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Era tudo que "o cara" queria

Tudo que o presidente Lula precisava agora é da notícia reproduzida abaixo, do portal G1: mais uma agência de risco atribuindo grau de investimento ao Brasil. Sim, é importante porque foi a primeira elevação de nota de risco desde o início da crise. Dá a Lula mais uma “prova” na tese de que o Brasil foi pouco afetado e de que por aqui as coisas não passaram mesmo de marolinha. O presidente Lula tem uma eleição difícil pela frente porque não poderá disputá-la. Se concorresse, não teria adversário à altura. Dilma Rousseff não é lá uma Brastemp, mas com 80% de popularidade, na hora que a campanha começar, é possível que Lula faça a diferença. Para isto, porém, ele precisa de um discurso, não basta apenas dizer que Dilma é a sua continuidade. Com a economia nos eixos, este discurso está pronto: “se o tucanato voltar ao poder, vocês, brasileiros vão se lembrar como era um país que a cada marolinha lá fora sofria um tsunami aqui dentro”. É o discurso do medo de um retorno ao passado que ning...

Agora só falta a Moody's

Realmente, não dá para contestar: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um homem de muita sorte. Um dia depois da agência canadense de risco ter elevado o Brasil ao grau de investimento, em meio às más notícias na área econômica, em especial os indícios de retorno da inflação, eis que vem a agência Fitch, uma das três que de fato importam (as outras são a Standard & Poor´s e a Moody´s), e anuncia que também vai classificar o Brasil como investment grade . Na prática, a notícia é de fato importante porque muitos fundos de investimento só podiam recomendar a aplicação de recursos no país quando pelo menos duas grandes agências de risco avalizassem o país, o que acaba de acontecer na tarde desta quinta-feira. Tudo somado, a oposição pode dizer muito de Lula, mas jamais poderá acusar o presidente de ser um homem azarado.