O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mandou cancelar os chamados atos secretos da Casa. A medida lembra um pouco a história do marido que manda queimar o colchão da cama em que flagrou a mulher com outro. O problema de fundo na crise não é propriamente este ou aquele ato secreto, mas um modus operandi que une todos os parlamentares do Congresso - da Câmara e do Senado, diga-se de passagem. O que precisa acontecer é uma regulamentação das práticas correntes no uso dos recursos públicos no poder legislativo. Não é concebível que o Senado disponha de 10 mil servidores, nem dá para aceitar que a Câmara comercialize passagens aéreas (atividade bem lucrativa, por sinal). Foi bom Sarney ter cancelado os atos secretos, é óbvio, mas tal medida não é suficiente para por um fim na crise que vive o legislativo federal.
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
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