terça-feira, 19 de junho de 2007

Ventos mudaram na mídia

Não é só em Brasília que se percebe as mudanças de ventos em relação ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O sempre atento leitor deste blog, jornalista Jasson de Oliveira Andrade, repara que o tratamento dispensado a Renan está mudando rapidamente: "o Estadão de hoje o trata, nas reportagens, de 'cacique'. Por que não utilizou esse tratamento antes?". De fato, cacique político das Alagoas, Renan é há muito tempo, mas não havia ocorrido aos redatores dos jornalões tal qualificativo. A coragem de certa imprensa está aumentando na proporção dos problemas nas explicações do presidente do Senado para justificar que podia, sim, pagar a pensão da sua filha com Mônica Veloso sem recorrer a empréstimos do amigo lobista...

Um comentário:

  1. O que não entendo é por que se diz que o senador ganhava (até o recente aumento) somente 12 mil reais mensais, quando todo mundo sabe que juntando as verbas indenizatórias, mas as despesas de gasolina, residência - não tem mais a tal verba de paletó -, correios, etc. etc., o salário mensal chega a 100 mil. Com essa renda mensal, não dá para pagar 12 mil ou 7 mil de pensão para a filha? Pra quê precisava vender bois? É a tal hipocrisia de só falar no salário propriamente dito e não nos rendimentos indiretos. Bastava economizar em passagens, etc. etc. É óbvio porém que:
    a)a Globo (e suas mídias periféricas) deseja "demitir" o presidente do Senado para mostrar ao Lula que tem força para isso, caso ele esteja pensando em insistir em regulamentar a imprensa, ou rever o tal caso da tevê digital, que leh interessa e muito, ou até mesmo fazer sucesso com sua tevê pública. Aliás por que o projeto da tevê pública do Franklin Martins ainda não foi anunciado, hein, hein?
    b) que a Globo e suas emissoras e jornais similares desejam manietar o governo Lula e impor-lhe as políticas neoliberais derrotadas em 2002 e em 2006. Ou seja, golpe, sem armas e sem sangue. Considerando inclusive que Lula optou por não bater de frente com a mídia, mas por contemporizar. Espero sinceramente que Lula reveja rapidamente a eficácia dessa opção, que a Globo está esticando ao limite.

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