Marcada para as 17h, a reunião do Conselho de Ética do Senado ainda vai começar. Ninguém sabe muito bem o que vai acontecer, nem ao menos se haverá um novo presidente do colegiado ao fim da reunião. Ou Renan Calheiros é um craque da estratégia política e simula uma grande confusão para iludir os adversários (e a opinião pública), ou o presidente do Senado já perdeu totalmente o controle da situação. Ao que parece, a segunda hipótese é mais provável.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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