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Mostrando postagens com o rótulo caso Isabella Nardoni

Jorge Rodini comenta o caso Isabella

Em mais uma colaboração para o Entrelinhas , Jorge Rodini, diretor do instituto Engrácia Garcia de pesquisas, escreve sobre o episódio que chocou e ainda mobiliza o país: a morte da menina Isabella Nardoni. A seguir, a íntegra do comentário: O caso Isabella chocou o País todo. Sua apuração é acompanhada, via mídia, por adultos e crianças, pais e avós, tios e tias e, principalmente, educadores. Como algum ser humano pode concretizar tamanha barbárie? A imagem do pai e madrasta empurrando calmamente o carrinho do supermercado com Isabella e seus irmãos dá a esperança de que tudo não passou de um pesadelo ou que pelo menos uma terceira pessoa é que tenha carregado e jogado nossa pequena. Pequena Isabella dos brasileiros, especialmente pais e avós, como eu. O mundo cruel não pode ser também covarde. A inocência infantil não pode ser atacada. Nós não temos o direito de nos calar. Sendo culpados os pais, a culpa também vai recair sobre nós. Às vezes faltamos com estes pequenos entes, achamo...

Diário de S. Paulo estava errado

A se confirmar a versão da Polícia Civil de São Paulo sobre o que aconteceu no edifício London na noite de 29 de março, estava mesmo errada a manchete do Diário de S. Paulo de 1° de abril, cuja capa esta reproduzida ao lado. Segundo matéria da Folha Online, a polícia acredita que a madrasta de Isabella Nardoni foi quem espancou e asfixiou a menina no apartamento do pai dela. Isabella, portanto, não poderia ter dito o que o Diário precipitadamente escolheu para a manchete porque não era o pai quem batia na garota. Faz sentido, portanto, o depoimento de várias testemunhas dando conta de que Isabella gritava pela ajuda de Alexandre Nardoni: "Pára, pára, pára! Papai, papai!" seria a versão correta das últimas palavras da menina. Sim, este caso é um show de horrores, e se restar provado que foi o pai quem atirou a filha pela janela, os editores do Diário não vão sentir muito remorso por terem publicado a tal manchete na capa do jornal. Este blog, porém, reafirma o que disse j...

Sobre Isabella e o Aerolula

Vale a pena ler o texto abaixo, do grande Carlinhos Brickmann, na íntegra. A maior parte das notas é sobre o caso Isabella e as duas últimas, sobre os gastos do presidente Lula com chicletes e sorvetes no avião presidencial. À diferença de muitos colegas, Carlinhos sabe fazer contas e pensa sobre o que lê antes de escrever besteiras. O artigo original saiu no Observatório da Imprensa . Este blog só discorda de Carlinhos em um pequeno detalhe: os gastos do AeroSerra jamais serão publicados nos nossos atentos jornalões. Aliás, repórter algum se lembrou de perguntar a Geraldo Alckmin (PSDB) o que ele achou da recompra, por Serra, do avião que ele, Alckmin, tinha vendido... Como a campanha vem aí, fica a sugestão de pergunta para os repórteres que acompanharão o candidato tucano: Geraldo Alckmin, o senhor é contra ou a favor do AeroSerra? A menina e os abutres da montanha O filme é de 1951, com Kirk Douglas, direção de Billy Wilder. No Brasil, chamou-se A Montanha dos Sete Abutres. Em ing...

Um promotor irresponsável

O que vai abaixo está no blog do jornalista Ricardo Noblat e é estarrecedor. Promotor diz que pai matou a filha Foi o pai, Alexandre Nardoni, que jogou pela janela a filha Isabella Nardoni, de 5 anos. A informação foi dada esta tarde pelo promotor Francisco José Cembranelli em conversa reservada com um grupo de jornalistas. No passado o promotor foi professor de Alexandre. Refere-se a ele como "um vagabundo, que sempre viveu às custas do pai, um playboy". Oficialmente a polícia de São Paulo diz que 70% do crime foram desvendados. O que ela não diz é que o restante não será capaz de contrariar o que já foi apurado. O depoimento da mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, inocenta Alexandre e a madrasta Ana Carolina Jatobá. Se Noblat publicou a frase do promotor Cembranelli entre aspas, é porque ele provavelmente tem a frase gravada. O jornalista está correto em publicar o que lhe chegou em mãos, mas o promotor jamais poderia ter dito o que disse, ainda que Nardoni seja mesm...

Nova enquete no ar

O DataEntrelinhas da semana passada terminou com um resultado que demonstra a força da ministra Dilma Rousseff entre os leitores do blog. À pergunta "o que vai acontecer com Dilma Rousseff? quase a totalidade dos respondentes optou pela primeira alternativa, que dizia que nada aconteceria com ela e que se o PT assim desejasse, a ministra seria candidata à Presidência da República pelo partido em 2010. Da semana passada para cá, os problemas de Dilma aumentaram, mas este de fato ainda parece ser um caso bem diferente dos que derrubaram José Dirceu e Antonio Palocci. Já está no ar, na coluna ao lado, a enquete da semana, cujo tema é a triste morte da menina Isabella Nardoni, que comove o Brasil. A questão desta vez é para saber se os leitores acham que o caso está sendo tratado pela imprensa de modo sensacionalista ou não.

Ainda sobre Isabella

Não dá para não ler o depoimento de Guilherme Fiúza, autor do livro Meu nome não é Johnny, reproduzido abaixo e publicando originalmente no blog do autor. Diz tudo e mais um pouco. Portanto, devagar com o andor, que o santo é de barro. Apesar de todas as evidências. A vida dos outros É difícil escrever sobre uma tragédia sem ser acusado de insensibilidade com a dor alheia. Talvez a saída mais segura seja falar da nossa própria. No dia 2 de julho de 1990 meu primeiro filho, Pedro, caiu do oitavo andar do prédio onde morávamos, em Botafogo. Desci de escada achando que seria mais veloz do que o elevador, talvez do que a própria queda. Encontrei-o já morto, e não precisava ser médico para constatar. Os ferimentos eram brutais. Voltei com ele de elevador, mas ainda com pressa, agora de dizer à mãe dele que não podíamos fazer mais nada. Antes que pudéssemos entender o que fazer da nossa própria vida, já tínhamos uma certeza: não podíamos sair de casa. Estávamos presos lá, com dois policiais...

Caso Isabella: ombusman pede prudência

Ainda sobre o caso Isabella Nardoni, que a cada dia que passa se torna mais escabroso, vale a pena ler o comentário do ombunsman da Folha de S. Paulo , Mário Magalhães, publicado na Crítica Interna do dia 1° de abril. Em linhas gerais, ele pensa parecido com este blog. Sim, a cada dia aumentam as evidências de que o pai de Isabella está envolvido na morte da garota, mas a imprensa não deve se precipitar, porque ele ainda nem sequer foi indiciado, embora esteja preso como suspeito. A mídia também não pode, como já está acontecendo, assumir o papel do Judiciário e expor os acusados à execração pública. O espectro da Escola Base As coberturas da Folha, do "Estado" e do "Diário de S. Paulo" sobre a morte da menina Isabella, 5, têm profundas divergências sobre os fatos, da apuração policial às primeiras impressões dos legistas. São contradições numerosas, que rendem um ótimo estudo de caso. Não é a questão central da cobertura de hoje, contudo. O grande contraste é o ...

Pedido de prisão não alivia a capa do Diário

O delegado que cuida das investigações da morte da menina Isabella pediu a prisão preventiva do pai e da madastra da menina. É possível que a polícia já tenha indícios de que o casal realmente matou a garota ou então o delegado se sentiu pressionado e decidiu agir antes que as cobranças começassem a prejudicar a apuração. É preciso aguardar o desenrolar dos fatos, mas ainda que o pai e/ou a madrasta de Isabella sejam criminosos, continua a não existir justificativa para a capa do Diário de S. Paulo de ontem, reproduzida no comentário anterior. A diferença toda é que se o pai for o assassino, ninguém vai dar muita bola para a barbaridade cometida pelo jornal.

Uma nova Escola Base?

O episódio da morte da menina Isabella Oliveira Nardoni, de 5 anos, que está comovendo o país, e é um desses casos policiais repletos de mistérios e que pode até ter um final surpreendente. A partir da história contada pelo pai e pela madrasta da menina à polícia, as suspeitas se voltaram justamente contra o casal, especialmente o pai: segundo o relato, ele teria subido para o apartamento com Isabella já adormecida, colocado ela na cama, trancado a porta e retornado para a garagem a fim de ajudar sua mulher a subir com os dois filhos do casal, meio-irmãos da garota. Quando enfim os dois voltaram ao apartamento com as crianças, a porta estaria aberta, a luz do quarto dos irmãos de Isabella, acesa e a rede de proteção, cortada. Por ali a menina teria sido jogada para a morte. Uma série de indícios, porém, colocaram em xeque a versão do pai e da madrasta: havia vestígios de sangue no apartamento, Isabella parece ter morrido por asfixia e quebrou apenas um pulso na queda. Há também o rela...