O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) negou com veemência, mas parece óbvio que a pizza já entrou no forno. Os fatos vão se encarregar de mostrar se houve ou não um grande acordo para preservar o impoluto parlamentar tucano, réu confesso de pelo menos um ilícito citado na representação apresentada ao Conselho de Ética, e o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). É possível até que haja mais algum teatrinho para a platéia não começar a jogar cascas de bananas e tomates nos atores - algo como o desarquivamento de algumas ações contra os dois e, mais à frente, o arquivamento ou votação e absolvição de suas excelências. Nada de novo. Afinal, Virgílio, Sarney, Tasso e Renan são tudo gente boa. Ou buona gente, como dizem os italianos.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
Senatori, brava gente, qui e in Italia... com o regime berlusconiano senadores e deputados italianos poderiam fazer intercambio com os brasileiros. Talvez na Itália haja mais mulheres gostosas, pois o petit premier italiano gosta... Mas, quem sabe, poderia ser um incentivo para embelezar os bancos do congresso tupiniquim... seria cômico se não fosse trágico.
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