sexta-feira, 26 de junho de 2009

Pausa humorística

Abaixo, mais uma matéria impagável do grande rival do professor Hariovaldo Almeida Prado, revelando mais uma vez a campanha sórdida e descarada que o quatrocentão O Estado de S. Paulo realiza para tentar eleger Dilma Rousseff presidente do Brasil. Nivaldo Cordeiro se supera a cada dia que passa lá no Mídia sem Máscara... A direita brasileira é mesmo divertidíssima.

Estadão: persistência desinformativa

Nivaldo Cordeiro

Para o editor, dar destaque para míseros 8% de crescimento em relação a abril é mais substantivo do que anunciar a vigorosa queda de 40,7% em relação ao ano anterior.

Meu caro leitor, a persistência do jornal Estadão em criar fatos econômicos favoráveis inexistentes tangencia a demência, mas acreditar em loucura coletiva na editoria do jornal seria caridoso e definitivamente irrealista. A questão não é psiquiátrica, mas moral. Quero acreditar que tais atos de criação de fatos inexistentes não sejam meramente o resultado da troca por benefícios pecuniários governamentais pelas manchetes, ou a aquisição de prestígio político junto aos governantes do dia. Talvez haja nesses atos de mentira sistemática um grão de bondade, de que acreditem que as mentiras impressas, a hierarquizações maliciosa das notícias, possam ser favoráveis ao país. Estariam supostamente contribuindo para o bem comum.
Chamo a sua atenção para a nota do Caderno de Economia desta quinta feira: "Produção de aço tem crescimento de 8% em maio", em letras garrafais, seguindo um subtítulo que contradiz a manchete: "Na comparação com 2008 queda ainda é de 40,7%". Essa má fé jornalística é repugnante e serve tão somente para levar o leitor despreparado a tirar conclusões enganosas sobre a realidade. Impossível acreditar que algum bem mova esses mentirosos contumazes.
Notemos o advérbio "ainda". Por que o seu uso? Porque o editor quer fazer crer ao incauto leitor que a crise econômica já foi superada e que essa queda no comparativo é um ponto na curva ascendente em rumo da prosperidade, uma suposta superação da recessão. Quem é bem informado sabe que nada justifica qualquer conclusão nesse sentido.
O disparate fica mesmo por conta da desproporção das taxas. Para o editor, dar destaque para míseros 8% de crescimento em relação a abril é mais substantivo do que anunciar a vigorosa queda de 40,7% em relação ao ano anterior. Ninguém, no uso de suas faculdades racionais e morais, poderia deixar de perceber o que é estatística e economicamente mais relevante. Menos o editor estadônico, e suas vítimas, os leitores desavisados.
Essa maneira que o Estadão usa para mentir aos seus leitores é imoral.

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