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Um teste para José Serra

A matéria abaixo, na versão da Folha Online, revela que há algo indo muito mal na execução da obra da linha 4 do Metrô de São Paulo. Pelo que se lê, o governo de José Serra (PSDB) e o consórcio contratado para tocar a empreitada não estão se entendendo nada bem. No fundo, é um bom teste para Serra: ou ele vem a público e explica que seu antecessor no cargo, o também tucano Geraldo Alckmin, fez uma grande asneira ao fechar o contrato como "turn key", dando mais atribuições ao consórcio do que ele deveria ter; ou enfia o rabo entre as pernas e reza para que nenhuma outra bobagem grave aconteça na obra da linha 4. Este blog tem um palpite: Serra vai enfiar o rabo entre as pernas. Consórcio quer cobrar Metrô na Justiça por paralisação de obras O consórcio Via Amarela quer processar o Metrô de São Paulo para receber os custos pela paralisação das 23 frentes de trabalho da linha 4-amarela determinada pelo governo do Estado entre fevereiro e maio deste ano, revela reportagem publica...

Mais uma obra da competente gestão Serra

O que vai abaixo é o relato do site Terra sobre os percalços com a mais importante obra da administração tucana em São Paulo: a linha 4 do Metrô. Como se pode ler e ver, parece que as coisas não estão caminhando muito bem. Depois da cretera da rua Capri, eis que surge agora a craterinha da rua dos Pinheiros. Felizmente, ninguém se acidentou nem perdeu a vida desta vez. Até o momento, o governador José Serra (PSDB) não se pronunciou sobre o assunto, mas espera-se que ele venha a público em breve para dizer que a culpa... é do presidente Lula! SP: buraco de 2 m surge em rua sobre obra do Metrô As obras na Estação Fradique Coutinho do Metrô de São Paulo teriam provocado a abertura de um buraco de 2 m de diâmetro e 1,5 m de profundidade no asfalto da rua dos Pinheiros, na zona oeste da capital, localizado acima do local em que estão sendo feitas escavações. A rua foi interditada na terça-feira, reaberta no início da tarde e novamente interditada por volta das 15h50. O trânsito foi inter...

Greve do metrô é "política"?

Blogs de direita seguem o governador Serra e dizem que a greve no Metrô de São Paulo é "política". Ora, todo movimento reivindicatório tem caráter "político", uma vez que o próprio ato de reinvindicar é eminentemente político. Trocando em miúdos, não existe greve "apolítica". O que Serra e os babões de direita querem é marcar o movimento como algo destinado a provocar confusão para o lado do novo governo paulista, a fim de tirar o foco da mídia e do povão sobre a crise aérea. Bobagem: os metroviários não estão "a serviço do governo federal", apenas querem aproveitar um momento confuso para obter mais benefícios para a categoria. É o senso de oportunidade que os move – e isto é perfeitamente legítimo –, e não a vontade de "desestabilizar" o governo estadual. Em vez de falar besteira, Serra deveria olhar ao redor – há greves armadas nas polícias, na Saúde, para não falar dos professores universtiários, que já dobraram o governador – e rev...

No governo de José Serra, negociação
só acontece quando a greve começa

As demais categorias do funcionalismo público deveriam aprender a lição com os metroviários. Com data-base em 1° de maio, os trabalhadores do Metrô havia mais de dois meses tentavam negociar o reajuste salarial e o governo paulista comandado por José Serra (PSDB) se fazia de morto. Os metroviários ameaçaram com paralisações, mas de nada adiantava. Ontem à noite, decidiram iniciar uma greve. O governo então levou o pessoal a sério e abriu uma rodada de negociação que entrou madrugada adentro. No final, os metroviários conseguiram reajuste de 4,25% para os salários e de 4,09% para os benefícios. Está dado o recado: com Serra, só fazendo greve para ter as reivindicações atendidas...

Cadê a obra que estava aqui?

O jornalista Carlos Brickman responde, no Observatório da Imprensa : O buraco comeu Há quanto tempo o caro colega não vê uma notícia sobre o buraco do metrô de São Paulo, onde morreu tanta gente e onde surgiram tantas suspeitas? Esta coluna fez uma pesquisa rápida: desde 9 de maio não há informações novas sobre o caso. Já faz quase um mês. Houve ou não houve negligência na obra? Poderemos usar essa linha do metrô, quando estiver pronta, com tranqüilidade? E ainda tem gente que não acredita que o governador José Serra (PSDB) é protegido pela imprensa paulista...

Por que o governador José Serra
não demitiu o presidente do Metrô?

O governador José Serra (PSDB) pode ser muita coisa, mas bobo, definitivamente, ele não é. Em plena Quarta-feira de Cinzas foi tornado público o pedido de demissão do presidente do Metrô, Luiz Carlos David. Serra aceitou as "razões pessoais" para o afastamento e nomeou, interinamente, o secretário de Transportes, José Luiz Portella, para o cargo. Ora, até os contínuos do Palácio dos Bandeirantes sabem que David foi demitido e que a carta com o pedido de exoneração é puro teatro. Muita gente pode achar estranho Serra ter "perdido a chance" de mostrar autoridade e mandar o subordinado para casa enviando junto a conta do desgaste do desabamento da rua Capri. Há até quem diga que Serra esperou demais por um desfecho inevitável. Este blog, no entanto, vê as coisas de outra forma: se o governador manteve o presidente do Metrô no cargo após a catástrofe que matou 7 inocentes e, na hora da saída, cuidou em evitar que David fosse humilhado publicamente com um atestado de in...

Secretário paralisa obras da linha
4 e ridiculariza presidente do Metrô

O secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, anunciou há pouco a paralisação das obras de pelo menos 17 das 23 frentes de trabalho existentes na Linha 4 (Amarela) do metrô de São Paulo. O anúncio da suspensão ocorreu poucas horas depois do presidente do Metrô, Luiz Carlos David, garantir que as obras da futura estação Fradique Coutinho seriam suspensas. "As obras continuam, não há suspensão das atividades. O que vai haver é uma coletiva de imprensa do Consórcio Via Amarela, ainda hoje, para explicar o que está acontecendo e como se dará o andamento das obras daqui pra frente", afirmou o presidente do Metrô na manhã de hoje. Tudo somado, a questão que fica no ar é simples: por que diabos o governador José Serra ainda não demitiu o presidente do Metrô? Aparentemente, Serra prefere que ele se demita. Ainda assim, fica o enigma: por que o governador não usa a caneta e acaba logo com este enorme pepino herdado de Geraldo Alckmin e que pode contaminar ...

Serra foi, sim, protegido na Folha e Estado

O governador José Serra deve estar contente com os editores dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo : nos dois diários, a notícia do laudo que foi divulgado ontem pelo Jornal Nacional da TV Globo apontando uma série de problemas nas obras da linha 4 do Metrô paulistano ganhou pequeno destaque nas edições de hoje. Na Folha , não houve chamada de capa e a matéria foi escondida no meio do caderno Cotidiano. O Estado até que tentou disfarçar um pouco mais a proteção a Serra e deu uma chamadinha na primeira página, no alto, mas também escondeu a matéria no meio do caderno de cidades. Não deixa de ser interessante: uma estação de Metrô em construção corre riscos de desabar e os dois jornais paulistas acham que isto não é notícia para capa do caderno local...

Serra está sendo protegido?

O Jornal Nacional desta terça-feira revelou que a estação de Metrô Fradique Coutinho, que fica no mesmo bairro em que ocorreu a tragédia da rua Capri, corre risco de desabar. O assunto é manchete do portal G1, das Organizações Globo, nesta noite. Até agora, 0h02, a revelação não mereceu destaque nos sites Folha Online e Estadão.com, dos dois jornalões paulistas. Na manhã desta quarta-feira será possível perceber melhor se Serra está sendo protegido pelos dois veículos ou se os editores da Folha e Estado resolveram tirar um cochilo e voltam daqui a pouco...

Mentira tem perna curta, Geraldinho

O ex-governador Geraldo Alckmin e o pessoal do PSDB da nova administração foram rápidos em vazar a versão de que o contrato "turn key" assinado pelo governo de São Paulo para a construção da linha 4 do Metrô paulistano era uma exigência do Banco Mundial para o financiamento da obra. Desta forma, estariam eles – Alckmin e seus comparsas – isentos de qualquer responsabilidade no acidente que abriu a cratera na rua Capri, no bairro de Pinheiros. A desculpa era boa, afinal, como recusar o dinheiro do Banco Mundial para uma das obras mais caras em andamento no país? O jeito era aceitar as condições e tocar a bola para frente... O problema todo é que o pessoal do PSDB esqueceu de combinar com os russos, como diria o Mané Garrincha. O jornalista Paulo Henrique Amorim desconfiou da história e entrevistou o gerente de projetos do banco, Jorge Rebelo, que desmentiu a versão do ex-governador Alckmin. Para piorar a situação dos tucanos, eis que a Folha de S. Paulo descobre hoje que o ...

O choque de gestão foi para o buraco

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) reapareceu ontem para anunciar o seu apoio ao candidato tucano à presidência da Câmara, deputado Gustavo Fruet (PR). Desta vez, porém, Alckmin preferiu não convocar uma entrevista coletiva e divulgou a sua posição por meio de nota oficial. O candidato derrotado do PSDB à presidência teve tempo para redigir a carta sobre Fruet, mas até agora não disse palavra sobre a tragédia ocorrida no canteiro de obras da linha amarela do Metrô em São Paulo. Ao que parece, Alckmin pretende ficar longe dos mortos da rua Capri e deixar para o seu sucessor e correligionário José Serra o desgaste que a tragédia certamente vai causar. Para dizer o mínimo, é uma atitude mesquinha. Afinal, Alckmin é o pai da criança e foi durante a sua gestão que o contrato celebrado entre o consórcio de empreiteiras e o governo do Estado foi assinado. O mínimo que se espera de alguém com hombridade para assumir responsabilidades é que pelo menos dê a sua versão sobre o acontecimento....

Negligência e mortes

É chocante a informação de que havia tempo para que fosse dado um alarme sobre a iminência do desmoronamento ocorrido na sexta-feira passada no canteiro de obras da linha 4 do Metrô paulistano, em Pinheiros, mas que nada foi feito porque não existia um plano de emergência. De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo , não houve nem sequer toque de sirene para alertar a vizinhança. A cratera aberta na beira da Marginal ainda vai dar muito pano para manga nos próximos meses.

O secretário sabia ou não sabia?

A nota publicada na seção Erramos desta terça-feira na Folha de S. Paulo é típica de quem não quer dar o braço a torcer: "Diferentemente do que informou a chamada 'Secretário diz que já sabia de risco na quinta', José Luiz Portella não disse que sabia na quinta que instrumentos de medição detectaram problemas no túnel, mas, sim, que ocorreram problemas naquele dia." Afinal, o secretário de Transportes sabia ou não sabia do risco de desabamento na quinta-feira? Em carta ao jornal, ele diz que não. A reportagem da Folha não conseguiu "bancar" a informação, mas também não desmentiu o que apurou: de alguma coisa, Portella soube. Essa história da cratera de Pinheiros ainda vai acabar com certas reputações. Serra sabe disto.

Um teste sobre o caráter da mídia nacional

Se Marta Suplicy fosse a governadora de São Paulo, quem os grandes jornais estariam culpando pela cratera aberta em Pinheiros? a) As chuvas b) As empreiteiras d) Luís Favre d) Marta Suplicy e) Marta, Favre, Supla, João Suplicy e os netos da ex-prefeita f) A separação de Marta e Eduardo Suplicy Errou o teste quem cravou as alternativas a ou b. Todas as demais estão corretas. A manchete do acidente seria algo como "Obra de Marta mata 8" e os colunistas se esbaldariam com o "buraco do PT". A sorte de Serra é ter os meios de comunicação a seu favor. Ele se tornou, desde a campanha eleitoral, um verdadeiro darling dos jornalões. Ninguém fala mal, ninguém questiona o novo governador paulista. Evidentemente, neste caso específico José Serra não tem qualquer culpa no cartório (Geraldo Alckmin talvez tenha, se o modelo escolhido para a construção da nova linha de metrô se provar inadequado), mas o desgaste da suspensão da operação de resgate vai ser enorme. A imprensa ter...