quarta-feira, 15 de julho de 2009

Juro do cheque especial é o menor do Real

A reportagem abaixo, do portal G1, mostra uma realidade que tende a se apresentar no ano eleitoral de 2010: as taxas de juros praticadas no mercado - e não apenas a básica - serão as menores dos últimos 20 anos. A oposição, sem discurso para bater no governo, estava apostando na crise mundial para derrubar a popularidade do presidente Lula. Não deu certo e, pior, como consequência da crise foi criado um ambiente propício à queda mais forte da Selic e dos juros praticados pelos bancos e no mercado em geral. Se não houver novo tombo da economia americana, a tendência de queda dos juros deve prosseguir em 2010, pois a economia brasileira ainda não terá se recuperado sua total capacidade. A bandeira dos "juros extorsivos" também fugirá das mãos dos demos-tucanos. O que restará a eles? O discurso udenista do "governo mais corrupto da história" (não deu certo com Alckmin em 2006) ou as críticas ao "aumento dos gastos públicos" (para o povão, este tipo de crítica soa como "se esses caras ganharem, vão tirar o Bolsa Família e demitir um montão de servidores"). Realmente, não é nada promissor o cenário pré-eleitoral para a oposição...

Juro médio do cheque especial é o menor desde 1995, diz Anefac

Taxa média cobrada pelos bancos recuou para 7,54% ao mês em junho.
Crédito voltou ao nível de antes da crise, diz entidade.

Do G1, em São Paulo

A taxa de juros do cheque especial voltou a recuar em junho, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). De maio para junho, taxa de juros caiu de 7,59% ao mês para 7,54% - a menor da série histórica da Anefac, iniciada em 1995.
O levantamento mostrou que, das seis linhas de crédito para a pessoa física pesquisadas, apenas as taxas cobradas no cartão de crédito e no crédito para financiamento de veículos ficaram estáveis na passagem de maio para junho.
Além da taxa do cheque especial, tiveram queda os juros médios mensais do comércio (de 6,10% para 6,06%), do empréstimo pessoal em bancos (de 5,36% para 5,30%) e do empréstimo pessoal em financeiras (de 11,19% para 11,17%).
Com isso, a taxa média de juros para pessoa física caiu de 7,28% ao mês em maio para 7,26% em junho, na quinta redução consecutiva, segundo a Anefac. A taxa é a menor desde abril de 2008, quando ficou em 7,25%.
A pesquisa também mostrou redução na taxa média de juros para pessoas jurídicas, de 4,15% ao mês em maio para 4,12% em junho. A queda na taxa média veio puxada pelo recuo nos juros cobrados em desconto de duplicatas e desconto de cheques, de 3,59% para 3,54%, e de 3,71% para 3,65%, respectivamente.
Crédito volta ao nível pré-crise
Segundo Miguel de Oliveira, presidente da Anefac, os dados mostram o retorno das condições de crédito anteriores à crise em setembro de 2008, tanto no alongamento dos prazos dos financiamentos bem como na redução dos juros das operações de crédito. De acordo com ele, a melhora nas condições de crédito é resultado da melhora no cenário econômico e da redução da taxa básica de juros (Selic). “Em nossa opinião, tendo em vista os fatores listados no trabalho, as taxas de juros das operações de crédito bem como as condições de crédito (ampliação dos prazos, aumento do volume emprestado, maior flexibilidade) deverão melhorar neste segundo semestre”, afirma o executivo em nota.

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