Muitos portais estão dando destaque para a frase do presidente Lula de que só disputará a eleição de 2014 se a oposição vencer a de 2010. Bem, é uma coisa até óbvia nas atuais circunstâncias, porque se Dilma vencer, teria direito à reeleição e não faria sentido para Lula concorrer outra vez. Bem, a x da questão é saber se as regras serão mesmo essas. Pelo andar da carruagem, a reeleição morre na próxima legislatura. E aí, com Dilma impedida, quem seria o candidato petista à presidência? Claro que Lula sabe disto, não nasceu ontem. O jornalista que o entrevistou, porém, não sabe ou não quis saber. Poderia ter perguntado sobre esta hipótese.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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