Circula a informação em Brasília de que Silas Rondeau dará uma entrevista coletiva na noite desta terça-feira, no ministério das Minas e Energia. Já tem gente interpretando que se Rondeau voltará ao ministério, é porque permanecerá no cargo. Não é bem assim: é perfeitamente possível que ele volte para dar a coletiva, especialmente se tiver pedido um afastamento do cargo enquanto durarem as investigações da Operação Navalha. Mesmo em caso de demissão, não seria uma quebra de protocolo a entrevista ocorrer na sede do ministério, uma vez que ele só deixa o cargo quando o presidente Lula comunicar que aceitou o pedido de demissão, o que pode inclusive ser dito por Rondeau, na tal coletiva. De toda maneira, em Brasília há rumores para todos os gostos. Neste momento, a maior parte dando conta da saída do ministro das Minas e Energia.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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