quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Editorial do Estadão ajuda a explicar o recorde de popularidade do governo do presidente Lula

Ainda sobre as razões da crescente taxa de aprovação ao governo Lula, vale a pena refletir sobre o comentário abaixo, do jornalista Jasson de Oliveira Andrade. Realmente, o Estadão, alquimista desde a primeira hora, anda bem irritado com seu candidato que achava mais viável para derrotar Lula. Se perder o apoio da mídia, Alckmin caminha para uma situação bem complicada. Ademais, na semana que vem, Heloísa Helena começará a bater nos tucanos – até aqui o alvo principal foi Lula – e isto poderá se refletir nas primeiras pesquisas de setembro.

Realmente é difícil explicar a popularidade do presidente Lula. Talvez possamos encontrar a explicação nesse pito que o Estadão, em Editorial, passou no Alckmin: "Querendo, mas aparentemente sem saber como, elevar o tom de suas críticas ao candidato à reeleição, Alckmin o chamaou na segunda-feira de "exterminador de empregos". Mais ou menos na mesma hora, a mídia noticiava que a geração de empregos com carteira assinada cresceu em julho 31% a mais do que no mesmo mês de 2005. A infeliz coincidência ainda é o menor dos males. O erro maior é recorrer ao tema do emprego como arma contra Lula. (...) Isso porque o eleitor sabe, talvez até por experiência própira, que a oferta de trabalho no Brasil de hoje é MUITO MAIOR (destaque meu) do que há quatro anos [governo FHC]. Em conseqüencia, declarar que o emprego diminuiu - a intenção de Alckmin era dizer que podia ter aumentado mais - é um motivo para esse eleitor desconfiar de tudo mais que o candidato diga de seu oponente" (Dissensões no comando tucano, Editorial do Estado de S. Paulo, 23/8/2006).
É como você afirmou: o motivo deve ser a comparação com o governo FHC.

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