segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Estadão mandou bem na cobertura do seqüestro do repórter da Globo; Folha saiu com notícia velha

O jornal O Estado de S. Paulo mostrou agilidade e deixou a Folha comendo poeira no caso do sequestro do jornalista Guilherme Portanova, da TV Globo. No domingo, o jornal parou as máquinas para ouvir o que o PCC tinha a dizer na televisão e levou o assunto para a manchete. Na Folha, a notícia saiu escondida no caderno Cotidiano, sem menção alguma à exibição do vídeo. Nesta segunda, novamente um banho do Estadão sobre a Folha: a libertação do jornalista está na primeira dos dois jornais, com uma diferença que diz tudo: na Folha, na edição São Paulo, que fecha por último, a chamada da capa é "Repórter da Globo não aparece mesmo com exibição de vídeo"; no Estado, o título foi "Jornalista da TV Globo é solto pelo PCC". Tudo bem que em tempos de internet os jornais devam valorizar mais interpretação do que a notícia em si, mas realmente pega mal e soa como desleixo com os leitores a publicação de notícias velhas, ainda mais quando a concorrência mostra que sair com um jornal quente não é tão difícil assim...

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