Pular para o conteúdo principal

Rodini e o Leão do Mar

Os santistas estão impossíveis nesta semana e hoje em particular, data de aniversário do clube de Vila Belmiro. O diretor do instituto Engrácia Garcia e colaborador deste blog Jorge Rodini enviou o texto abaixo como colaboração neste dia tão importante para os alvinegros praianos. Um leitor do Entrelinhas, em uma das já tradicionais "pausas esportivas" do blog, escreveu um comentário engraçado, dizendo que alegria de santista é como liquidação do antigo Mappin: vai só até sábado. Naturalmente, o leitor deve ser palestrino desde criancinha. A seguir, o texto do craque Rodini, este sim, santista desde a barriga da mãe.

Hoje o Santos Futebol Clube completa 97 anos de existência. Time que encanta e sacode o mundo desde então, merece a lembrança dos que se deliciaram com as jogadas do seus antológicos craques.

Time do Gênio, o clube que parou uma guerra e milhares de corações com suas conquistas. Mesmo quando fragilizado, revela os talentos que ajudam o Brasil a ser mais campeão.

Das tabelas de Pelé e Coutinho, de Araken Patuska a Neymar, da devastadora dupla Diego e Robinho, das muralhas Gilmar, Rodolfo Rodrigues, Claudio, Cejas e Fabio Costa, dos meninos Juari da vila, dos matadores Serginho, Ricardo Oliveira, Guga, Almir, de Zito, Clodoaldo e Lima, do eterno capitão Carlos Alberto, de Dorval, Mengálvio e do nosso maior artilheiro Pepe.

Por que Pelé não é nosso, é do planeta.

Em 14 de abril de 1912, o Santos nasceu para o mundo. Dia do fatídico naufrágio do considerado insubmergível Titanic, emergiu dos mares santistas o nosso Leão.

E, desde então, o mundo gostou de ver o futebol deste time majestático. As crianças que se encantavam com Pelé são os avós dos que viram Robinho endiabrado. E triplicar o raio do talento em Neymar... e dos que virão.

Santos, o da Vila mais famosa do mundo. O time que fez o Boca Juniors cair de joelhos, o Benfica pedir autógrafo e o Milan reconhecer o poderio peixeiro.

O futebol tem duas fases: AS e DS (Antes do Santos e Depois do Santos), a primeira era estágio, na segunda nasceu o futebol profissional.

Que me perdoem os outros torcedores de outros grandes times, mas torcer para o Santos é ter a certeza de torcer para o time do maior jogador do mundo em todas as épocas, passadas e futuras.

Salve Leão, glorioso Leão do Mar!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um pai

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, morreu vivendo. Morreu criando novas lembranças. Morreu não deixando o câncer levar a sua vontade de resistir.  Mesmo em estado grave, mesmo em tratamento oncológico, juntou todas as suas forças para assistir ao jogo do seu time Santos, na final da Libertadores, no Maracanã, ao lado do filho.  Foi aquela loucura por carinho a alguém, superando o desgaste da viagem e o suor frio dos remédios.  Na época, ele acabou criticado nas redes sociais por ter se exposto. Afinal, o que é o futebol perto da morte?  Nada, mas não era somente futebol, mas o amor ao seu adolescente Tomás, de 15 anos, cultivado pela torcida em comum. Não vibravam unicamente pelos jogadores, e sim pela amizade invencível entre eles, escreve Fabrício Carpinejar em texto publicado nas redes sociais. Linda homenagem, vale muito a leitura, continua a seguir.  Nos noventa minutos, Bruno Covas defendia o seu legado, a sua memória antes do adeus definitivo, para que s...

Dica da Semana: Tarso de Castro, 75k de músculos e fúria, livro

Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista  Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...

Doca Street, assassino de Ângela Diniz, morre aos 86 anos em São Paulo

Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...