quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Cesar Maia: oposição se "auto-arrincou"

A interessante análise sobre os programas eleitorais é do prefeito Cesar Maia, do Rio de Janeiro, que jantou ontem com o candidato tucano Geraldo Alckmin. Maia deve ter dito tudo o que escreveu abaixo e mais um pouco. Se Alckmin vai seguir as instruções do "coach" carioca são outros quinhentos. Quem não gosta de Maia adora lembrar que a candidata dele ao governo do Rio, Denise Frossard, empacou nas pesquisas, apesar de seguir a linha do prefeito-marqueteiro.


E O PROGRAMA-ELEITORAL?

Lula e Alckmin voltaram a disputar a eleição para Prefeito do Brasil, com temas sócio-municipais-estaduais, como assistência social e ensino de primeiro e segundo graus. Até aqui não há candidato estadista. Quem se lembra da entrada do programa de Lula com Duda Mendonça com a tomada de cima numa sala de intelectuais e profissionais trabalhando, sente a diferença e a mudança de foco de presidente para prefeito.

Uma tática defensiva cuja chance de desmontar seria muito grande pela fragilidade da figura do presidente-prefeito. Temas como ética, Chávez, mentiras (-ele te enganou...), desmandos, riscos de autoritarismo futuro,desemprego num segundo governo, etc... passam batidos pelo programa. Curiosamente nas entrevistas aos jornais, TVs e Rádios, Alckmin se solta e trata de bater e criticar. No programa de TV onde tem vantagem do tempo, está engessado num telepromter com texto bem comportado.

Na próxima semana se entra naquele período em que o eleitor já acortumado ao programa não dá muita bola, e acelera o processo de troca de opiniões -jogo da coordenação, como dizem os especialistas- com seus conhecidos, e as informações recebidas. E entra neste jogo sem informação inoculada de desconstrução de Lula. Volta a dar atenção aos programas nos últimos dez dias. Pode não ser suficiente. Especialmente porque os candidatos a governador, senador, deputados, vão para um salve-se quem puder que vimos nos ultimos dias em estados do nordeste, e que acentuam a imagem de Lula. Em dezembro, Lula estava arrinconado. Oito meses depois a oposição quase se "auto-arrinconou".

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