O jornalista Ricardo Noblat indicou este blog aos seus leitores, o que muito nos honra, até porque a leitura diária do Blog do Noblat é obrigatória para todo jornalista que cobre política. Pelo relatório matinal de audiência dessas Entrelinhas, a indicação de Noblat está superando com folga o "efeito Mônica Veloso". No que nos toca, esperamos que todos esses leitores possam ter aqui também um espaço aberto para o debate honesto e aberto sobre a vida política do país.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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