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Mostrando postagens com o rótulo Selic

Bolão da Selic

Quanto cairá a taxa básica de juros nesta quarta-feira? Na última reunião do Copom, o mercado esperava um corte menor do que o praticado pelo Banco Central. Agora, a expectativa é de um corte de meio ponto percentual, que seria a última do ano, de acordo com as previsões. Como as matérias dos grandes jornais sobre o assunto estão contaminadas pelo blá-blá-blá dos operadores do mercado financeiro, fica difícil separar o que é wishfull thinking – desejo puro e simples – e o que é análise justa e correta. Este blog tende a crer em um corte de meio ponto, mas não ficará surpreso se o Copom determinar 0,75 ou mesmo um ponto. Por uma razão simples: a atividade industrial continua muito fraca e não há risco de inflação para 2010. A ver.

Copom surpreende com corte de 1 ponto

Henrique Meirelles e companhia desta vez aprontaram para o lado do bem. O corte de um ponto percentual na Selic não era absolutamente esperado pelo mercado - a expectativa variava entre um corte de meio ponto a no máximo 0,75. O corte maior indica duas coisas: o BC vê a inflação sob controle; e a queda da atividade econômica pode ser mais grave do que o governo gostaria. De qualquer maneira, foi uma medida positiva e arrojada diante da crise econômica mundial. Agora o Brasil finalmente chega a uma taxa de juros básica de um dígito e caminha para o juro real próximo das economias emergentes. Não é nada, não é nada, boas notícias não acontecem todo dia.

Amanhã Brasil terá Selic de um dígito

Dificilmente o Copom abaixará a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual ou menos na reunião desta quarta-feira (10/06), de maneira que o Brasil amanhecerá na quinta com a menor taxa nominal da história, pela primeira vez inferior a 10%. Mais um feito para Lula deitar e rolar. Em termos estritamente econômicos, a taxa pode até ser ainda muito alta, mas o efeito dos 9% para o marketing todo mundo conhece, ou não seriam tantos os anúncios de produtos custando R$ 9,99 ou valores deste tipo, com um centavo a menos do arredondamento. Na mão de Lula, é o tipo da coisa que vai render bastante e por um bom tempo.

Conforme o previsto

A taxa básica de juros caiu mais um ponto percentual e passou agora para 10,25%. É a menor da história da Selic e os juros reais são os menores desde o plano Real. Evidentemente, tudo isto se deve à excelente gestão da economia durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Lula no máximo acertou ao manter os (a)fundamentos do seu antecessor. É o que o distinto público vai ler nos jornais de amanhã. Na grande imprensa, é sempre assim: Lula erra sozinho e, quando acerta, está sempre ao lado de FHC...

Brasil não lidera ranking de juro real

Uma matéria escondidinha no pé de página da Folha de S. Paulo informa: com a queda na Selic de hoje (qualquer que seja o montante), o Brasil já não terá o maior juro real do mundo - a liderança já é da China. Estará em terceiro lugar, mas a matéria, bastante confusa, não explica se a tal liderança já não fo perdida antes mesmo da eventual redução da taxa básica por aqui. Pelas contas do blog, se o juro real está em 6,6% na China, já é mais do que os 6,5% reais do Brasil verificados em março, conforme matéria do jornal O Globo publicada em 11/03 e reproduzida abaixo. Brasil ainda tem o maior juro real do mundo Luciana Rodrigues RIO - Mesmo com a decisão do Banco Central de reduzir em 1,5 ponto percentual a taxa básica de juros Selic, o Brasil continua como o país de maior taxa de juro real (descontada a inflação) do mundo. Levantamento feito pela consultoria UpTrend mostra que, considerando a inflação projetada para os próximos 12 meses, o juro real brasileiro é de 6,5% ao ano. A Hung...

Copom: bolsa de apostas aberta

Este blog acha que vem por aí uma redução de um ponto percentual. Muitos analistas acham que vem menos, para que o governo tenha tempo de achar uma solução para a questão da poupança. Com um ponto, será a menor taxa da história da Selic (10,25%) e com meio ponto, também... A menos que deixe a taxa como está, o Banco Central fará história nesta quarta-feira.

Juros: o debate vai mudar

Se o "calcanhar de Aquiles" da gestão Lula para muita gente sempre foi a política monetária, comandada pelo ex-deputado tucano Henrique Meirelles, a partir de agora este debate vai mudar. Com a taxa Selic em 11,25% e apontando para baixo, é altamente provável que a partir da próxima reunião do Copom, no final de abril, o juro real brasileiro fique na faixa dos 5%. A taxa nominal será a mais baixa da história (a Selic foi criada em 1996) e apenas em tempos de hiperinflação o juro real ficou abaixo dos 5% porque a inflação era tão alta e crescia tão rapidamente que os juros acabam negativos. É bastante provável que o Banco Central prossiga, depois de abril, a política de diminuição da taxa básica, o que levaria o país a ter um juro real inferior a 5% em 2010. O discurso do "juro mais alto do mundo" brandido hoje pela oposição não fará mais sentido. Ao contrário, o governo Lula terá sido o que mais reduziu a Selic na história do país – isto pode até acabar virando mote...

Bolsa de apostas sobre juros

O péssimo resultado do PIB do quarto trimestre de 2008 pode ajudar no convencimento dos diretores do Banco Central em acelerar a queda da taxa básica de juros. Já tem gente falando em até 2 pontos percentuais - a decisão será conhecida amanhã. Ainda que o BC tome mais uma medida conservadora e baixe em um ponto e meio, na quinta-feira o Brasil amanhecerá com a menor taxa de juro real da história, ou pelo menos a menor desde a introdução da Selic, em 1996. Neste caso, a taxa nominal, que passaria a 11,25%, também seria a menor da série, mas "empatada" com a que vigorou entre maio de 2007 e abril do ano passado. Não é improvável que ao final deste ano os juros reais no Brasil estejam em um patamar abaixo dos 5%, o que seria um alento considerável para a economia nacional.

Meirelles mudou o jogo?

A decisão do Copom desta quarta-feira de reduzir a taxa básica de juros em um ponto percentual revela que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, finalmente decidiu mudar a condução da política monetária e iniciar um ciclo de flexibilização. Alguns criticam a medida e acham a diminuição de um ponto percentual insuficiente diante da crise. Este blog acha que Meirelles pode ser muita coisa, mas burro não é. Senão vejamos: a decisão de reduzir a taxa em um ponto percentual, partindo de um Copom sabidamente conservador, já indica que nas próxima reuniões o processo de flexibilização monetária deverá continuar, com o juro básico apontando para pelo menos 11% já no primeiro semestre. Se isto de fato ocorrer, o Brasil terá o menor juro nominal desde o início do Plano Real (não é possível comparar com períodos anteriores), e a menor taxa real deste mesmo período (considerando uma inflação na casa de 5,5%, a taxa real cairia para pouco mais de 6%). Como se vê, não é pouca coisa. ...

Tucano não gosta dar aumento salarial

A nota oficial do PSDB sobre o aumento da Selic, cujo teor está reproduzido abaixo na reportagem da Agência Estado, revela o que fariam os tucanos se estivessem no poder: nada de ganho real para o salário mínimo, nada de concurso público para melhor equipar o aparelho do Estado. Cortariam, cortariam e cortariam mais um pouco. E provavelmente também acabariam subindo a taxa Selic, talvez um poouco menos do que fez o companheiro-tucano Henrique Meirelles. Depois não entendem por que o povão não os quer de volta no governo... PSDB critica em nota elevação da Selic para 13% BRASÍLIA - O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), criticou hoje o aumento de 0,75 ponto porcentual na taxa Selic, para 13% ao ano, afirmando que a decisão tomada ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantém o Brasil com a maior taxa de juros real do mundo e transforma o País "no paraíso da especulação". Em nota, Guerra declara que "o governo Lula faz uma política eco...

Aumento da Selic: não é o que Lula queria?

O Banco Central decidiu aumentar a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, acima, portanto, do meio ponto esperado pelo mercado financeiro. Não vai demorar muito para chover críticas à decisão, especialmente no partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Economistas do PT detestam aumentos na taxa de juros e vão dizer o diabo do presidente do BC, Henrique Meirelles. O problema todo, porém, é que a medida certamente tem o aval de Lula. É só ler o noticiário político para perceber a importância que o presidente dá ao combate à inflação. A pancadinha dada pelo BC nos juros nesta quarta-feira visa justamente mexer com as expectativas do mercado, que estava achando que o governo tinha relaxado e deixaria a taxa de inflação variar acima do teto da meta estabelecida, de 4,5%. No fundo, não deixa de ser um ato de coragem, em um ano eleitoral, um aumento deste porte na Selic, ainda mais sendo o terceiro consecutivo. Meirelles e Lula, pelo visto, não dão muita bola para os crítico...

Semana curta terá Renan e Copom

São dois os eventos principais desta semana de feriado de 7 de setembro, da Independência do Brasil. A definição da taxa de juros e o julgamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ambos esperados para quarta-feira. O Copom é importante desta vez em função da crise financeira que abalou os mercados de capitais e servirá de teste para a turma de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. São três as hipóteses nesta reunião: continuidade do corte de 0,5 ponto percentual na Selic, taxa básica de juros do país – são poucos os que acreditam na manutenção do ritmo –; corte de0,25 ponto percentual – é o desejo do setor produtivo e palpite de boa parte dos analistas –; e uma parada nos cortes da taxa de juros, que seria mais uma prova do conservadorismo e da ortodoxia do BC. No caso de Renan, as apostas são para a recomendação da cassação do mandato no Conselho de Ética. No plenário, porém, a votação só deve ocorrer em outubro, o que ainda dá um certo fôlego para o senad...

Crise aérea ofusca queda da taxa de juros

O Brasil não é o país com a mais alta taxa de juros do planeta, conforme bradavam empresários e sindicalistas contrários à política monetária do Banco Central. Com a decisão do Copom de reduzir a taxa básica (Selic) para 11,5% ao ano, o país fica agora em um suposto segundo lugar, considerando uma pesquisa que na verdade não engloba todas as nações. Se o avião da TAM não tivesse explodido em São Paulo, este certamente seria um tema de destaque nos jornais, mas a tragédia naturalmente ofuscou o movimento do Banco Central. Mais importante do que a redução em sim foi o montante reduzido, de meio ponto, que sinaliza a continuidade da política de redução, ainda que em ritmo menor. Se nas próximas três reuniões o Copom abaixar a Selic em 0,25 pontos percentuais, o Brasil pode fechar o ano na faixa dos 10%, com juro real de 7%. Para as condições da economia brasileira, é quase uma revolução. Em 2008, o crescimento vai refletir este novo patamar de juros, bem mais convidativo aos investiment...

Meirelles é duro na queda

O pessoal que defende a autonomia do Banco Central deveria comemorar a demonstração de independência dada hoje por Henrique Meirelles e sua turma: ao reduzir em 0,25, para 13% ao ano, a taxa Selic, o Copom demonstrou que não cede às pressões da arquibancada. A grita vai ser geral, claro, inclusive dentro do governo. Se Lula demite Meirelles, porém, a grita também seria enorme: estão "politizando" a autoridade monetária, gritariam os defensores da autonomia do BC. Mas quem deve estar arrependido mesmo é o ministro Guido Mantega (Fazenda): sua brincadeira infeliz de cobrar de Henrique Meirelles a queda na taxa, em público, certamente não ajudou muito para melhorar o humor dos técnicos do Copom. Em boca, fechada, ministro, não entram moscas...