Conforme a análise de ontem, surgiu hoje mais um capítulo da crise sem fim do Senado da República, com o aparecimento de uma outra conta bancária da Casa, que supostamente maneja o dinheiro por meio de uma Conta Única (não tão única assim, foi-se descobrir). Um aspecto interessante da questão é que os sucessivos escândalos na Casa Alta estão ajudando os parlamentares da Casa Baixa. De fato, deve ter um monte de deputado comemorando o péssimo momento de seus colegas senadores. Gente como Fabio Faria, o namoradinho de Adriante Galisteu, Edmar Moreira, o homem do Castelo, aquele outro que "se lixa", todos eles estão suspirando aliviados com o desenvolvimento da crise no legislativo. Pegou o Senado, mas até agora não pegou a Câmara. O que também se deve à enorme habilidade do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que trabalha muito bem com ações para protelar certas investigações, deixando assim que o tempo cure as feridas (mais do que o tempo, a crise seguinte, porque o Congresso não vive sem crise...). Da CPI da Petrobras, então, ninguém fala mais nada. Está tudo suspenso, esperando José Sarney (não) tomaras providências necessárias para esvaziar a lixeira do Senado. Mas os deputados precisam ficar espertos, uma hora dessas algum senador se lembra de que o melhor a fazer quando há uma crise é criar outra ali do lado. Este blog aposta que nem vai demorar muito...
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
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