Conforme a análise de ontem, surgiu hoje mais um capítulo da crise sem fim do Senado da República, com o aparecimento de uma outra conta bancária da Casa, que supostamente maneja o dinheiro por meio de uma Conta Única (não tão única assim, foi-se descobrir). Um aspecto interessante da questão é que os sucessivos escândalos na Casa Alta estão ajudando os parlamentares da Casa Baixa. De fato, deve ter um monte de deputado comemorando o péssimo momento de seus colegas senadores. Gente como Fabio Faria, o namoradinho de Adriante Galisteu, Edmar Moreira, o homem do Castelo, aquele outro que "se lixa", todos eles estão suspirando aliviados com o desenvolvimento da crise no legislativo. Pegou o Senado, mas até agora não pegou a Câmara. O que também se deve à enorme habilidade do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que trabalha muito bem com ações para protelar certas investigações, deixando assim que o tempo cure as feridas (mais do que o tempo, a crise seguinte, porque o Congresso não vive sem crise...). Da CPI da Petrobras, então, ninguém fala mais nada. Está tudo suspenso, esperando José Sarney (não) tomaras providências necessárias para esvaziar a lixeira do Senado. Mas os deputados precisam ficar espertos, uma hora dessas algum senador se lembra de que o melhor a fazer quando há uma crise é criar outra ali do lado. Este blog aposta que nem vai demorar muito...
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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