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Mostrando postagens com o rótulo economia

Uma notícia, duas versões

No G1, portal da Globo: Juros bancários de pessoa física são os menores da história, diz BC No mês passado, juros de pessoas físicas caíram para 43,6% ao ano. A série histórica do Banco Central tem início em julho de 1994 No UOL, portal da Folha: Economia Dados indicam aumento dos juros em outubro, diz BC É claro que nenhuma das duas notícias é mentirosa. O Globo destacou o recorde de baixa em setembro, a Folha preferiu o aumento da taxa em outubro, justamente para esconder o recorde atingido no mês anterior. Quem escolhe os títulos sabe bem o que está fazendo, sempre. O leitor pode tirar as suas próprias conclusões.

Boa análise sobre o PIB e a recessão

Saiu na Folha de S. Paulo um excelente artigo do economista Fernando Sampaio sobre os números divulgados ontem pelo IBGE. Abaixo, na íntegra, para os leitores do blog: ANÁLISE Cresce chance de PIB fechar ano sem queda FERNANDO SAMPAIO Os números do PIB divulgados ontem pelo IBGE trouxeram, ao mesmo tempo, uma confirmação e uma surpresa. A confirmação foi que, em linha com o que a virtual unanimidade dos analistas estimava, a economia brasileira atravessou, nos primeiros meses de 2009, o segundo trimestre consecutivo de contração -evento que, pelo critério seguido por muitos economistas, configura uma recessão. Mais importante que essa confirmação, porém, foi a surpresa: a contração do PIB no primeiro trimestre, ante o trimestre final de 2008, foi de só 0,8%. Em média, os analistas esperavam uma queda maior, próxima de 2% (estávamos, na LCA, na ponta "otimista", ao projetar queda de 1,5%). Dois elementos amorteceram a retração do PIB no primeiro trimestre, e com mais força do...

Bom sinal no emprego industrial

As manchetes dos portais estão muito mais negativas do que a análise da colunista global Míriam Leitão. Como a jornalista é das mais críticas em relação ao governo Lula, o que vai abaixo deve ser levado em consideração: é uma reflexão isenta do comportamento da taxa de desemprego. Ou então a coisa deve estar ainda melhor e Míriam dá uma disfarçada básica, como diriam os mais jovens... IBGE Emprego industrial cai, mas em ritmo menos intenso O emprego na indústria caiu pelo sétimo mês consecutivo em abril: 0,7% na comparação com março. Mas, como mostra relatório encaminhado pelo Banco Fator, o lado bom disso é que a retração está ficando menos intensa. Enquanto a média entre dezembro e fevereiro é de -1,53%, entre o meses de março e abril foi de -0,7%. É isso que mostra o gráfico abaixo, reparem que as barrinhas de retração vão ficando menores. Mas, como tudo nesta crise tem sempre um lado ruim, a queda em abril na comparação com o mesmo mês do ano anterior é a maior da série histórica: ...

Boas notícias na economia

Não é nada, não é nada, parece que o Brasil vai se recuperando bem do tombo do final do ano passado... Brasil cria 106 mil vagas e emprego formal tem melhor resultado desde setembro EDUARDO CUCOLO da Folha Online, em Brasília A economia brasileira registrou a criação de 106.205 vagas com carteira assinada em abril, o terceiro mês seguido de recuperação após o aumento das demissões registrado devido aos efeitos da crise econômica. Esse é o melhor resultado desde setembro do ano passado. O número representa a diferença entre contratações (1,350 milhão) e demissões (1,244 milhão) no período. Entre novembro e janeiro, haviam sido fechadas quase 800 mil vagas com carteira assinada. Somente em janeiro, foram fechadas 101 mil vagas. Houve recuperação a partir de fevereiro, quando foram criados 9.179 empregos. Em março, foram abertas 34.818 vagas. No acumulado do quadrimestre, o resultado está positivo em de 48.454 vagas. No mesmo período de 2008, houve geração de 849 mil empregos.

Um ótimo texto de Ladislau Dowbor

Vale a pena ler o texto abaixo, originalmente publicado na Agência Carta Maior . Uma reflexão de ótimo nível, criativa e bem apresentada. O debate sobre o PIB: "estamos fazendo a conta errrada" Quando o navio petroleiro Exxon Valdez naufragou nas costas do Alaska, foi necessário contratar inúmeras empresas para limpar as costas, o que elevou fortemente o PIB da região. Como pode a destruição ambiental aumentar o PIB? Simplesmente porque o PIB calcula o volume de atividades econômicas, e não se são úteis ou nocivas. Na metodologia atual, a poluição aparece como sendo ótima para a economia, e o IBAMA vai aparecer como o vilão que a impede de avançar. Ladislau Dowbor "Crescer por crescer, é a filosofia da célula cancerosa" - Banner colocado por estudantes, na entrada de uma conferência sobre economia. PIB, como todos devem saber, é o produto interno bruto. Para o comum dos mortais que não fazem contas macroeconômicas, trata-se da diferença entre aparecerem novas oportu...

Boas notícias na economia

A bolsa de valores de São Paulo vem se recuperando rapidamente, mas este não é o melhor sinal que vem da seara econômica, afinal, todo mundo sabe que o mercado de capitais é um cassino e pode muito bem ser que o Brasil esteja atraindo, ainda, dinheiro especulativo. Assim, da mesma forma como sobe, o Ibovespa pode despencar de novo. Notícia boa mesmo vem da chamada "economia real", conforme se pode verificar na matéria abaixo, do portal G1. A recuperação ainda é tímida, claro, mas só o fato de ter parado de piorar já é um alívio grande. Tem muita água para rolar pela frente, mas o fato é que se continuar nesta toada, Lula terá em 2010 o discurso de que combateu e venceu "a maior crise da história do capitalismo". No fundo, a crise pode nem ser tudo isto, mas é assim que a grande imprensa está vendendo o peixe. E se não for tudo isto, o lucro estará nas mãos do presidente... Varejo se recupera e tem terceira alta seguida, mostra pesquisa Atividade do setor cresceu 0,6...

Como manipular uma notícia

O que vai abaixo é uma matéria da Folha Online sobre a venda de automóveis em abril. A reportagem ganhou manchete do UOL, com o título " IPI reduzido não segura venda de carros em abril ". O tom negativo das chamadas é evidente, mas a notícia revela um dado extremamente positivo, lá pelo meio da matéria: "No ano, já foram vendidos 866.382 automóveis e comerciais leves, resultado 0,14% superior ao registrado entre janeiro e abril do ano passado (865.172)." Ora, se no primeiro quadrimestre de 2009 já foram vendidos mais carros do que no mesmo período de 2008, quando a economia estava bombando como "nunca antes neste país", então há alguma coisa errada com os títulos da Folha Online e do UOL. A notícia relevante é a de que apesar da crise, a indústria automobilística opera no azul, ao contrário do que ocorre nos paises mais afetados pela crise (EUA, especialmente), onde a produção e as vendas despencaram mais de 30%, em média. Para o pessoal da Folha , porém...

Uma notícia, três manchetes

O G1, da Globo, e o UOL, do Grupo Folha preferiram o lado negativo da história, ao passo que o Estadão.com, do Grupo Estado, valorizou o recorde positivo. Abaixo, os links das matérias. O dado mais interessante pareceu ser o aumento da receita da Previdência Social em tempos de crise, uma vez que de modo geral a arrecadação de tributos e contribuições vem diminuindo bastante nos últimos seis meses. Previdência tem receita recorde de R$ 14 bilhões Arrecadação foi 10,6% superior à de março de 2008; déficit cresceu 12,1%, com pagamento de benefícios Rombo no INSS sobe 16% no 1º trimestre Apesar da arrecadação recorde em março, déficit na Previdência atingiu R$ 12 bilhões Economia Previdência tem resultado negativo no 1º trimestre

Emprego melhora mais um pouco

Mais uma boa notícia no campo econômico, desta vez em relação ao emprego industrial paulista. Depois de cinco meses, a taxa subiu em relação ao mês anterior. Ainda significa uma queda em relação ao mesmo mês do ano anterior, mas revela um movimento de reversão da tendência de piora. Ou seja, a situação "despiorou", como diria Vinicius Torres Freire, um dos (poucos) jornalistas lúcidos do caderno econômico da Folha de S. Paulo . Indústrias abrem 7.500 vagas e nível de emprego sobe 0,31% em SP YGOR SALLES, da Folha Online Puxado pelo setor de cana-de-açúcar, o nível de emprego da indústria de transformação do Estado de São Paulo fechou março com avanço de 0,31% na comparação com fevereiro, nos dados sem ajuste sazonal, segundo levantamento da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado nesta quinta-feira. Com isso, o setor abriu 7.500 vagas no último mês. Considerando os dados com ajuste sazonal, que elimina características específicas de cada período, a b...

Brincando com números

O que vai a seguir é mais um artigo do autor destas Entrelinhas para o Observatório da Imprensa . Em primeira mão para os leitores do blog. Em sua coluna desta semana (22/03), Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman da Folha de São Paulo escreveu uma nota intitulada “Contradições econômicas”, em que comenta uma carta de leitor cobrando o critério do jornal para “estampar notícias sobre a crise econômica na primeira página”. O ombudsman confessa que não sabe qual é o critério e questiona a Folha por utilizar quase sempre números que trazem “as conclusões mais negativas”. De fato, um dos campos do jornalismo onde é mais fácil manipular a boa fé do leitorado é justamente o econômico. É sempre possível dar um jeito de dizer que uma determinada variável diminuiu quando ela cresceu e vice-versa. Um bom exemplo pode ser verificado no modo como foi noticiado o Produto Interno Bruto brasileiro do quarto trimestre de 2008. Jornal algum destacou o crescimento de 1,3% em relação ao mesmo período...

Bolsa de apostas sobre juros

O péssimo resultado do PIB do quarto trimestre de 2008 pode ajudar no convencimento dos diretores do Banco Central em acelerar a queda da taxa básica de juros. Já tem gente falando em até 2 pontos percentuais - a decisão será conhecida amanhã. Ainda que o BC tome mais uma medida conservadora e baixe em um ponto e meio, na quinta-feira o Brasil amanhecerá com a menor taxa de juro real da história, ou pelo menos a menor desde a introdução da Selic, em 1996. Neste caso, a taxa nominal, que passaria a 11,25%, também seria a menor da série, mas "empatada" com a que vigorou entre maio de 2007 e abril do ano passado. Não é improvável que ao final deste ano os juros reais no Brasil estejam em um patamar abaixo dos 5%, o que seria um alento considerável para a economia nacional.

Míriam antecipa boas notícias

Dá até medo, porque ela quase sempre erra, mas o comentário abaixo está no blog da colunista Míriam Leitão. Como quem não quer nada, Míriam avisa que teremos boas notícias pela frente - a produção industrial do país em janeiro pode ter crescido mais de 10% em relação a dezembro do ano passado. Os números oficiais serão divulgados na próxima semana. Sim, a jornalista explica que o resultado será bom em relação ao mês anterior e ruim em relação a janeiro de 2008 (mas aquele mês foi o melhor janeiro dos últimos 10 anos, pelo menos). No fundo, Leitão parece estar torcendo para que o dado de janeiro seja uma espécie de último suspiro antes da morte. Tudo que a colunista global quer é, como diria o próprio presidente, que Lula se lasque. E nada melhor para isto do que uma economia em franca desaceleração. Assim, no post abaixo ela cumpre a função de avisar que números bons serão divulgados em breve e explicar que não se trata, de maneira alguma, do fim dos problemas do país. Do jeito que a ...

Comparação é tudo

A manchete do UOL nesta tarde de quinta-feira grita: Inadimplência atinge maior nível desde 2002 . Seria realmente horrível a economia voltar às taxas do tempo do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), não é mesmo? Neste caso em particular, porém, até que FHC não mandou tão mal. Lendo a matéria, o leitor fica sabendo que a taxa das pessoas físicas hoje está em 8,3% e que estava em 8% no mês passado e em 7,3% antes da crise, em setembro. Ou seja, não foi nenhum grande salto, mas em se tratando de um portal do Grupo Folha, a regra é berrar bem alto: "está ruim, está piorando, vai piorar ainda mais". Basta ler a reportagem, porém, para ver que o grito histérico não faz muito sentido, pois o índice geral de inadimplência , levando em conta as pessoas jurídicas, está apenas um pouco superior ao verificado em agosto de... 2007 ! Está aí o texto da matéria, que não deixa mentir: "O indicador nas linhas de aquisição de veículos passou de 4,5% para 4,7%. No cheque especial, r...

Cadê o protecionismo que estava aqui?

Os conservadores brasileiros passaram o ano passado dizendo que a vitória de Barack Obama seria ruim para o Brasil porque os democratas em geral são muito mais protecionistas do que os republicanos. Teve até gente da esquerda que embarcou nesta e saiu por aí dizendo que o governo brasileiro estava na torcida por McCain, que Lula sempre se deu muito bem com Bush e outras baboseiras. Nada como um dia após o outro para provar que as coisas são mais complicadas do que parecem. A redução dos subsídios agrícolas anunciadas nesta quinta-feira para o primeiro Orçamento do governo Obama, conforme reportagem abaixo, da Folha Online, significa uma das maiores pauladas nos grandes fazendeiros norte-americanos, abrindo aos países situados abaixo do Rio Grande uma enorme janela de oportunidades. E uma porta aberta para a Rodada de Doha finalmente terminar. Devagar com o andor, o santo é de barro. Primeiro deixem Obama governar, depois analisem o trabalho dele. O resto é chute e má vontade com o prim...

Serra dá "aumento responsável" em SP

Os tucanos e democratas vivem criticando a política do presidente Lula para o salário mínimo. Acham que o governo federal tem concedido aumentos reais maiores do que a economia brasileira suporta. Criticam também a política de reajuste salarial do funcionalismo público. A notícia abaixo, da Folha Online, revela que o governador José Serra (PSDB) concedeu um aumento no salário mínimo paulista de 12,2%, elevando o piso além do estabelecido pelo presidente. Em São Paulo, o mínimo valerá R$ 505. Palmas para Serra, ele faz bem em imitar o presidente Lula, mais uma vez. O que chama atenção na matéria, porém, é a justificativa do secretário Guilherme Afif Domingos para a medida: trata-se de um "aumento responsável" no salário mínimo local. É realmente divertido ler este tipo de coisa, esta preocupação com a diferenciação no que é indiferenciável. Mas o mais interessante é a falta de senso da imprensa, que não se atreve a fazer uma pergunta básica ao secretário: qual o valor de aumen...

Luciano Martins Costa: crise que não é crise

Um bom comentário do jornalista Luciano Martins Costa no Observatório da Imprensa que de certa forma corrobora o que vem sendo publicado neste blog. Na íntegra para os leitores do Entrelinhas . Apesar de ainda dar maior destaque a alguns números negativos que brotam do desempenho da economia nas estatísticas de dezembro e janeiro, a imprensa brasileira começa a abandonar o tom de apocalipse que marcou a cobertura da crise financeira nas últimas semanas. Alguns analistas conservadores admitem que estamos saindo do fundo do poço. Outros, como o professor Stephen Kanitz, colunista da revista Veja, entendem que o Brasil nem chegou a entrar em crise. Consultoria citada pela Folha de S.Paulo publica um estudo de perspectivas econômicas apostando que o Produto Interno Bruto do Brasil voltará a crescer ainda neste trimestre. Para os especialistas, de modo geral, o Brasil não chegou a entrar em recessão. Para alguns deles, os números indicam que a economia brasileira sofreu dificuldades pontua...

Endividamento cai e a culpa é da crise?

Os portais dos grandes jornais já estão comprando a versão de que a queda expressiva do nível de endividamento dos paulistanos em fevereiro (7 pontos percentuais em relação ao mês anterior e 10 pontos em relação ao mesmo mês do ano passado) se deve à crise financeira mundial. A explicação é até parcialmente razoável – preocupados, os consumidores evitam dívidas novas –, mas não dá conta do fenômeno como um todo. Na verdade, tradicionalmente a diminuição do endividamento acontece em períodos em que a renda e o emprego crescem e este foi o caso de 2008, apesar da tragédia do final do ano. Com mais dinheiro no bolso, o cidadão consegue quitar pendências e evita gastar mais do que ganha. Mas isto, é claro, não vai constar da explicação dos sábios da imprensa... Crise assusta e endividamento do paulistano é o menor em cinco anos, diz Fecomercio O nível de endividamento do paulistano caiu 7 pontos percentuais em fevereiro e atingiu o menor patamar desde o início da pesquisa em fevereiro de ...

Boas notícias na economia

Até a Folha Online, que sempre comemora as más notícias no campo econômico como mais um passo para a destruição final da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve de dar o braço a torcer nesta segunda-feira: Produção de veículos cresce; Anfavea prevê melhora no setor e Concessão de crédito cresce e mostra recuperação, diz BC são as principais chamadas desta tarde. Nos dois casos, um alento, pois a cadeia automotiva e o mercado de crédito eram dois dos setores mais afetados pela crise internacional. Claro que é muito cedo para comemorar, mas as notícias de que o Senado norte-americano deve aprovar o pacote de Obama também se insere em um cenário de, digamos assim, moderado otimismo. Algum efeito o pacote há de ter, e se o cenário ficar menos horrorosa lá fora, por aqui as coisas tendem a se acomodar até mais rapidamente do que muitos analistas imaginam, uma vez que o vetor de crescimento estava muito forte até o final do ano passado. Claro que se o plano de Obama der ...

Krugman: Obama e a economia da má fé

Mais um excelente artigo de Paul Krugman, publicado originalmente em Terra Magazin e, que corrobora o que foi escrito aqui sobre as críticas da colunista Míriam Leitão ao plano de Obama para recuperar a economia norte-americana. É claro que Krugman nem sabe quem é Leitão, mas trata-se de uma ótima resposta, até porque a jornalista global usa exatamente os argumentos dos republicanos para criticar medidas que nem sequer foram anunciadas. O final do artigo, em especial, é excelente. Na íntegra, para os leitores do Entrelinhas . A economia da má fé Por Paul Krugman, do New York Times À medida que se inicia o debate sobre o plano de incentivo da economia do Presidente Barack Obama, uma coisa é certa: Muitos dos oponentes do plano não estão argumentando com boa fé. Os conservadores não querem, e não querem mesmo, ver um segundo New Deal e certamente não querem ver o ativismo do governo reconhecido. Então, eles estão pegando qualquer vareta que conseguem achar com a qual possam derrubar pro...

A vez de Barack Obama

O mundo inteiro está de olho na posse, amanhã, do primeiro presidente da República negro nos Estados Unidos, o democrata Barack Hussein Obama. A expectativa é tanto maior em função da monstruosa crise econômica que Obama herdará e terá que resolver. Por aqui, alguns analistas, como a sempre pândega Míriam Leitão, já estão torcendo para que o povo americano cobre do novo presidente uma solução rápida para os problemas e, caso ele não consiga dar conta do serviço, comece a rejeitá-lo. Leitão, em particular, acha mesmo que isto vai acontecer: "ao fim dos primeiros seis meses, a piora parecerá obra de Obama. É da natureza das sociedades democráticas, e abertas a cobrança sobre os governantes, a impaciência na espera dos resultados", escreveu a jornalista em seu blog. O vaticínio de Míriam Leitão na verdade é um desejo que vale para Obama e para Lula. Desejo este, por sinal, de praticamente toda a grande imprensa nacional: de que ambos, Obama e Lula, se esborrachem na crise e acab...