento ao desenvolvimento econômico e social, sua finalidade deveria também ser compatível com...

A política econômica está mudando?

O artigo abaixo, do autor destas Entrelinhas, é a coluna semanal para o Shopping News, encarte que circula com o DCI às sextas-feira. A indicação do economista Luciano Coutinho para a presidência do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e as recentes mudanças de diretores do Banco Central podem ser os primeiros sinais de modificações, ainda tênues, na política econômica do Governo Federal para este segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ninguém imagina que o governo vá realizar mudanças radicais, abandonando a política de metas de inflação, mandando às favas o alto superávit primário ou reduzindo muito a carga tributária. Não é disto que se trata. Lula tem muito claro que a correlação de forças políticas do Brasil de hoje não permite a ele realizar um governo autenticamente petista. Assim, ele executa um programa intermediário, repleto de concessões ao capital financeiro, acordos com a elite industrial e do agronegócio nacional. No primeiro mandato, o...

Nomeação de Luciano Coutinho para o
BNDES é vitória da ala esquerda do governo

Os militantes da esquerda do PT adoram dizer que o governo Lula "está em disputa", o que na verdade é uma forma de justificar os vários acordos feitos pelo presidente com forças de centro e até de direita no espectro político. Os petistas mais radicais não engolem, por exemplo, os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura), Márcio Fortes (Cidades) e muito menos o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Se disputa há, pelo menos no que diz respeito à política econômica a esquerda tem perdido todas. Nesta quarta-feira, porém, o presidente Lula decidiu manter o BNDES nas mãos das alas mais críticas à política econômica e nomeou o economista Luciano Coutinho (foto) para a presidência do banco. Não é pouca coisa: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é o principal instrumento de financiamento do governo federal e a alternativa a Luciano era um ex-vice-presidente do banco Santander, indicado pelo ministro Miguel Jorge. Entre o Santander e a Unicamp, Lula e...

A jóia da coroa do segundo escalão

A reforma ministerial já terminou, mas alguns cargos de segundo escalão estão sendo objeto de disputa tão acirrada quanto foi a das vagas na Esplanada, já devidamente repartidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O mais cobiçado sem dúvida é o comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), hoje presidido pelo jovem economisa Demian Fiocca. Pelo que corre nos bastidores, estão no páreo Luciano Coutinho, que seria o preferido do PT e até mesmo do presidente Lula, e Gustavo Murgel, ex-vice presidente do Banco Santander e nome indicado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Obviamente, a escolha é do presidente Lula, o que não quer necessariamente dizer que Coutinho larga na frente. A escolha será o resultado de um delicado processo de negociação com as forças que compõem a aliança governista e já há até quem aposte na permanência de Fiocca no posto. Muito a grosso modo, o significado da disputa é o seguinte: a nom...