Lula vai impor ao PT a candidatura de Antonio Palocci ao governo de São Paulo e, ao mesmo tempo, tentará convencer Ciro Gomes a disputar também o Palácio dos Bandeirantes. Para quem acha a coisa meio estranha, a explicação é simples: a candidatura de Palocci não está sendo arquitetada para que ele vença as eleições - se vencer, tanto melhor, do ponto de vista do PT e de Lula, claro -, mas para que ele, Palocci, use a vitrine do horário eleitoral para refazer sua imagem pública. É uma jogada com olhos para o futuro, e não é nem 2014, é mais adiante. Com Ciro e Palocci na parada, porém, a coisa complicaria para o tucanato, dificilmente a eleição se decide no primeiro turno. É difícil bater o PSDB em terras paulistas? É sim, bastante, especialmente no interior - na capital e grandes cidades, outros partidos já dominaram e dominam a cena política. Mas não é impossível. Levar o pleito para o segundo turno, portanto, é pré-condição para tentar acabar com a dominação tucana em São Paulo. Lula, até agora, vai fazendo o seu jogo, tem ainda muita água para rolar debaixo da ponte, como diz o proibidíssimo chavão do jornalismo.
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
Boa análise. Palocci e Ciro levam realmente a coisa pro 2º turno. Mas discordo desse "mito" de forte favoritismo tucano em SP. Tem muito telhado de vidro aí. Uma campanha de marketing bem feita desmonta os frágeis argumentos e as pífias realizações tucanas, além do natural cansaço do eleitor com 16 anos de promessas tucanas. E é bom os caciques do PSB porem os pingos nos is se posicionando sem meio termos no campo de oposição a Serra, tratorando prefeitos e parlamentares cooptados a tempos pelo PSDB, a começar por São Bernardo. Mas acho q o Ciro não vai se arriscar se não tiver o apoio do PT desde o primeiro turno.
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