quarta-feira, 2 de agosto de 2006

O que está faltando perguntar aos presidenciáveis

O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (PFL), adora usar seu ex-blog, na verdade uma newsletter disparada diariamente por e-mail a quem se cadastra no antigo blog, para fazer sugestões à campanha do candidato Geraldo Alckmin (PSDB). Na edição de ontem, terça-feira, Maia pede que o tucano seja mais simples ao falar, a fim de ser entendido pelas classes C e D.

Inspirado em Cesar Maia, este blog lança uma série que se pretende diária com as boas perguntas que ninguém teve a idéia ou a coragem de fazer aos candidatos à presidência. São questões relevantes para os eleitores e que em geral os presidenciáveis gostariam de evitar responder. Político gosta de seguir a Lei Ricúpero (o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde), mas jornalista existe exatamente para encher a paciência dos representantes do povo, e não para reproduzir o que eles querem ler nos jornais do dia seguinte. Segue abaixo a primeira leva de questões, sobre o tema política externa:

Para a candidata Heloísa Helena, do PSOL:
A senhora acha que a política externa do governo Lula é pior ou melhor do que a adotada na gestão FHC? Sobre a Alca, especificamente, a senhora acha que o governo acertou em deixar as negociações de lado ou seria favorável a um rompimento definitivo com os Estados Unidos?

Para o candidato tucano Geraldo Alckmin:
Se o senhor fosse hoje o presidente do Brasil, condenaria formalmente os ataques de Israel ao Líbano? E teria condenado, como fez o presidente Lula, a invasão norte-americana no Iraque?

Para o presidente Lula, candidato à reeleição:
Qual será a postura de seu governo, no segundo mandato, em relação às negociações em torno da Alca? E que avanços se pode esperar em relação ao Mercosul?

Um comentário:

  1. Acho que foste muito bonzinho com Lula. Uma pergunta boa seria: Continuará bloqueando as verbas das agências reguladoras? Pretende diminuir novamente as verbas para educação, saúde e saneamento? Continuará com a política de não repasse de verbas de segurança a São Paulo?

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