Mereceu uma notinha de 273 palavras a notícia de que a popularidade do presidente Lula permeneceu estável, segundo pesquisa do instituto Datafolha, mesmo com as crises econômicas e do Congresso Nacional. A Folha editou a tal nota em uma página no final do primeiro caderno, ao lado de um anúncio enorme. A isto se chama "esconder a matéria", que obviamente merecia destaque maior. Segundo o instituto do jornal, Lula é avaliado positivamente por 67% dos entrevistados, ao passo que 25% acham o governo regular. Apenas 8% consideram o governo ruim ou péssimo. Conforme a nota do jornal, o presidente está 3 pontos percentuais abaixo do seu recorde de 70%, segundo a metodologia do Datafolha. Dá para imaginar como estaria se as duas crises não tivessem acontecido?
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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