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Mais notícias sobre o novo jornal econômico

A matéria abaixo foi publicada na Agência Lusa no sábado (1/08) e confirma as notícias publicadas neste blog sobre o novo jornal de economia que o Grupo Ongoing planeja lançar neste ano no Brasil. O vice-presidente do grupo, Rafael Mora, reconhece que será necessária uma parceria com brasileiros, pois a legislação só permite a participação de estrangeiros em até 30% do capital de empresas de comunicação. Ele, porém, descarta comprar a Gazeta Mercantil – o executivo é português, mas de burro não tem nada. A seguir, a reportagem da Agência Lusa.

Fechamento de jornal anima entrada de grupo luso no Brasil

Lisboa, 1º ago (Lusa) - O fechamento da Gazeta Mercantil é uma oportunidade interessante para o grupo português Ongoing se lançar na imprensa econômica do Brasil, disse à Agência Lusa o vice-presidente do grupo, Rafael Mora, ressaltando que um novo jornal só deve aparecer no final deste ano.
O fechamento da Gazeta Mercantil "abre uma hipótese muito interessante", admitiu Mora, negando a possibilidade de comprar o título para assumir a continuidade do jornal.
"Comprar não, porque o título tem uma dívida muito grande", disse o empresário, reconhecendo que o grupo português tem agora um espaço que pode preencher na imprensa do Brasil.
Fundado em 1920, a Gazeta Mercantil era o jornal de economia mais tradicional do Brasil e mantinha vendas de cerca de 70 mil exemplares por edição.
Embora tenha sido líder do segmento durante muitos anos, as contas do jornal se deterioraram nos anos 90 quando o controle acionário passou da família Levy para Nelson Tanure.
Em grandes dificuldades econômicas, o jornal fechou portas no final de maio passado, mas o seu herdeiro, Luiz Fernando Levy, afirmou estar em negociações para voltar a publicar o título.

Projeto

O vice-presidente da Ongoing já tinha adiantado à Lusa, no início de julho, que o grupo queria apostar na comunicação social do Brasil ainda este ano, com o objetivo de ser "o maior grupo português de [mídia de] economia nos países de língua portuguesa".
Mora admitiu já estar analisando potenciais parcerias no Brasil - já que os grupos estrangeiros só podem deter até 30% das empresas de comunicação social no país - e lembrou que ainda terá de ser criada uma empresa com o futuro parceiro, além de serem contratados jornalistas, entre outras medidas.
"Ainda faltam bastantes passos para termos tudo pronto, por isso um jornal não irá aparecer antes do fim do ano", afirmou.

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