quinta-feira, 30 de julho de 2009

Como esconder uma notícia

O que vai abaixo é um box publicado na edição desta quinta-feira da Folha de S. Paulo. A matéria principal leva o título "Banco público cobra R$ 12 mi de empresa da família Sarney" e informa que o BNB botou no pau a emissora de televisão do presidente do Senado. Ok, é notícia (meio velha, mas é). O interessante, porém, é que os empréstimos foram realizados não durante a gestão do presidente Lula, mas muito antes, ainda sob Fernando Henrique Cardoso. O box de pé de página, bem escondidinho, informa este fato e cumpre a função de.. esconder a notícia! Por que não uma manchete do tipo: "Tucano ligado a Tasso emprestou R$ 12 milhões a Sarney e não cobrou"? Seria um despropósito? A julgar pelas manchetes que a Folha anda dando nos últimos tempos, até que não seria tão absurdo assim...

Banco era comandado pelo PSDB

DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO LUÍS
DA REPORTAGEM LOCAL

Entre 1997 e 2001, quando ocorreram as liberações de recursos do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) para a TV Mirante, do grupo Sarney no Maranhão, o banco era presidido por Byron Queiroz, ligado ao PSDB e indicado ao cargo pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
O presidente do BNB é nomeado pelo ministro da Fazenda. Queiroz presidiu o BNB no governo de Fernando Henrique (PSDB-SP). Antes, foi secretário de Planejamento do Ceará no governo de Tasso.
O tucano formava com Sarney (PMDB-AP) e Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) o trio de senadores influentes e aliados de FHC no Nordeste.
Sarney, cuja família é próxima da de Tasso, era aliado do PSDB até 2002, quando acusou o partido de armar manobra para obrigar Roseana a desistir de disputar a Presidência.

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