quarta-feira, 3 de junho de 2009

Alô, Jobim, não precisa contar tudo...

Tragédias são tragédias. A melhor coisa a fazer nesses casos é contar a verdade da forma mais elegante possível, evitando detalhes macabros, que no fundo são desnecessários para a compreensão do que aconteceu. É o caso do desaparecimento do avião da Air France e pelo que vai na matéria abaixo, do portal iG, o ministro Nelson Jobim pisou na bola. Não é necessário dizer que corpos perfurados afundam e os que permanecem com abdomem íntegro voltam à superficie. Tudo tem limite, é preciso respeitar a dor das famílias envolvidos.

Manchas de óleo podem excluir hipótese de explosão, diz Jobim

BRASÍLIA - O ministro de Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quarta-feira que a localização de manchas de óleo no local do acidente com o airbus da Air France pode excluir a hipótese de ter havido uma explosão com o avião. Segundo o ministro, porém, a investigação da causa do acidente será gerida pela França, e não pelo Brasil.

Jobim informou que, até o momento, não foram encontrados sobreviventes ou corpos. “O que estamos fazendo aqui é a localização de sobreviventes, ou melhor, de restos”, disse o ministro, em entrevista coletiva.

O ministro explicou que, em casos de acidentes como este, os corpos que "não mantém o abdôme íntegro" (corpos com perfurações) afundam no oceano e o mais provável é que não voltem à superfície. No caso de corpos com o "abdôme íntegro", os corpos afundam e podem demorar entre 48 e 72 horas para afundar e voltar à superfície. “Há casos de corpos que só voltam seis dias depois, porque depende da formação de gases no abdôme”, esclareceu Jobim .

Segundo o ministério da Defesa, nesta quarta-feira foram encontradas duas faixas de destroços com cerca de 230 km de distância entre cada uma. Ontem, as buscar por céu haviam encontrado apenas uma esteira de 5km de destroços próximo ao Arquipélago de São Pedro. De acordo com Nelson Jobim, as correntes marítimas separaram esta faixa e formaram as duas encontradas hoje. As buscas são realizadas em um raio de 200 quilômetros.

Até o momento, nenhuma parte dos destroços foi recolhida. A Defesa brasileira trabalhará na retirada dos destroços a partir desta quinta-feira. “Em um momento conveniente entregaremos este material aos franceses”, explicou o ministro Nelson Jobim.

Cinco aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e onze navios da Marinha nacional estão no local ajudando nas buscas. Para facilitar a operação, uma base de abastecimento foi montada em Fernando de Noronha.

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