A coluna Painel da Folha de S. Paulo notícia hoje, além da cascata sobre Ciro Gomes, um fato: o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apresentou ao presidente Lula o seu nome para a disputa do governo de São Paulo. Muita gente acha que Suplicy está em decadência, quase não se reelegeu senador e coisa e tal. Só que ele teve quase 9 milhões de votos, possui uma rejeição muito pequena e é palatável ao eleitorado conservador do Estado. Tem mais: contra Geraldo Alckmin, que adora um discurso udenista básico, Suplicy conseguiria minimizar os efeitos desta estratégia, uma vez que jamais se envolveu em qualquer maracutaia na vida - o máximo que fez foi ceder bilhetes para a namorada viajar a Paris, tendo reconhecido o erro e ressarcido os cofres públicos. Em suma, poderia ser uma saída para o PT paulista, que está hoje sem candidato. Mas não será, pois não goza da confiança nem do presidente nem de mais ninguém na máquina do partido, controlada localmente por sua ex-mulher Marta Suplicy e pelo ex-deputado José Dirceu.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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