Pular para o conteúdo principal

Notícia que não será manchete da Folha

Abaixo, na versão do UOL, mais uma notícia a respeito da economia brasileira que certamente ficará relegada a algum pé de página do caderno Dinheiro da Folha de S. Paulo. Como o leitor do blog está cansado de saber, notícia boa não tem vez na redação da Barão de Limeira, onde é feito o jornalão que tem o rabo preso com a crise global.

Indústria paulista cresce pelo 3º mês seguido, estima FGV

Em São Paulo - A indústria instalada no Estado de São Paulo cresceu em março pelo terceiro mês consecutivo, segundo estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a AES Eletropaulo.

A projeção é de que a atividade industrial paulista tenha crescido 6,2% em março, na comparação com fevereiro. Ainda assim, o nível da produção no terceiro mês deste ano teria ficado 5,4% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado. Já é um avanço em relação a fevereiro: no segundo mês de 2009, a produção estava 17,5% abaixo do registrado um ano antes.

No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial de SP ficou 0,1% abaixo da verificada nos 12 meses imediatamente anteriores.

A pesquisa, chamada Sinalizador da Produção Industrial (SPI), é uma previsão sobre as tendências para a atividade industrial no Estado de São Paulo. Nem sempre o resultado oficial, divulgado mais tarde, confirma a estimativa. Em fevereiro, o SPI previu um aumento de 5% na atividade industrial; o dado oficial, no entanto, registrou alta de apenas 0,5%.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Rogério Andrade, o rei do bicho

No dia 23 de novembro do ano passado, o pai de Rodrigo Silva das Neves, cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro, foi ao batalhão da PM de Bangu, na Zona Oeste carioca, fazer um pedido. O homem, um subtenente bombeiro reformado, queria que os policiais do quartel parassem de bater na porta de sua casa à procura do filho — cuja prisão fora decretada na semana anterior, sob a acusação de ser um dos responsáveis pelo assassinato cinematográfico do bicheiro Fernando Iggnácio, executado com tiros de fuzil à luz do dia num heliporto da Barra da Tijuca. Quando soube que estava sendo procurado, o PM fugiu, virou desertor. Como morava numa das maiores favelas da região, a Vila Aliança, o pai de Neves estava preocupado com “ameaças e cobranças” de traficantes que dominam o local por causa da presença frequente de policiais. Antes de sair, no entanto, o bombeiro confidenciou aos agentes do Serviço Reservado do quartel que, “de fato, seu filho trabalhava como segurança do contraventor Rogério And...

No pior clube

O livro O Crepúsculo da Democracia, da escritora e jornalista norte-americana Anne Applebaum, começa numa festa de Réveillon. O local: Chobielin, na zona rural da Polônia. A data: a virada de 1999 para o ano 2000. O prato principal: ensopado de carne com beterrabas assadas, preparado por Applebaum e sua sogra. A escritora, que já recebeu o maior prêmio do jornalismo nos Estados Unidos, o Pulitzer, é casada com um político polonês, Radosław Sikorski – na época, ele ocupava o cargo de ministro do Interior em seu país. Os convidados: escritores, jornalistas, diplomatas e políticos. Segundo Applebaum, eles se definiam, em sua maioria, como “liberais” – “pró-Europa, pró-estado de direito, pró-mercado” – oscilando entre a centro-direita e a centro-esquerda. Como costuma ocorrer nas festas de Réveillon, todos estavam meio altos e muito otimistas em relação ao futuro. Todos, é claro, eram defensores da democracia – o regime que, no limiar do século XXI, parecia ser o destino inevitável de toda...

Dúvida atroz

A difícil situação em que se encontra hoje o presidente da República, com 51% de avaliação negativa do governo, 54% favoráveis ao impeachment e rejeição eleitoral batendo na casa dos 60%, anima e ao mesmo tempo impõe um dilema aos que articulam candidaturas ditas de centro: bater em quem desde já, Lula ou Bolsonaro?  Há quem já tenha a resposta, como Ciro Gomes (PDT). Há também os que concordam com ele e vejam o ex-presidente como alvo preferencial. Mas há quem prefira investir prioritariamente no derretimento do atual, a ponto de tornar a hipótese de uma desistência — hoje impensável, mas compatível com o apreço presidencial pelo teatro da conturbação — em algo factível. Ao que tudo indica, só o tempo será capaz de construir um consenso. Se for possível chegar a ele, claro. Por ora, cada qual vai seguindo a sua trilha. Os dois personagens posicionados na linha de tiro devido à condição de preferidos nas pesquisas não escondem o desejo de se enfrentar sem os empecilhos de terceira,...