quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Serra cai; Mercadante e Quércia avançam

A matéria abaixo estará no DCI desta sexta-feira. A análise dos pesquisadores é de que Serra ainda leva no primeiro turno, mas se a campanha continuar como está, o governador de São Paulo só será conhecido dia 31 de outubro, na segunda votação. A conferir.


Aloizio e Quércia sobem e José Serra cai, revela pesquisa

Os candidatos a governador de São Paulo Aloizio Mercadante (PT) e Orestes Quércia (PMDB) continuam crescendo na preferência dos eleitores, enquanto o tucano José Serra está em queda. É o que revela a 3ª rodada da pesquisa DCI/Engrácia Garcia, realizada entre 19 e 22 de agosto com 2.000 eleitores e registrada com o número 305921/20066 no TRE-SP. De acordo com o levantamento, Mercadante subiu de 15,6% aferidos na semana anterior para 18,2% e Quércia foi de 12,9% para 13,8%. Já o tucano José Serra caiu de 49% para 47,9%.
O candidato do PDT, Carlos Apolinário, oscilou de 1,5% para 1,2%. Todos os demais candidatos somados não ultrapassaram 1% e 7,5% dos entrevistados afirmaram que votarão em branco ou nulo no dia 1° de outubro. Outros 10,5% do total ainda não escolheram. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos.
Os números do instituto Engrácia Garcia são praticamente iguais aos do levantamento realizado nos dias 21 e 22 de agosto pelo Datafolha e divulgados ontem no jornal Folha de S. Paulo. Segundo o Datafolha, Serra caiu de 49% para 48% e Aloizio Mercadante subiu de 17% para 18%.
O único dado discrepante se refere ao candidato do PMDB, ex-governador Orestes Quércia. No Datafolha, ele teria permanecido em 10%. A diferença de quase 4 pontos pode ser explicada pela metodologia adotada pelo Datafolha, que realiza um menor número de entrevistas no interior (616, quando pela proporção populacional deveriam ser 1.002) do que o DCI/Engrácia Garcia. Desta forma, a margem de erro do Datafolha no interior é maior do que suas margens na capital e Grande SP. Ao equilibrar as amostras de acordo com a proporção correta, a conta final do instituto “embute” a margem de erro maior do interior e provoca tal diferença.
De acordo com Jorge Rodini, diretor do instituto Engrácia Garcia, o favoritismo de Serra já não é mais tão forte: embora o tucano pudesse hoje vencer a eleição já no primeiro turno, a tendência é que ocorra um segundo escrutínio em São Paulo. Segundo Rodini, a diferença entre Serra e os demais candidatos somados na Grande São Paulo já está em apenas 1 ponto percentual (41% a 40% em favor do tucano); na capital, são 6 pontos (46% a 40%); e no interior, 22 pontos (51% a 29%). Há uma semana, complementa Jorge Rodini, essas diferenças eram bem maiores em favor de Serra na capital e Grande São Paulo. No interior, os índices se mantiveram estáveis em relação ao último levantamento.
O diretor do instituto Engrácia Garcia, com base também em pesquisas qualitativas, afirma que a queda de Serra deve continuar e que os votos no tucano não estão tão consolidados quanto, por exemplo, os do presidente Lula na eleição presidencial. De acordo com Rodini, o crescimento de Mercadante na Grande São Paulo se deve especialmente ao apoio de Lula e à frase infeliz de Serra atribuindo a má educação nas escolas paulistas à presença de migrantes. “Na Grande São Paulo, a maioria tem origem nordestina”, explica o pesquisador.
Sobre o desempenho de Orestes Quércia, Rodini também vê consistência na subida e acredita que o ex-governador tem uma avenida para crescer ainda mais. No interior, por exemplo, Quércia e Mercadante estão empatados com 14%. Além disto, o programa eleitoral de Quércia vem sendo bem avaliado pelos eleitores entrevistados nas pesquisas qualitativas realizadas pela Engrácia.
Senado
A pesquisa DCI/Engrácia Garcia também perguntou aos eleitores paulistas em quem eles votarão para a vaga de senador. O petista Eduardo Suplicy ficou com 40%. Afif tem 12,2%, Dr. Cury, 1,1%, Elza Pereira, 0,8% e Alda Marco Antônio 0,7%.

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