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Afinal, Sarney desistiu da renúncia?

Nesta segunda-feira, o Congresso está voltando do recesso em clima muito quente. Pedro Simon (PMDB-RS) já fez mais um apelo para que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), renuncie. Renan Calheiros (PMDB-AL) e, quem diria, Fernando Collor (PTB-AL) estão defendendo a permanência de Sarney no comando da Casa. A mídia vai deitar, rolar e escrever um monte de bobagem sobre as disputas retóricas entre os nobres parlamentares, mas provavelmente não vai esclarecer o essencial: afinal, Sarney desistiu de renunciar ao cargo de presidente do Senado, como vinha sido noticiado? De duas uma: ou ele nunca havia tomado esta decisão ou mudou de idéia e decidiu lutar pelo seu espaço político. No primeiro caso, tratar-se-ia de uma barriga dos jornalões e de alguns colunistas "bem informados". No segundo caso, é preciso saber direitinho o que está motivando o experiente político maranhense, eleito no Amapá, a ir à luta contra a imensa pressão da mídia e de parte da sociedade, mesmo com o suposto abandono do governo e do PT. Há também uma terceira hipótese: a de que Sarney e seus alidados estejam fazendo cara de durões para negociar uma saída honrosa para o ex-presidente da República.

Este blog acha ainda prematuro qualquer aposta em uma das três hipóteses. E acredita que os coleguinhas vão bater muita cabeça até conseguir dar conta de levar aos leitores e telespectadores o que realmente está acontecendo nos bastidores desta disputa no Congresso, que tem evidentes consequências no cenário pré-eleitoral do pleito de 2010.

Em tempo: Havia uma incorreção na redação deste post, pois o petista Flávio Arns não defendeu a permanência de Sarney, mas sim a nota do líder Aloizio Mercadante (SP) que prega a saída de Sarney da Presidência. Fica o registro. O jogo segue embolado. Muito embolado.

Comentários

  1. Meu caro, segundo entendi, o sen. Flávio Arns reafirmou o apoio da bancada petista ao sen. Mercadante e à nota que ele emitiu, dizendo que o afastamento de Sarney seria uma medida "honrosa".

    Na fala dele, ele disse que as declarações do min. Múcio foram inadequadas e que ele havia se retratado por elas. Disse também que quem mudara de posição havia sido o pres. Lula, e não a bancada -- que permanecia, segundo ele, "há um mês", pedindo o afastamento.

    No mais, essa sessão tem sido p/ mim uma ótima aula de retórica. hahahahahah

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  2. De Collor para Simon:

    "Esta Casa não pode e não haverá de se agachar ao interesse da mídia, que deblatera, como o senhor deblatera, como parlapatão que é. Peço a vossa excelência que, por gentileza, evite usar o meu nome."

    Ser chamado de Parlapatão no Senado pelo Collor e sair calado, não tem preço!

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