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Mostrando postagens com o rótulo PFL

Wagner Iglecias: Marta e o PFL

Em mais uma colaboração para o blog, o cientista político Wagner Iglecias, professor na USP Leste, comenta o cenário eleitoral na capital de São Paulo. Vale a pena ler na íntegra: Marta Suplicy abriu o horário gratuito da campanha eleitoral do segundo turno pela prefeitura de São Paulo afirmando que o Partido da Frente Liberal (PFL) foi varrido do mapa político nacional. E lembrou ao eleitor que seu adversário, Gilberto Kassab, foi do PFL. Varrido do mapa talvez seja expressão muito forte para quem foi herdeiro do ex-maior partido do Ocidente, a Aliança Renovadora Nacional (Arena), braço civil da ditadura militar que vigorou em nosso país de 1964 a 1985, e ainda é um partido de expressão nacional. Mas que o pefelê, atual DEM, vem minguando nas urnas nas eleições mais recentes, não há dúvida. Neste caso, porém, não pesa muito o fato de que Kassab, se eventualmente reconduzido à prefeitura de São Paulo, seja oficialmente demista. Ou alguém duvida que os postos estratégicos de sua gestão ...

Dantas e o rabo preso da oposição

O Caso Daniel Dantas ainda vai dar pano para muita manga, mas um aspecto do episódio está sendo solenemente ignorado pela grande imprensa. A investigação do delegado Protógenes Queiroz que culminou na prisão do dono do Opportunity tem como pano de fundo o esquema do mensalão. Pois bem, se o leitor fizer um esforço de memória e voltar a 2005, no auge da crise política, vai certamente lembrar que houve um momento em que até mesmo os aliados de Lula apostavam que a oposição "botaria para quebrar", aprofundando as investigações para conseguir, eventualmente, o impeachment do presidente. Pois isto não aconteceu e a explicação corrente para a tibieza dos oposicionistas foi a opção por uma estratégia que consistia em fazer Lula "sangrar" em praça pública, tornando-o um "pato manco". Desta forma, diziam, seria fácil bater o PT nas urnas sem que houvesse uma crise institucional. Com as revelações do envolvimento de Daniel Dantas no esquema do mensalão, a histó...

Ainda sobre a fidelidade partidária

A resposta do TSE à consulta do ex-PFL e a partir de hoje DEM (Democratas) sobre a questão dos mandatos dos deputados federais, estaduais e vereadores provocou um verdadeiro terremoto em Brasília. Com o tempo, no entanto, as coisas já começaram a se assentar. Em primeiro lugar, claro está que no que diz respeito aos parlamentares que mudaram de partido nesta legislatura, a briga vai se dar no Supremo Tribunal Federal, até porque o Tribunal Superior Eleitoral só responde pelo que acontece até a diplomação dos parlamentares. Uma vez diplomados, a questão já não é mais eleitoral e, portanto, do ponto de vista estritamente jurídico, o problema é do STF. Posto isto e deixando as nuances jurídicas dos processos (cada caso será um caso) para os advogados, vamos tentar analisar a questão do ponto de vista político. Quem está perdendo o jogo é a oposição, que pretende criar constrangimentos para o aumento da base governista que apóia o presidente Lula. Aparentemente sem argumentos para seduzir ...

PFL faz besteira ao mudar de nome

O Partido da Frente Liberal vai mudar de nome amanhã. A legenda passa a se chamar Democratas, com a sigla DEM. Evidentemente, os ainda hoje liberais devem ter pago caro por pesquisas de opinião que fornecessem subsídios para a mudança. Pois esta é mais uma prova de que nem sempre as pesquisas de opinião acertam. A nova sigla é ruim e o nome do partido não agrega, digamos assim, a "marca" do PFL, que o eleitorado identifica como a legenda de contraponto ao PT de Lula. Este blog aposta, inclusive, que a nova sigla terá vida curta e mais adiante, talvez depois do primeiro fracasso nas urnas, os líderes partidários mudarão de novo o nome da agremiação.

Wagner Iglecias: Oposição em crise?

Em mais uma colaboração para o blog, o cientista político Wagner Iglecias analisa as dificuldades do PFL e PSDB em fazer uma oposição responsável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A seguir, a íntegra do texto de Iglecias. Definitivamente, ser de oposição no Brasil não é fácil. O presidencialismo brasileiro, embora não confira maioria automática ao presidente de turno no Congresso Nacional, dá ao Poder Executivo um poder de atração para si sobre as mais diversas correntes políticas, sempre sequiosas em dividir o poder com aquele agraciado pelas urnas para o cargo de primeiro mandatário da nação. Isso tem ocorrido em nossa história recente de forma cíclica, e no caso específico do atual governo, o sistema político parece ter como referência primeira e última a figura do presidente Lula, eleito e reeleito com uma enormidade de votos. Num modelo assim é dificil resistir nas trincheiras da oposição, tal como vemos com alguns partidos que ou vem encolhendo desde o final do ...

Alckmin adorou o vídeo de Kassab

Dizem as más línguas que a performance midiática do prefeito Gilberto Kassab (PFL) nesta segunda-feira, em São Paulo, foi muito apreciada pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que atualmente estuda inglês em Boston. O tucano, como muita gente sabe, gostaria de suceder Kassab, de preferência com o apoio de seu correligionário José Serra, atualmente governador do Estado. A equação de 2008 não está fechando no ninho tucano porque Serra já deu a entender que prefere a candidatura do aliado Kassab à reeleição, – ele não quer dar a Alckmin a menor chance de, por meio de uma votação consagradora para a prefeitura, o ex-governador e candidato derrotado por Lula em 2006 se fortalecer para a corrida sucessória de 2010. É evidente que ainda está muito cedo para a eleição municipal, mas também é fato que o xingamento de Kassab ao pobre coitado que buscava atendimento ondontológico no posto de saúde visitado pelo prefeito não é o melhor marketing para quem pretende passar a imagem de bom gest...

Tem vaga no Pinel?

A Folha de S. Paulo de domingo trouxe, no caderno de Economia, matérias sobre os problemas da classe média no primeiro mandato do presidente Lula. O jornal procura mostrar que esta camada pagou o custo, em impostos, da melhoria da qualidade de vida dos mais pobres e não foi beneficiada pela política econômica como foram os mais ricos. No meio das matérias, eis que um título grita, no pé da página: "Especialista defende pausa na distribuição de renda". Sim, não está errado, é isto mesmo que pensa o economista Sergei Soares, apresentado pelo jornal como "especialista em desigualdade social do Ipea". Pinel à parte, a verdade é que Sergei expressa idéias sobre as quais muita gente do PSDB e PFL concorda em gênero, número e grau. Só que os tucanos e liberais não são loucos de dizer tudo o que pensam...

Coalizão de Lula começou com colisões

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem trabalhado duro na tarefa de montar um governo de coalizão para o segundo mandato. O presidente está em vias de incluir formalmente o PMDB, PDT, PCdoB, PSB e PRB, além, é claro, do seu próprio partido, o PT, na tal coalizão. Além dessas agremiações, PTB, PL e PP deverão apoiar o presidente, sem no entanto integrar o Conselho Político do governo de coalizão. É muito partido, sem dúvida, mas os primeiros embates no Congresso revelam que a coalizão não está nada harmônica. Ontem, houve o primeiro grande teste para a aliança costurada por Lula e os governistas se deram mal. A eleição para a indicação da Câmara Federal a uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União terminou com a vitória do deputado federal Aroldo Cedraz, do PFL da Bahia, ligado ao grupo de Antonio Carlos Magalhães. Cedraz derrotou o petista mineiro Paulo Delgado por 172 votos a 148. Gonzaga Mota (PSDB-CE) obteve 50 votos e o deputado Ademir Camilo (PDT-MG) recebeu 20 votos...

Serra não quer Alckmin na prefeitura de S. Paulo; trio tucano pode se separar em 2010

A montagem do ministério do presidente Lula está centralizando a cobertura política e as atenções dos analistas, mas há um outro jogo muito interessante sendo disputado neste momento, no campo da oposição, que tem sido pouco comentado na mídia. Até agora, os nomes que foram anunciados para o primeiro escalão do governo de São Paulo, que a partir de 1° de janeiro passa para o comando de José Serra (PSDB), revelam uma guerra surda entre os tucanos. Serra, como seria de se esperar, está escalando o seu time, mas é perceptível a má vontade do futuro governador em aproveitar nomes da gestão de Geraldo Alckmin, também tucano. Ao contrário, o que José Serra vem fazendo é justamente colocar para escanteio a turma que serviu Alckmin. Vingança, como se sabe, é um prato que se serve frio e é isto que Serra está preparando. Nos bastidores do tucanato, também se fala de outra jogada arrojada do futuro governador: ele estaria tentando atrair o prefeito paulistano Gilberto Kassab, hoje no PFL, para...

Temporada de chuvas é o grande teste
da popularidade dos prefeitos municipais

São Paulo ficou, nesta primeira segunda-feira de dezembro, literalmente debaixo d'água. Outras capitais e grandes cidades vão passar pelo mesmo desconforto e o problema, recorrente nas metrópoles, é o teste de fogo para os prefeitos. Em alguns casos, a população simplesmente não liga e releva a "culpa" dos alcaides, mas há os que têm seus mandatos marcados pela força das enchentes. A popularidade despenca e o projeto de reeleição vai, literalmente, por água abaixo... Tudo depende da postura do governante e, é claro, do volume de chuvas. Gilberto Kassab, o desconhecido prefeito paulistano, parece estar com azar: em novembro, choveu como não acontecia desde 1978 em São Paulo. E dezembro mal começou...

Lembo não faz o jogo de Serra

O governador Cláudio Lembo já mostrou que não é um político comum. Apesar de ser filiado ao PFL, dá declarações que arrepiariam até o pessoal do PSTU, com a de que a culpa pela violência em São Paulo é da "elite branca". Agora, Lembo aprontou mais uma das suas: determinou o reajuste na tarifa do Metrô para R$ 2,30, bem menos do que queriam os assessores do governador eleito José Serra (PSDB). Com o reajuste menor, vai ficar para Serra fazer o acerto, no próximo ano. Aumentar a tarifa do transporte público é o tipo da coisa que qualquer governante detesta, e Lembo deixou este pequeno abacaxi para o seu sucessor descascar. De fato, está mesmo na hora do PSDB e PFL discutirem a relação e, talvez, porem fim em um casamento que já dura 12 anos.

Já deu

Se há algo que ninguém mais aguenta ouvir falar é do caso do dossiê Vedoin. Os depoimentos, na CPI dos Sanguessugas, dos petistas aloprados e do tucano Abel Pereira, o amigo do ex-ministro Barjas Negri, pouco ou nada acrescentaram ao que já se sabia. A sensação que se tem ouvindo os personagens ou lendo as matérias sobre assunto é a mesma de assistir de novo um filme enfadonho: impossível não se impacientar duplamente - pela chatice do enredo e por já o conhecermos. A pergunta alquimista – "de onde veio o dinheiro" – possivelmente jamais será respondida a contento, não por incompetência da polícia, mas porque o rastreamento é muito mais difícil do que se imagina. E tirando uma eventual ilegalidade na origem do dinheiro, não há o que investigar, porque crime não houve: não é proibido comprar dossiês, mas nem isto ocorreu, pois a Polícia Federal impediu a concretização do negócio. Os políticos do PFL e PSDB gostam muito de falar sobre o caso, mas ninguém esclarece do que estão...

Começou a molecagem da oposição

O Senado aprovou na noite de terça-feira (21) um projeto de lei que cria o "13° salário" para o Bolsa Família. A proposta é de autoria do senador Efraim Moraes, do PFL, e tem como único objetivo constranger o presidente Lula, que terá de mobilizar sua base parlamentar na Câmara, para onde a proposta seguiu, e derrubar o projeto, uma vez que não há dinheiro para pagar o benefício. Em outras palavras, começou cedo a molecagem da oposição. É do jogo democrático este tipo de estratégia, mas talvez os oposicionistas estejam subestimando a inteligência dos brasileiros. Se durante toda a campanha deste ano próceres do PFL e do PSDB diziam que o Bolsa Família era um programa eleitoreiro, como explicar agora a ampliação da tal âncora que teria ajudado a eleger Lula? A oposição já virou cabo eleitoral do PT rumo a 2010? O povo já mostrou que não é tão bobo como imaginam os líderes do PFL, não acreditou em metade do que diziam sobre o "governo mais corrupto da história", é pr...

Afif e Serra: juntos chegaremos lá?

Agora é oficial: o governador eleito José Serra (PSDB) nomeou para a secretaria do Trabalho o empresário Guilherme Afif Domingos (PFL). Afif foi candidato à presidência da República pelo PL, em 1989. Para quem era jovem demais na época ou esqueceu o jingle da campanha, tratava-se de uma melodia meio irritante, com o refrão "juntos chegaremos lá". Pela montagem do secretariado, já deu para sentir que Serra escolheu o PFL para tentar chegar lá em 2010. Resta saber se será junto com o PSDB ou se o governador paulista não acaba se mudando para o novo partido formado pelo PPS e outros nanicos, o MD (Movimento Democrático), como andam especulando por aí. Voltaremos ao assunto.

Jorge Rodini: sozinho, nem Pelé ganhou

O diretor do instituto Engrácia Garcia, Jorge Rodini, comenta hoje um assunto que conhece muito bem, até por já ter trabalhado em campanhas eleitorais no Estado: a política regional do Maranhão. Rodini escreve sobre o desenlace da eleição deste ano, em que Roseana Sarney entrou favorita e saiu derrotada, e comenta as declarações do marqueteiro do candidato vencedor, o pedetista Jackson Lago. A seguir, o texto de Rodini na íntegra: Quando um marqueteiro dá uma declaração a uma revista de penetração nacional, como a que Antônio Melo deu à Veja vangloriando-se da vitória estupenda de Jackson Lago no Maranhão, precisamos ter muito cuidado para analisá-la. O quadro pólítico maranhense adquiriu contornos plebiscitários em 2002. Como Ricardo Murad foi usado como "laranja" pelo grupo Sarney e como houve um grande erro estratégico da oposição buscando o apoio do candidato Roberto Rocha, retirando sua candidatura, o cargo foi dado de mão beijada ao candidato, na epoca sarneysista, Jos...

Cardoso não gostou

A julgar por algumas reportagens publicadas nos jornais de hoje, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não gostou da tentativa de aproximação do presidente Lula com a oposição. Faz sentido. FHC também é um homem inteligente e certamente percebeu, com rapidez, a jogada de Lula, comentada aqui ontem - vide o post anterior. O problema agora é o tucanato arrumar uma desculpa razoável para não aceitar a oferta de diálogo do presidente. Se Cardoso ficar com esta história de que Lula quer criar um "factóide", passará a imagem de arrogante. A verdade é que Lula colocou a oposição numa sinuca de bico.

O flerte de Lula com a oposição

Alguns petistas mais aguerridos devem estar chateados com as recentes investidas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conquistar o apoio de parlamentares do PSDB e PFL. Neste fim de semana, por exemplo, Lula deu carona para diversos senadores, entre eles o amazonense Arthur Virgílio Neto, aquele tucano que um dia prometeu dar "uma surra" no presidente. A julgar pelos relatos dos jornais, a prosa foi boa e Lula prometeu chamar também o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para uma conversa, a fim de constituir o tal Conselho da República, que reuniria os ex-presidentes em um órgão e caráter consultivo. Pode ser aborrecido para os petistas radicais, mas este movimento de estabelecer boa vizinhança com a oposição revela a esperteza de Lula. Ele sabe perfeitamente bem que o PSDB não tem um projeto alternativo ao seu e só não votaria temas de interesse do governo no Congresso se a radicalização que se instaurou na campanha eleitoral a partir do Dossiê Vedoin permanec...

Jorge Rodini: a batalha do Maranhão (2)

Em mais uma colaboração para o blog, Jorge Rodini, diretor do instituto Engrácia Garcia de pesquisas, volta analisar o cenário eleitoral no Estado do Maranhão, onde as pesquisas estão apotando ligeiro favoritismo para a senadora Roseana Sarney. Pelo texto de Rodini, de fato Roseana ainda tem uma ligeira vantagem sobre o pedetista Jackson Lago. É bom lembrar que o Maranhão é mais um estado em que Geraldo Alckmin simplesmente não tem palanque: lá, Jackson tem o apoio do PT, mas a candidata de Lula é mesmo Roseana. Se Alckmin conseguir passar dos 20% no Estado, poderá se considerar um homem de sorte. Leia abaixo do texto de Jorge Rodini. A disputa eleitoral no Estado do Maranhão sempre foi singular. A última pesquisa Ibope deu resultado favorável a Roseana Sarney contra Jackson Lago (51% x 45%).Pesquisas internas da candidatura pedetista mostram que o ex-prefeito de São Luis pode ser o vencedor. 1. Primeira Hipótese: Roseana obtém apenas os seus votos no primeiro turno nas cidades com ma...

Jorge Rodini: a campanha no Maranhão

Em mais uma colaboração para este blog, Jorge Rodini, diretor do instituto de pesquisas Engrácia Garcia, analisa a situação do segundo turno no Estado do Maranhão. Supreendentemente, a situação de Roseana Sarney não é nada confortável, conforme indica a análise de Rodini e as pesquisas divulgadas hoje. Jackson Lago, embora tenha ido mal no primeiro turno, tem, sim, chance de virar o jogo. Leia a seguir o texto de Rodini: A análise dos dados relativos as eleições no primeiro turno no Maranhão revela: 1. Dos 102 municípios maranhenses com até 10 mil eleitores, Roseana ganhou em 85, Jackson Lago em 13 e Edson Vidigal em apenas 4. 2. Em cidades com mais de 10 mil eleitores e menos de 30 mil, a ex-governadora teve mais votos em 75 delas, o pedetista em 14 e Edson Vidigal em 3. 3. Nos redutos com mais de 30 mil eleitores e menos de 50 mil, Roseana faturou em 9 municípios e Dr. Jackson em 6. Roseana também foi vitoriosa em 5 das 6 cidades com eleitorado entre 50 e 100 mil. O ex prefeito de Sã...