segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Os ratos já abandonam o barco

A matéria abaixo é da Agência Estado e os fatos falam por si. Se Alckmin não subir no próximo Datafolha, que deve ser divulgado amanhã ou quarta, acabou a eleição presidencial para o tucanato.

Tucano Lúcio Alcântara declara apoio a Lula

No horário eleitoral, o candidato à reeleição pelo PSDB disse que quer continuar contando com a parceria do governo federal e mostrou um discurso, no qual é elogiado pelo presidente

Carmen Pompeu


FORTALEZA - O que no início da campanha era subliminar, agora ficou explícito. Lúcio Alcântara, governador do Ceará e candidato à reeleição pelo PSDB, além de não fazer qualquer referência ao também tucano Geraldo Alckmin, candidato à Presidência, demonstrou, no horário eleitoral desta segunda-feira,21, apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ato pode selar o rompimento político entre o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e Lúcio. Os dois vêm se desentendendo desde a insistência do governador em disputar mais um mandato.

"Eu e o presidente Lula temos um ótimo relacionamento baseado no respeito às nossas diferenças e na consciência comum de que os interesses do povo do Ceará e do Brasil estão acima de tudo", disse Lúcio, na televisão. "Quero continuar contando com a parceria do governo federal e, sobretudo, com a parceria do povo cearense. É assim que vamos continuar conduzindo o Ceará, no rumo certo, para um futuro melhor".

No programa de rádio, o governador foi ainda mais direto na vinculação de sua imagem a imagem do presidente Lula, o que é proibido pela lei da verticalização. Ele usou um depoimento de Lula, quando este esteve em Missão Velha, para o lançamento da pedra fundamental da ferrovia Transnordestina. "O companheiro Lúcio Alcântara, nesses quatro anos, foi um companheiro que teve uma relação de muita lealdade comigo como presidente da República. Quero fazer justiça. Esse homem foi muito digno no comportamento comigo e com todo o governo", disse Lula no discurso.

As únicas referências a Alckmin na campanha eleitoral cearense são feitas por Tasso e por dois fiéis aliados dele, a deputada estadual Tânia Gurgel e o deputado federal Bismarck Maia. A postura de Lúcio soa como revide, uma vez que Tasso deixou claro que não vai trabalhar para reeleger o governador. Em suas andanças pelo interior, Tasso não cita o nome de Lúcio. Segundo pesquisa Ibope, Lula tem 70% das intenções de voto e Alckmin 15%.

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