segunda-feira, 13 de julho de 2009

Cadê a recessão que estava aqui?

A matéria abaixo, da Agência Reuters, revela que o mercado financeiro continua corrigindo a sua expectativa para o PIB brasileiro de 2009. Agora, a previsão é de declínio de apenas 0,34% no produto deste ano. Em mais algumas semanas este número vai zerar e provavelmente no segundo semestre já haverá previsão de algum crescimento neste ano. Mais um dado desanimador para as oposições, que apostavam em um número negativo para cair matando na política econômica de Lula. O problema é que, pelo menos até aqui, as medidas tomadas pelo governo estão surtindo efeito e o Brasil vai passando pela "maior crise do capitalismo" de maneira surpreendentemente positiva. Se continuar assim, no final, em 2010, o presidente poderá dizer que por aqui, foi só uma marolinha mesmo...

Mercado melhora previsão de PIB e vê inflação maior

Relatório Focus aponta retração de 0,34% do PIB este ano ante declínio de 0,50% na estimativa anterior

Daniela Machado

SÃO PAULO - O mercado melhorou a previsão para o desempenho da economia brasileira em 2009, mas elevou as estimativas de inflação deste e do próximo ano, mostrou o relatório Focus nesta segunda-feira, 13. As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central esperam agora retração de 0,34% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, ante estimativa anterior de declínio de 0,50%. Para 2010, a projeção continua sendo de crescimento de 3,5% da economia.
No caso da inflação, o prognóstico é de que o IPCA suba 4,50% em 2009 - ficando no centro da meta perseguida pelo BC -, frente à projeção anterior de 4,42%. O IPCA do próximo ano deve avançar 4,40%pelas novas estimativas, ante alta de 4,33% projetada na semana anterior.
A previsão para o juro básico foi mantida em 8,75% ao ano no final de 2009 e em 9,25% no encerramento de 2010. As instituições mantiveram pela terceira semana a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a Selic em 0,50 ponto porcentual na reunião da próxima semana, para 8,75%.
A estimativa para a produção industrial piorou, saindo de queda de 5,37% na semana anterior para declínio de 6,0%.

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