quarta-feira, 15 de julho de 2009

Não dá para não reproduzir

Do blog do jornalista Luis Nassif, uma resposta genial ao repórter Valdo Cruz, da Folha de S. Paulo. O que Nassif escreveu corrobora o artigo do autor deste blog para o Observatório da Imprensa.

Você sabia?

Valdo Cruz

BRASÍLIA - Você sabia que todo funcionário terceirizado do Senado tem de registrar presença diária num moderno sistema de controle de ponto acionado por digitais? E que os servidores contratados, com estabilidade e salários bem mais elevados, não têm de passar por esse tipo de controle?

Você sabia que, depois da crise no Senado, está faltando vaga na garagem da Casa porque servidores que não apareciam decidiram dar o ar da graça? E que alguns ficam ali, aguardando uma vaguinha, até por uma hora, sem fazer nada?

Você sabia que há TVs de LCD espalhadas pelo Senado com pouca serventia? Uma delas instalada no canto de um corredor, onde ninguém para. Você, com certeza, gostaria de saber o autor da ideia genial de fazer essas comprinhas.

Você sabia que há registro de um servidor, num determinado mês, ter recebido contracheque somando R$ 80 mil? E que muita gente costuma receber contracheques extras sem saber o motivo?

Etc. etc clique aqui para a íntegra

Comentário do Nassif

Voce sabia…

… que os jornalistas políticos de Brasília convivem diariamente com congressistas e funcionários?
… que as informações que hoje são divulgadas são de conhecimento do jornalismo político de Brasilia, e do Valdo Cruz, há anos?
… que, embora conhecidas, as bandalheiras não eram divulgadas porque não interessava naquele momentos aos jornais?
… que não se viu, até agora, nenhum jornal divulgar mordomias de jornalistas no Senado?
… que se apurar as responsabilidades desse período, as maiores falcatruas recairão sobre a Primeira Secretaria, dominada pelo DEM?
… que, pelo fato da intenção dos jornais ser derrubar Sarney - e não moralizar os costumes - nenhum jornal fez qualquer referência ao epicentro do escândalo, a Primeira Secretaria?
… que a hipocrisia é uma arma recorrente na cobertura jornalística?

Um comentário:

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