terça-feira, 5 de junho de 2007

Vavá e a PF republicana de Lula

Os jornalistas direitistas são engraçados. Quando a Polícia Federal pede para prender um irmão do presidente do Brasil, não se trata de uma ação republicana, mas de uma manobra para mostrar ao país que até o irmão de Lula é investigado em seu governo.

É evidente que não houve manobra alguma, até porque o presidente não foi previamente informado do que faria a Polícia Federal. Ninguém está, neste momento, plenamente informado dos motivos que levaram os federais à casa de Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão de Lula que está sendo investigado, e há muito chute por aí. O fato concreto, como diria o presidente, é que a PF de fato está agindo sem levar em consideração o cargo, importância política ou parentesco dos investigados. É assim que deve ser e o que há a lamentar apenas é o fato de não ter sido assim no passado, quando governavam tucanos e outros bichos menos cotados...

Este blog tem a impressão de que Vavá não é culpado de coisa alguma – o irmão do presidente é um simplório que meteu os pés pelas mãos na tentativa de usar o prestígio de Lula. A matéria da revista Veja sobre o "tráfico de influência" de Vavá é quase um atestado de inocência para o irmão de Lula – seria o primeiro caso de "traficante" que nem secretária tinha, "operando" em uma saleta com fax (sim, fax, conforme a foto que ilustra esta nota, abaixo, originalmente publicada na revista) e telefone. Em suma, Vavá pode até ser um "irmão-problema", mas certamente não dá para comparar nem de longe a sua atuação com a de, por exemplo, um Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente. Tráfico de influência, como se sabe, é coisa para profissionais...















A sala de Vavá, em foto de Veja: atestado de inocência


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