José Serra (PSDB) levou 4 dias para aparecer em público quando abriu a cratera na obra da linha 4 do Metrô de São Paulo, que matou nova pessoas. Naquele caso, não havia dúvidas: a responsabilidade era do governo de São Paulo. Ontem, Serra levou menos de duas horas para aparecer nas telinhas tentando culpar o governo federal pelo acidente com o avião da TAM. As primeiras informações, no entanto, não autorizam conclusão tão precipitada. Pode perfeitamente ser que a condição da pista nada tenha a ver com o desastre. E, ainda que tenha algo a ver, Serra devia pensar primeiro em prestar assistência às vítimas do acidente para só depois em lucrar politicamente com a tragédia. É uma questão de solidariedade humana, apenas, mas este não parece ser um sentimento muito presente nos atos do governador, conforme já atestava a sua inexplicável ausência no acidente do Metrô.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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