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USP: como Serra sairá desta sinuca de bico?

A Universidade de São Paulo vive uma crise sem precedentes em sua história. Com a reitoria ocupada pelos estudantes, funcionários em greve e docentes com assembléia marcada para decidir se paralisam as atividades, a USP simplesmente não está funcionando. Em menor intensidade e sem ocupação de reitorias, o mesmo ocorre na Unesp e na Unicamp. A verdade é que nas três universidades estaduais há clima para tudo, menos para atividade acadêmica.

Esta crise tem nome e sobrenome: José Serra. Nem sob Geraldo Alckmin, o governador do choque de gestão, houve um confronto tão aberto entre governo e universidade. Serra criou a crise ao tentar diminuir a autonomia das universidades, uma conquista que vem do tempo em que Orestes Quércia governou São Paulo.

A batalha da opinião pública, esta Serra já perdeu: mesmo nos jornais que tradicionalmente lhe dão apoio, como a Folha de S. Paulo, o noticiário já está mais crítico e começa a dar razão aos docentes e discentes das universidades. O governador agora tem duas saídas possíveis: fazer como os americanos fizeram no Vietnam, isto é, cantar a vitória, mas sair bem rápido do conflito; levar a disputa até o fim. No primeiro caso, Serra terá sido derrotado, mas poderá pelo menos fingir que ganhou o jogo. No segundo, o governador terá apenas e tão somente o desgaste. Não é uma escolha difícil, mas também não é improvável que Serra acabe optando pelo pior.

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